O casamento de Desirée foi lindo. Ela estava radiante e Oliver estava se sentido a última bolacha do pacote. Ele se mostrava para todos que fez um grande casamento. Que Londres perdeu o único homem solteiro que presta. Bufo. Ele não tinha nada haver com a minha amiga, e acho que nunca vai ter, porém a escolha foi dela. Torço para ela ser feliz.
- Mais uma festa linda, Antonella. Você está de parabéns! Jacob fala e eu sorrio para ele.
- Muito obrigada! Ainda mais vindo de um crítico gastronômico como você. Bebo um pouco do meu suco.
- Você sempre faz um trabalho maravilhoso Antonella, então não tem com que se preocupar com as minhas críticas. Ele pisca para mim.
- Porém acho que você veio aqui para ver se tinha acabado suas chances mesmo. Digo sabendo que ele está aqui porque ele nutre um amor por Desirée Davies e ele chegou tarde demais para conquistar o coração da minha amiga/cunhada. Ele a conheceu em uma festa dada por uma amiga nossa em comum, mas Desirée já estava comprometida com Oliver. E mesmo que Jacob pudesse fazer algo para abalar as estruturas do relacionamento deles, Desirée nunca teve olhos para outro senão Oliver.
- Eu acho que não estava acreditando que isso era certo. Mas, agora não tem mais volta. Estou na pista de novo.
- Espero que não seja para dar de cima da minha namorada, Sr Wright. Henry diz aparecendo atrás de mim. Reviro os olhos.
- Não se preocupe com isso Sr Davies. Eu conheço Antonella mesmo antes de você, se tivesse que tentar alguma coisa com ela, eu já teria feito. Jacob diz. Até mais Antonella. Ele saiu me deixando com o inseguro do meu namorado.
- Você tinha que falar com ele desse jeito? Indaguei olhando para ele.
- Eu já te disse que não gosto dele.
- Não há motivo para isso. Ele estava interessado na sua irmã. Henry franze a testa. Sim, é isso mesmo. Porém as chances dele se acabaram.
- Desirée sempre foi louca por Oliver, então Jacob não teria chances mesmo.
- Vai saber né. Dou de ombros.
- A festa está no fim. Porque você e eu não damos uma fugida. Você pode deixar alguém responsável aqui. Abraço seu corpo e sorrio.
- Já tem alguém responsável desde a hora que eu fui para o altar.
- Isso é muito bom. Se soubesse teria levado você embora a mais tempo. Demos um selinho
- Antonella. O saco. O que ela quer agora?
- Fale Alicia. Indago me virando para ela.
- Eu não estou me sentindo bem. Estou indo embora.
- O que você tem? Pedi preocupada.
- Não sei. Só sei que estou com meu corpo estranho. Assinto.
- Vou pedir Pietro para te levar.
- Você não pode me levar? Não quero ir com um estranho.
- Pietro trabalha com você, não é nenhum estranho.
- Mas não tenho i********e com ele para o mesmo me levar para casa. Você é minha prima, da minha família, não quero nenhum estranho. Bufo.
- Antonella, vamos deixar ela na sua casa e depois vamos para meu apto. Henry diz e eu assinto.
- Vamos então. Falo e Alicia vem andando do nosso lado. Eu vou pedir a Pietro para levar meu carro com ele. Na segunda pego com o mesmo na loja. Henry assentiu e fomos até onde os garçons estavam. Pietro era meu garçom mais antigo. Ele trabalha para mim desde que eu abrir a loja.
Chegamos onde os garçons estavam e eu avistei Pietro. Ele estava arrumando os pratos dentro das caixas para levarmos embora. O caminhão já estava aposto para colocarmos as coisas dentro.
- Pietro. O chamo e ele me olha sorrindo.
- Fale patroinha. Sorrio do jeito bronco dele. Ele sempre me tratou de patroinha.
- Você pode ficar com meu carro e na segunda pego com você? Ele assentiu. Alicia não está passando bem e Henry e eu vamos levá-la embora.
- Não quer que eu a leve patroinha? Eu faria muito gosto. Suspiro.
- É melhor eu levá-la. Aqui está a chave do meu carro. Entrego para ele a chave. Muito obrigada e até segunda!
- De nada patroinha. Precisando de mim, pode me ligar.
- Eu sei que posso. Muito obrigada. Vamos Alicia?
- Vamos. Saímos Alicia, Henry e eu. Desirée e Oliver já tinham deixado o local para curtir a lua de mel em Paris por quinze dias.
- Henry. Olho para trás e o Sr George Davies está chamando pelo filho. Eu nunca entende a relação deles. Não é muito boa. Henry não visita seu pai e nem faz questão de saber da vida dele. Desirée também não tem muito contato com ele. Tanto Henry quanto Desirée nunca falaram o que houve com eles para a relação ser um nada.
- O que o Sr deseja? Henry pediu segurando firme na minha mão.
- Você já está indo embora? George pergunta.
- Sim. Henry continua ríspido com o pai.
- Ivy quer ficar mais. Então achei melhor deixar o motorista com ela. Você se importa de me levar?
- Me importo. Olho para Henry abismada. Eu não vou te levar. Chame um táxi ou qualquer outra coisa.
- Filho, por favor.
- Boa noite, George! Ele fala me puxando. Dou boa noite para meu sogro andando.
- Henry calma. Ele continua andando rápido. Chegamos no carro e ele abriu a porta para mim e depois para Alicia que entrou. Você pretende me explicar o que há com você e seu pai?
- Não. Entra. Sua prima não está bem. Suspiro.
- Eu quero entender você, entender o que passa aqui dentro.
- Antonella entra. Bufo e entro. Ele bate a minha porta e deu a volta. Pega a direção. Vamos embora sem falarmos nada. O caminho todo o carro ficou em um silêncio mortal. Porém eu estava chateada com ele por falar comigo daquele jeito. Eu só queria que ele me permitisse conhecê-lo melhor. Que me permitisse entrar na sua vida por completo. Todos esses meses juntos parece que somos completos estranhos. Nos damos super bem, porém quando é para se abrir eu sou uma completa estranha e sinceramente estou cansada disso.
Chegamos em casa e eu sair do carro junto com Alicia. Henry saiu logo depois.
- Eu vou entrar. Obrigada por me trazer Henry. Alicia fala e sai.
- Sei que está chateada comigo. Eu sinto muito, mas você sabe que não gosto de falar do meu pai.
- Você não gosta de falar da sua vida, e isso me chateia ao máximo. Estamos juntos a meses, para não dizer quase dois anos, e você simplesmente faz questão de me tirar da sua vida.
- Isso não é verdade. Você sabe que eu te amo.
- Não é o suficiente. Eu não sei nada de você. Não sei nada da sua vida. Você me diz que eu te conheço melhor que qualquer pessoa, porém não é verdade. Eu não sei o que houve com sua mãe, não sei o que houve com seu pai. Você não gosta dele, detesta a esposa dele. Se fecha quando quero falar de você, e mesmo assim você insiste em me dizer que eu te conheço melhor do que qualquer pessoa, sendo que não é verdade.
- Vamos para meu apto? Balanço a cabeça em negação.
- Não quero mais. Eu durmo, eu transo com um homem que m*l conheço e ele não faz nada para mudar isso. Quando você estiver disposto a se abrir um pouco comigo a gente se fala.
- Antonella parar. Não é para tanto. Eu sei que tenho que me abrir com você, mas neste momento eu não consigo.
- Não consegue ou não quer? Ele suspira. Imaginei. Boa noite! Me viro para entrar em casa.
- Minha mãe está morta. Me viro para ele e o olho. O mesmo passa as mãos no rosto. Ela morreu anos atrás, e logo depois meu pai se casou com Ivy .
- E por que é tão difícil para você me contar isso? Indaguei me aproximando dele.
- Porque você não sabe o que aconteceu.
- Então me conta. Ele passa as mãos pelos seus cabelos bagunçando mais os mesmos. Henry, eu não quero que você me conte tudo de uma vez, conte no seu tempo, porém eu não quero mais ficar no escuro com coisas que aconteceram com você e que te fez ficar fechado dessa forma. Tudo que eu quero é que você se liberte para poder viver, porque tenho certeza que por fora você vive, mas por dentro não. Você vive triste, inseguro e eu só queria te trazer mais para mim.
- Você me tem Antonella. Balanço a cabeça em negação.
- Não por completo. Você me diz que seus planos futuramente é casar comigo. Eu também quero isso com você, porém como será isso se você não consegue se abrir para mim? Como será quando tivermos filhos, sendo que você não se dar bem com seu pai? Ele suspira forte. Pense nisso. Eu só quero ficar bem com você. Quero continuar fazendo parte da sua vida, porém sabendo o que se passa na sua mente e no seu coração.
- Fica comigo? Não quero ficar sozinho. Preciso de você. Suspiro.
- Eu preciso entrar e ver minha mãe. Ela passou o dia com a sua cuidadora, então eu preciso vê-la. Ele assentiu me dando uma das suas mãos para entrar. Pego e entramos juntos em casa. Minha mãe estava na sala com sua cuidadora. Oi mãe. Como você está? Indaguei me aproximando dela e dando um beijo na cabeça da mesma
- Alicia me disse que você já tinha ido passar a noite fora. Reviro meus olhos para o drama que Alicia cria com a minha mãe.
- Como vai, Sra? Henry indaga e me mãe só resmunga. Não que ela não goste dele, porém ela passou a ter uma rejeição a Henry por achar que passo mais tempo com ele. E olha que ele me cobra o mesmo, sendo que eu divido meu tempo com ele, minha mãe e meu trabalho.
- Como a Sra passou o dia? Indaguei me sentando e chamando Henry para sentar.
- Bem. Sua prima disse que não está passando bem, acredito que você não vá dormir fora hoje. Reviro meus olhos mais uma vez.
- E o que eu vou poder fazer por ela mãe? Pedi e Henry começou a passar a mão na cabeça em sinal de desgosto.
- Se ela passar m*l você pode ajudá-la. Você sabe que quando tomo meus remédios, eu apago. Então não quero que você saia e nem durma fora de casa hoje. Seu namorado entende. Henry se levanta.
- Eu vou embora. Amanhã a gente se ver. Ele fala. Boa noite, Sra Celine. Ele não espera ela falar. Suspiro e me levanto para ir com ele. O acompanho até o carro.
- Me desculpe pela minha mãe. Ela ultimamente tem andado muito solitária e cobrando muito a minha presença.
- Somos dois então. Mas eu não vou disputar com sua mãe. Ela é a sua mãe. Quem dera eu tivesse a minha ainda. Ele fala triste. O abraço forte.
- Porque amanhã a gente não passar a tarde juntos e você me conta o que houve com sua mãe, o que tanto te deixa triste.
- Me desculpe,, Antonella, mas eu não quero falar sobre isso. E outra esperava almoçar com você.
- Farei o possível para isso, Sr Davies. Ele aperta minha cintura e me beija com vontade e desejo. Ficamos segundos, minutos em uma batalha de línguas. Nosso desejo um pelo outro está a flor da pele, e eu queria muito passar a noite com ele. Queria muito dormir em seus braços.
- Eu te amo. Ele diz ainda com seus lábios nos meus.
- Eu também te amo. Correspondo sorrindo com meus lábios ainda nos dele.
- Deixa eu ir antes que sua mãe venha para saber se você ainda se encontra aqui fora. Sorrio dele.
- Nos vemos amanhã.
- Te espero. Ele me beija de novo. Vamos cessando aos poucos e assim nos despedimos. Entro dentro de casa e minha mãe está ainda na sala, agora com Alicia.
- Achei que estivesse deitada Alicia.
- Vim pegar uma água.
- Se sente melhor? Falo tirando minha sandália.
- Ainda estou com uma sensação r**m no corpo.
- É bom você ficar de repouso então. Eu vou tomar um banho e descansar. Precisa de alguma coisa mamãe?
- Não. Fico feliz que você tenha ficado com a gente hoje. Eu sinto sua falta filha.
- Eu sei que sente mãe. Mas eu tenho um trabalho.
- E um namorado que te tira daqui.
- Mãe, eu não gosto desse fogo cruzado que você e ele me colocam. Porque eu passo mais tempo no trabalho. Eu não estou nem mais com ele e nem mais com você. O trabalho me ocupa muito.
- Então você poderia deixar um pouco seu trabalho para ter um tempo para mim. Suspiro. Eu sei que desde que papai e ela se separaram, ela se sente sozinha. Se sente triste, tanto que desencadeou uma depressão. Ela ficou muito m*l e hoje não pode ficar sozinha. Por isso contratei uma pessoa para ficar com ela o dia todo. E mesmo assim ela se sente sozinha.
- Eu vou dar um jeito de ficar mais com você, mamãe. Vou dar um jeito de pegar menos evento para fazer. A abraço e ela me abraça mais forte. Eu te amo muito mãe.
- Eu também. Sorrio e dou um beijo no rosto dela.