CAPÍTULO 3

2120 Palavras
Acordei com meu celular apitando. Olhei e era uma mensagem de Henry dando bom dia. Sorria atoa. Me sento na cama e resolvi responder o mesmo. Dando bom dia também! Coloco meu celular na cama e me espreguiço. Amarro meus cabelos em um coque m*l feito e me levanto. Vou ao banheiro e faço minha higiene. Na sala de jantar encontro minha mãe e Sol, sua cuidadora, sentadas a mesa. - Bom dia! Digo dando beijo em ambas. - Bom dia, meu amor! Minha mãe fala e eu me sento. - Dormiu bem, mamãe? - Sim. Com os remédios certos, sempre durmo bem. - Pois a gente podia parar com essa dependência de remédios. Queria que a Sra voltasse a viver bem. Falo olhando para ela e a mesma suspira. Mãe, eu quero ver a Sra bem de novo. Quero ver a Celine alegre, feliz e descontraída. - Essa Celine foi embora quando seu pai saiu por aquela porta. Ela fala triste. - Pois não deveria, porque meu pai está vivendo, e você deveria fazer o mesmo. - Você aceitou tão bem a nossa separação e também a relação dele com outra. Ela fala com uma certa mágoa. - Não é verdade mãe. Eu só quis ser forte para você, porque sabia que você estava sofrendo. Eu sabia que se eu desmoronasse, você ficaria pior, então aos doze anos eu resolvi ser forte por nós duas. Limpo uma lágrima solitária. - Desculpe. Eu te vejo tão segura de si, tão tranquila, que não vi que você sofria com isso. - Eu sofre por você mãe, não pelo meu pai. Meu pai está bem, para não dizer ótimo. Você é que precisa se levantar e voltar a viver. - Bom dia! Alicia fala se sentando. - Bom dia! Digo. Você está melhor? - Sim. Estou um pouco melhor. - Que bom! - Essa semana tem quantos eventos? Alicia indaga pegando um pão. - Acredito que três. Temos um evento social na quarta. Já estou com quase tudo pronto para a decoração. - Você me disse ontem que iria pegar poucos eventos. Minha mãe fala. - Sim mãe, mas eu já estava com esses agendados. Na verdade estou com a agenda programada para esse mês. Então não posso deixar de fazer. - Espero que depois você tenha mais tempo comigo. Sorrio. - Farei o possível dona Celine, mas neste momento estou atolada de trabalho. - Eu nem sei porque você trabalha tanto. Alicia fala e eu olho para ela não entendendo o cometário. Você é rica. Tem uma vida de rainha e mesmo assim insiste em trabalhar como uma pessoa assalariada buscando pagar as contas no final do mês. - Não é porque tenho dinheiro que devo agir como uma patricinha. Eu gosto de trabalhar. Gosto da minha empresa, do que eu faço. - Pois eu se fosse você não me mataria trabalhando. Estaria em casa curtindo a minha mãe. - Nisso eu concordo com sua prima. Não vejo sentido para você trabalhar tanto. Você poderia passar mais tempo comigo. Porque eu sempre acho que eu sou a r**m aqui? Porque me vejo no lugar da sobrinha e não da filha da minha mãe? - Mãe, eu optei por trabalhar. Eu estudei para isso e nada vai mudar. Posso sim pegar menos festas para fazer, porém não vai tirar a vontade que eu tenho e sinto de fazer o que eu gosto. - Deus me livre ser igual a você. Se eu tivesse a sua vida, hoje estaria desfrutando de todos os momentos com a minha mãe, e não me dedicando ao trabalho que não vai me agregar em nada. - Ainda bem que somos diferentes né Alicia. Mas isso não significa que minha mãe está deixada de lado por mim. Eu te amo mãe, e você sabe disso. Eu vou me organizar e passar mais tempo com você. - Assim espero, porque senão vou tirar a sua prima de você e ela vai passar mais tempo comigo. Suspiro. Minha mãe consegue me deixar m*l. - Vou tomar um banho. Me levanto. - Você vai almoçar com a gente? - Não mãe. Já marquei de almoçar... - Com seu namorado. Ela nem deixa eu terminar de falar. Nem digo mais nada. Não quero me sentir m*l a cada vez que vou sair com Henry ou até mesmo ir trabalhar. Sempre parece que estou errada. Vou para meu quarto e já me encaminho para o banheiro. Eu sei que tenho que dar mais atenção a minha mãe, mas também preciso viver a minha vida. Essa semana eu tenho eventos na quarta, sexta e sábado, então posso ver algo para gente fazer amanhã e na terça. Vamos ver se ela fica menos triste. Tomo meu banho e me arrumo para almoçar com Henry. Coloco uma calça jeans e uma blusa regata branca com um blazer azul por cima. Calço minhas sandálias com salto médio. Passo uma maquiagem leve e deixo meus cabelos soltos em cachos. Estou pronta. Pego minha bolsa. Procuro meu celular que havia deixado na cama e nada. Franzo a testa. A porta do meu quarto é aberta, onde Alicia passa por ela com meu celular na mão. Estranho isso. - O que você está fazendo com meu celular? Indaguei. - Há, ele estava tocando quando eu estava indo para meu quarto. Entrei e atende. Ela fala como se fosse a coisa mais normal do mundo. - Quem era? Pedir sem paciência nenhuma. Pego meu celular da mão dela. - Henry. Ela fala saindo do quarto. - O que ele falou com você? - Nossa, desculpe Antonella. Ficamos envolvidos em uma conversa de um filme que está no cinema que acabei nem perguntando a ele se queria deixar recado para você. - Da próxima vez não atenda. Deixa ele tocando. Não gosto quando as pessoas atendam meu celular. Digo e ela fecha a cara. - Eu só quis fazer um favor. - Pra você ou pra mim? Porque você conversou com ele sobre coisas suas e não minhas. Então da próxima vez, não atenda. Seja ele ou qualquer pessoa. - Credo priminha. Não fiz nada demais. Como disse só fiz um favor, mas não se preocupe. Não atendo mais. - Te agradeço por isso. Ela vai para seu quarto batendo a porta. Sei que devo ter sido muito dura com ela, mas ela não tem nenhum direito de fazer o que faz. Bufo. Pego meu celular e ligo para Henry. Ele atende no segundo toque. - Oi amor. Ele atende carinhoso. - Oi. - Estou na porta da sua casa já te esperando. Quis vir, porque você está sem carro. - Você é um fofo. Já estou saindo. - Te espero. Desligo e vou saindo. - Mãe, já vou. Até mais tarde. Falo chegando na sala, onde ela estava sentada tricotando com Sol. - Tem certeza que é até mais tarde? Reviro meus olhos. - Mãe, se não for, amanhã estarei aqui e vou me dedicar o dia todo a Sra. - Está falando sério? Ela questiona animada. - Sim mamãe. Prometo que amanhã e terça ficarei a sua disposição. Vamos fazer o que a Sra quiser. Agora deixa eu ir porque Henry está lá fora. Beijos para as duas. Falo dando beijos nas duas. Saio e Henry já está parado na porta do carro com seus óculos escuro, calça jeans e blusa polo escura. Está um tentação. Isso tudo para mim Sr Davies? - Sempre Srta Roberts. E espero que isso tudo aqui. Ele aponta para meu corpo. Seja tudo para mim. Sorrio abraçando seu pescoço. - Não conheço outro que ame tanto. Beijo seus lábios buscando sua língua. Ele me dar de bom grado. Ficamos ali naquele beijo, em uma batalha de desejos reprimido. - Acho melhor a gente sair daqui, porque senão seremos preso por atentado ao pudor. Ele fala com seus lábios grudados nos meus e eu começo a rir. - Vamos então. Me desvencilho dele. O mesmo abre a porta do carro para mim e eu entro. Ele faz o mesmo depois de dar a volta no carro. Para onde vamos Sr? - Olha, eu queria fazer um passeio com você bem gostoso, mas não vai dar. O tempo não está firme para isso. Então vamos para meu apto. - Para mim está tudo bem. Quem sabe você confia em mim e me conte sobre você e sua família. Ele fecha a cara. - Não vamos estragar nosso dia. Eu não quero falar sobre isso. Assinto. - Vamos ver até quando você não vai confiar em mim. - Antonella, não é problema de confiança. Eu confio em você. O problema que eu não gosto de falar disso e nem quero, então por favor. Entenda. - Ok. Falo simplesmente isso e ele dar partida no carro. - Você tem festa no sábado que vem e não tem no outro. Podíamos acampar. Iriamos na sexta e voltaríamos no domingo. - Por mim tudo bem. Pelo jeito você já tomou conta da minha agenda esse mês. Falo brincalhona. - Se eu não fizer isso nunca saberei quando vamos poder sair. Nunca vou poder programar algo para nós dois. Ele pega na minha mão e leva os lábios. Dar um beijo e depois dar um leve mordidas. Ficou chateada por eu ter feito isso? - Claro que não. Acho legal da sua parte se preocupar com algo para nós já que quase não tenho tempo para me organizar. - Espero que no dia do nosso casamento seja você no altar, porque casar com uma organizadora, e meio estranho, pois ela pode me deixar no altar e ver o que está havendo com a festa. Gargalho dele. - Só você para pensar nisso Henry. Mas não se preocupe, porque eu estarei quietinha no meu lugar, que será ao seu lado. Ele morde mais uma vez a minha mão. Mas me diz. Vamos passar o dia todo trancados no seu apto? - Essa era a ideia, porque? Tem algo em mente? - Não. Achei que você estava querendo ver o filme que você tinha falado para Alicia. - Filme? Que filme? Ele me olha rápido entrando na garagem do seu prédio. - Não sei. Alicia me disse que vocês dois estavam falando de um lançamento de um filme a hora que você me ligou. - Sua prima tem problema, porque eu não passei dois minutos conversando com ela. Na verdade se deu um minuto foi muito, porque eu só perguntei por você e ela me disse que você estava tomando banho. Encerrei a ligação. Franzo a testa. Porque será que Alicia mentiria para mim? O que foi? Está duvidando de mim? - Não. Não é isso. Só acho estranho porque ela mentiu para mim. - Eu também não sei, mas não quero ficar falando da sua prima ou qualquer outra pessoa. E outra, se eu tivesse afim de ir a uma estreia de um filme você saberia. Você iria comigo. Jamais iria comentar isso com sua prima ou outra pessoa. Dou de ombros ainda intrigada com o comportamento de Alicia, mas resolvo deixar pra lá. Quero mais é curtir meu domingo com Henry. Subimos pelo elevador privado. Henry me puxa para ele. Sentir sua falta ontem . Ele me abraça por trás e começa a beijar meu pescoço. - Eu também senti. E não quero que você fique chateado com a minha mãe. Ela desde o divórcio não está muito bem. Ela se senti sozinha, depressiva. Então por favor não ache que ela tem algo contra você ou que não goste de você. - Eu a entendo Antonella. Somos duas pessoas que se sentem sozinhas no mundo. Me viro para ele. Não me olhe assim. Eu não gosto dessa olhar de pena. - Não é pena Henry. Eu estou sem entender porque você se sente sozinho. O que houve para você se sentir dessa forma? Indago passando a mão no rosto dele. - Não importa. Não vamos estragar o nosso dia. Continuo olhando para ele e fazendo carinho em seu rosto. Eu sabia que ele é triste. Henry nesse tempo que estamos juntos, não apresenta um brilho no olhar. Seu sorriso nunca chega aos olhos e para piorar a nossa relação, ele é calado demais e não divide muito da sua vida comigo. Eu já questionei a Desirée o que houve com ele, mas Desirée também não fala muito da vida deles. Não falam sobre a infância, a morte da mãe, e o porquê de não se darem bem com o pai e a nova mulher dele. Eu não sei mais como chegar ao coração dele para que o mesmo se abra para mim. Chegamos. Ele fala me tirando dos meus pensamentos.
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