Lily
Olhei as coisas que o Alex comprou para mim e me deu vontade de rir. Todas as roupas era tamanho G e eu usava P. A julgar para as roupas que ele usava, maiores que ele, é claro que ele não tinha noção de tamanho.
As calcinhas eram sensuais demais e eu preferia de algodão e os absorventes eram OB e eu usava normais.
— Você não gostou? — ele me olhou, irritado.
— Sim, mas... Se eu tivesse ido, acho que teria comprando as coisas do meu tamanho.
— Essas coisas são do seu tamanho.
— Não são não. Espere. — levantei e vesti o vestido por cima do que estava. — Veja, é muito grande.
— Eu acho que está ótimo.
— Porque você usa roupas maiores que você.
— O quê? Não uso não. São do meu tamanho e são confortáveis. — decidi não questionar.
Ele era um homem bonito, mas parece que não se preocupava com o que vestia, não fazia barba e nem o cabelo cortava.
— Eu agradeço, mas uma coisa eu vou precisar que você troque e com urgência, porque vou precisar a qualquer momento.
— O quê é? — peguei os absorventes e coloquei na frente dele. — O que tem eles?
— Não são esses que eu uso, você pode comprar os comuns.
— Que infern0! — ele resmungou e saiu do quarto, mas voltou logo em seguida, trazendo um computador. — Você pode encolher o que você quiser aí, roupas, sapatos, essas coisas que você usa, qualquer coisa. Só coloque no carrinho e finalize a compra, está tudo cadastrado. Não importa o valor, só compre. Até amanhã estará tudo aqui. — ele colocou o computador na minha frente.
— Obrigada. — peguei o computador e ele saiu do quarto.
Um mundo de coisas para escolher, eu não queria ser consumista, mas eu precisava de roupas de cama e vários produtos de higiene, então só saí colocando o que achei importante no carrinho, o que deu muitos itens. Resolvi passar, e se o cartão passasse, era o destino. O cartão passou e eu esperei o Alex entrar gritando no quarto, mas ele não o fez.
Desci e resolvi fazer o jantar em agradecimento. Ele não gostava da minha comida, mas quem sabe aceitasse dessa vez. A cozinha estava abastecida, o que me deixava feliz. Fiz um ensopado de carne, que eu amava e um bolo de laranja.
Subi para o quarto, para tomar o banho. Eu tinha calcinha e roupas desta vez, mesmo que elas fossem maiores que eu. Uma tempestade começou lá fora e desci as escadas, mas nenhum sinal do Alex. A porta da frente estava aberta e eu fui verificar.
O Alex estava sentado com duas garrafas de uísque, uma na mão e uma vazia no chão. Ele me olhou e tomou mais um gole, depois fechou os olhos e respirou fundo.
Não era uma boa ideia me aproximar dele, mas ainda assim me aproximei.
— Eu fiz o jantar. Ensopado de carne, está uma delícia.
— Coma você!
— Mas eu fiz muito. Tem comida suficiente para nós dois e ainda sobra.
— Eu disse que você não precisava cozinhar, garota. Qual é a dr0ga do seu problema? — ele gritou.
— Não grite! Só estou falando com você.
— Eu não quero conversar. Vá embora!
— Qual é a droga do seu problema? — falei, ríspida. — Você é insuportável o tempo todo, sem educação, ignorante e eu não te fiz nada. Eu te fiz comida e é assim que você me agradece? Sendo um ignorante? e******o! — ele me olhou com raiva e levantou, caminhando em minha direção. Ele era tão grande e me metia medo. Andei para trás, tentando lembra o que a Graziella me falou. Eu tinha que me impor e gritar. — Não se aproxime! — gritei e estendi a mão para pará-lo. Ele franziu o cenho e me olhou com raiva, mas me alcançou em dois passos, segurando o meu braço.
— Quem te mandou fazer comida? Você é minha put@ por acaso? Porque se você quiser ser, primeiro tire a roupa e deite na minha cama, para eu aproveitar a parte boa, depois me faça comida. — dei um tapa forte em seu rosto. Foi por impulso e não pensei antes de fazer.
Corri de volta a entrada da casa, mas o chão estava a molhado, a chuva tinha pegado forte e caí de bund@ no chão. A chuva de vento me molhou toda e o Alex tentou me segurar, mas quase caiu ao meu lado.
— Me solte! Me deixe em paz! — me levantei e sai andando para dentro da casa.
— Espere, p0rra! Não saia quando eu estou falando com você. — ele me puxou pelo braço, me fazendo chocar em seu peito. — Você escuta quando eu falo. Entendeu?
— Você está cheirando a bebida.
— E daí? Você me deu um tapa. Nunca mais faça isso. Entendeu?
— Então pare de gritar comigo o tempo todo.
— Pare de me tirar do sério.
— Eu nem faço nada. Até uma simples frase que falo te irrita.
— É exatamente isso. Você me irrita, me tira do sério.
— Por quê? — ele me olhou, parecia confuso, desnorteado. — Você pode me contar qualquer coisa, Alex.
Ele resmungou umas palavras que não entendi e urrou, depois me empurrou, me encostando na parede. Foi tudo tão rápido, que não consegui raciocinar. Seu corpo me cobriu e eu segurei o seu braço. O Alex segurou minha nunca e olhou fixamente para os meus lábios, abaixando até eu senti sua respiração bem próxima da minha.
Só conseguia ouvir as nossas respirações pesarem juntas, fechei os olhos e esperei. Senti sua boca provar o meu pescoço e meu corpo todo se arrepiou. A minha confusão mental, não me permitiu nem ao menos tentar me afastar. Meu corpo todo reagiu àquilo de forma estranha.
Quando ele se afastou, precisei de alguns minutos para tomar ciência do acontecido. Corri em direção às escadas e quase tropecei, mas me mantive firme, até chegar no quarto.
Ele ia me beijar, aquele homem louco ia me beijar!