Pov Valeria A sacola de compras pesava na minha mão, cheia das coisas que Sofia me pediu: cremes, um batom, uma revista de moda. Cada artigo era um lembrete do meu papel de cúmplice na minha própria destruição. Ao chegar à clínica, respirei fundo, tentando acalmar os nervos que contorciam o meu estômago. — Bom dia, enfermeira. Trouxe isso para a senhorita Sofia. Posso levar? Perguntei na recepção, com um sorriso que sentia falso e frágil. — Claro, senhora Montenegro. Não há problema. Respondeu à mulher com um sorriso gentil. Caminhei pelo corredor, o silêncio quebrado apenas pelo leve farfalhar da sacola. Acomodei mentalmente as palavras que diria a Sofia, mais uma mentira sobre o quão ocupado Adrian tinha estado e que não podia vir vê-la por enquanto. Aproximei-me do quarto dele, mas

