Levantei o olhar e observei-o fixamente. Cada palavra era uma faca torcendo no meu coração. Mas engoli o nó na garganta, afogando o grito, as lágrimas, a verdade. Mostrei-lhe um sorriso tranquilo, olhando-o fixamente. — Sim. Você tem razão. Não tem nada a mudar. Ainda somos amigos. Dei-lhe a mão, e ele apertou-a, confuso. — Vamos começar de novo. Somos bons amigos. E eu estou muito feliz que sua namorada tenha saído do coma. Mentira. — Bem, em teoria feliz, porque ambos são meus amigos, e como boa amiga, só espero que sejam muito felizes. Outra mentira, maior. — Nada disso deve arruinar a nossa amizade, certo? Ele parecia completamente desconcertado. E eu, com aquele sorriso que me partia a alma em dois, abracei-o. O meu coração gritava de dor, mas o que eu podia fazer quando tudo ha

