A tensão entre Rafael e Helena parecia aumentar a cada dia, um campo minado de emoções prestes a explodir. No fundo, Rafael sabia que precisava decidir em quem confiar. Mariana, com sua insistência quase sufocante, ou Helena, que agora parecia estar erguendo muros ao seu redor. Naquele dia, Mariana o abordou novamente em seu escritório, aproveitando um momento em que estavam sozinhos. — Rafael, não quero me intrometer, mas acho que você precisa abrir os olhos. Helena não é o que parece. Ele ergueu os olhos da pilha de papéis à sua frente, já cansado daquela conversa repetitiva. — Mariana, já conversamos sobre isso. Não quero mais ouvir suas teorias sobre Helena. — Não são teorias. — Ela insistiu, aproximando-se. — Você viu com seus próprios olhos. Gabriel está cada vez mais próximo de

