Contrato

1192 Palavras
CAPITULO 9 Pedro Parker Aproximo-me devagar, e consigo ouvir uma parte da conversa: — Realmente estou muito desanimada hoje Fred! O meu pai foi diagnosticado com Leucemia! Eu não sei ainda como vou fazer para pagar o tratamento… Os exames eu consegui pagar com o cheque que me deu mais cedo, mas não sei oque fazer Fred! Se demorar, o tratamento pode não fazer efeito e… — Calma senhorita! Posso pedir ajuda ao Sr. Parker… — Nem pense nisso Fred! Ele não precisa ajudar com nada, eu apenas trabalho para ele e não pretendo pedir-lhe dinheiro algum! Fico numa bolha de pensamentos neste momento, mas decido entrar na sala. Não consigo ouvir mais, se fosse com o meu pai eu estaria péssimo, nem gosto de imaginar oque ela está passando. Ela fala algumas coisas dos cavalos, mas nem consegui reclamar hoje, espero que ela fique bem. Decido pedir ao Fred para levar ela em casa, não quis que fosse embora sozinha. Quando Fred volta, decido pedir a opinião dele, explico o que tem acontecido nas empresas Parker's, e a ideia que o meu primo deu e logo digo: — Acredita que isso daria certo Fred? Gabriela seria esta pessoa ideal? — Não posso afirmar que sim patrão, a respeito se daria certo! Mas no caso de decidir por fazer isto… desculpe-me a intromissão, mas acredito que a senhorita Gabriela seria perfeita! Ela tem o que a maioria das mulheres que o senhor envolveu-se não tem: caráter, orgulho, boa família, e acima de tudo, um bom coração! A pergunta é… Como vai convencê-la? — Questiona. — Você sabe que ela precisa de dinheiro para o tratamento do seu pai, eu ouvi parte da conversa que teve com ela, posso oferecer muito mais que isso, posso deixar ela muito bem financeiramente, e será apenas um contrato por 2 anos, só terá que fingir estar realmente comigo para as pessoas, pois não pretendo contar a ninguém sobre isso. Precisa parecer real! — Não acredito que será fácil patrão! Mas podemos tentar convencê-la, provavelmente ela faria qualquer coisa para salvar o pai! — Diz Fred. — Ouvindo isso parece-me muito egoísta da minha parte, mas preciso dela, e preciso de uma razão para ela aceitar este contrato. Mas também sou humano, e se mesmo assim ela não aceitar, o tratamento do seu pai eu irei pagar de qualquer forma. — Digo. Ele assente, eu vou para o escritório. Vou redigir o contrato e deixarei pronto para amanhã, já tenho os dados dela, então facilitou para mim. Espero que ela aceite, caso contrário, não saberia o que fazer, e voltaria a estaca zero. ********** ********** Acordo cedo, estou muito ansioso. Estou prestes a tomar uma decisão muito importante, mas independente disso fico tranquilo em saber que é ela, e não consigo entender porquê. Tenho medo dela não aceitar por vergonha, por eu andar numa cadeira de rodas, mas não acredito que esse seja o caso. De qualquer forma, os empregados continuarão me auxiliando e ela não precisará se preocupar com isso. Aprendi a locomover-me com mais facilidade, agora até consigo uma certa velocidade na cadeira, não dependo tanto de Fred. aproximo-me dos estábulos e a vejo de costas, ela nem percebe que cheguei, está muito concentrada cuidando do cavalo machucado. Está praticamente de joelhos para examina-lo. É realmente difícil não notar as curvas dela, aquela cintura enlouqueceria qualquer um! Aquela b***a perfeita que me desestabiliza! Só pode ser uma brincadeira comigo! "Mas o que estou pensando? Preciso me concentrar!". — Não se preocupe querido! Já está quase curado! E não seja mais sapeca se aventurando novamente! Eu penso que sei o porquê de você pular a cerca, mas não quis arriscar. Mas logo saberemos não é? Você vai contar-me ! Hum! — Gabriela conversa com Sereninho. — Também tem o hábito de conversar com cavalos? — Digo a assustar a moça, que cora ao me ver, e se levanta, com seu vestido rodado, azul-escuro. — Que susto patrão! Não o vi chegar e... — Não se preocupe! Também gosto de conversar com eles! Bem! Nem só conversar, eu adoraria poder montar novamente... — Digo olhando pro enorme verde que está do lado de fora dos estábulos. — Tudo que realmente queremos, nós conseguimos Sr.Parker! Pode demorar, mais chega! — Ela surpreendeu-me com a sua resposta, imaginei que iria perguntar sobre o meu estado, ou julgar-me por ser como sou. Mas ela simplesmente encorajou-me a lutar, não me tratou como se eu fosse diferente. — Tem uma coisa que eu realmente quero... A senhorita poderia acompanhar-me até o escritório? Preciso realmente propor-lhe algo! — Claro, o senhor pode ir primeiro, vou organizar as minhas coisas e já vou! Tenho alguns minutos ainda, estou pensando como falar isto sem estragar tudo, preciso que ela me entenda. — Toc-toc! — Pode entrar! E sente-se por favor! Ela senta-se e me olha com receio, não sei o que fazer, não posso mais adiar. — Vou tentar explicar-te tudo, peço que não me interrompa até eu terminar, ok? — Ela assente. — Perdi os meus pais num acidente de avião à mais de 13 anos, fui criado por meus tios, até poder assumir as empresas Parker's, e desde então estou na presidência da rede. Sofri um atentado antes de vir para o Brasil, e nele quase perdi a vida, e ganhei esta cadeira. Resolvi ficar aqui para me sentir mais seguro, e até descobrir quem está por trás disso tudo. Ela ouve-me atentamente e não questiona nada, noto uma inquietação, mas continuo: — O conselho não ficou nem um pouco feliz com a minha vinda ao Brasil, e exigem que eu me case para continuar na presidência, ou os acionistas vão exigir que alguém deles assuma a presidência das empresas dos meus pais. E eu nada poderei fazer se não me casar. — Fico em silêncio. — Meus parabéns Sr. Parker! Quando será o seu casamento? — Depende... Quando fica melhor para você? — Digo quase enfartando. Ela fica branca. Por um segundo penso que vai desmaiar. — Co... Como é? Eu não entendi! — Pergunta quase sem voz. — Tenho uma proposta: Quero que se case comigo, mas será por contrato! Ficará 2 anos como a minha esposa, mas será apenas de fachada! Para todos seremos um casal, mas dentro de casa, terá o seu quarto e fará o que quiser! Te peço apenas fidelidade nesse período! E como a minha parte do acordo, te farei muito bem financeiramente, terá tudo que quiser! — O senhor enlouqueceu? Ouviu tudo que está falando? Eu não posso aceitar uma coisa dessas! — Diz um tanto horrorizada. — Pense Gabriela! Não precisa responder-me hoje! Leve o contrato se preferir, e leia com calma, se quiser mudar algo diga-me e verei se podemos negociar. Não se preocupe, que enquanto for minha esposa te tratarei como tal, e terá o meu total respeito, e cuidarei de você e a sua família. Ouvi quando disse ao Fred ontem, que o seu pai não anda bem! Posso ajudar! — Estou um pouco sem ar, posso voltar para casa? — Perguntou. — Sim! Apenas leve o contrato! — Peço.
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