Eu Ainda Estou Aqui (Camren)

3745 Palavras
POV Camila Me olhei no espelho de corpo inteiro do quarto dos meus pais pela quinta vez. O vestido era tão branco e estava tão limpo que faíscava meus olhos graças a luz do sol que entrava pela janela. Dentro de menos de duas horas eu passaria de Srta. Cabello a Sra. Mahone. Suspirei pesadamente e me sentei na cama de casal, ignorando a ordem da minha mãe de não amassar o vestido. Eu sentia uma imensa vontade de chorar mas sabia que não podia derramar nenhuma lágrima pois arruinaria as quase três horas de trabalho da maquiadora profissional. Tudo aquilo pouco me importava. O vestido. A maquiagem. O casamento. Austin. A única coisa que me importava estava à milhares de quilômetros dali, em Londres. Lauren. Senti meus olhos encherem de lágrimas ao lembrar a forma em que Lauren me abandonou naquela estação de trem naquela tarde gris de Janeiro. Nós namorávamos desde os dezesseis anos e mesmo com toda a pressão de meus pais para que eu deixasse ela, eu nunca nem pensei nisso. Se passaram dois anos e as criticas dos meus pais em relação ao nosso namoro só faziam piorar, então logo depois de completar meus dezoito anos decidi fugir com a Lauren. Queria ir pra qualquer lugar com ela, desde que estivesse bem longe dali. Lauren achou a ideia um disparate e se negou a agir desse modo, dizendo que fugir nunca resolveu problema nenhum. Mas eu insiste tanto, mas tanto, que ela acabou indo na minha e cedendo à minha vontade. Eu estava feliz, radiante, com o plano. Fiz minhas malas durante a noite pra que meus pais não vissem e logo cedinho sai de casa antes deles acordarem. Combinamos de nos encontrar na estação de trem as 8h00 em ponto. Eu cheguei na estação e esperei no exato lugar onde nós combinamos. E esperei. E esperei. E esperei. Depois de quase uma hora, Lauren finalmente apareceu e eu abri um sorriso ao vê-la. Meu sorriso logo se desfez ao ver que ela não trazia consigo nenhuma mala e estava com uma cara sem nenhuma expressão e olhos vermelhos e inchados de quem chorou muito. "Lolo, o que aconteceu? Cadê suas malas?" Perguntei, já me desesperando. "Camila..." Na hora eu gelei. Lauren jamais me chamava pelo meu nome a não ser quando estávamos brigadas ou quando acontecia algo r**m. Então ela continuou: "Eu não posso ir com você. Aliás você não deve ir a lugar nenhum." Ela olhava pra baixo enquanto falava. Na hora me subiu uma raiva que eu juro que vi tudo vermelho! "Como é que é, Lauren? Que história é essa que de 'não pode ir comigo', ficou louca?!" Eu tentava manter a voz baixa pra não atrair olhares mas era dificil ainda mais quando ela levantou o olhar e me olhou com olhos frios e sem nenhuma emoção. "Me responde, Lauren!" Gritei. Ela inspirou profundo e disse as palavras que mais me doeram na vida: "Não posso ir a lugar nenhum com você, Camila. Tenho planos pro meu futuro e você não entra neles. Estou indo embora semana que vem, vou estudar em Londres. Acabou." Fiquei sem chão. Sem ar. Sem ação. Lágrimas gordas caiam de meus olhos e eu queria falar, queria gritar com ela mas não conseguia. O nó na minha garganta era tão grande que me machucava. Lauren continuava ali parada na minha frente com cara de poker e eu só queria bater nela. Queria bater muito nela por fazer aquilo comigo e ao mesmo tempo queria implorar que ela não me deixasse, que ela ficasse comigo. "Me desculpa, Camila." Sua voz falhou mas ela continuou na sua pose de impassível. "É melhor assim. Ninguém acaba com a namoradinha da escola de todas formas." Namoradinha da escola. Então era isso que eu era pra ela? Só a namoradinha da escola. O nó na minha garganta ficava cada vez maior e doia cada vez mais, eu m*l enxergava Lauren de tantas lágrimas que enchiam meus olhos. "Vai ser melhor assim. Espero que me perdoe um dia." E dito isso ela simplesmente foi embora e me deixou ali. Chorando. Sozinha. m*l podendo respirar. Lembro do aperto no coração. Da dor na garganta. Da dor nos joelhos quando caí no chão. Da vergonha de toda aquela gente me vendo daquele jeito. E dos braços da minha mãe, me abraçando e me levantando do chão pouco depois. Já no carro de volta pra casa, com a voz ainda falha perguntei a minha mãe como ela sabia onde eu estava e ela disse que a Lauren havia avisado ela do nosso plano "descabelhado" de fugir. Senti muito nojo da Lauren naquela hora, muito ódio mas principalmente muita magoa. Eu quis ir na casa dela, falar tudo que não consegui falar na estação. Brigar, bater, beijar. Eu precisava vê-la mais que nada no mundo mas minha mãe não me deixou sair de casa e eu não estava com forças pra insistir. Lauren foi embora pra Londres no dia seguinte. A covarde nem esperou que eu pudesse chegar nela e foi embora o mais rápido possivel. Aquilo me maguou mais ainda. Eu, otária, ainda tentei ligar pra ela. Tentei falar com ela por w******p, skype, f*******:, twitter, até na p***a do tumblr mas ela nunca me respondeu. Já tinham se passado quatro anos daquilo. Eu estava agora com vinte e dois anos, no último ano da minha faculdade de jornalismo e prestes a me casar com um dos homens mais cobiçados da cidade. Eu tinha tudo para ser a mulher mais feliz do mundo e eu até poderia ser, se aqueles malditos olhos verdes não pertubassem meu sono toda noite. Mesmo depois de todos esses anos e todo o desprezo de Lauren eu continuava apaixonada por ela. Eu era a i****a que continuava apaixonada pela "namoradinha da escola" e que não conseguia virar a página. Uma batida na porta e o barulho da mesma abrindo me tirou do meu transe. Me levantei da cama e já me preparei pra uma bronca da dona Sinu por ter amassado o vestido quando os vi. Aqueles olhos verdes. Aqueles malditos olhos verdes. Fiquei em estado de shock. Lauren entrou no quarto, fechando a porta e trancando a mesma para logo se encostar nela. O que aquela mulher estava fazendo ali? Depois de quatro anos, no dia do meu casamento?! "Você está linda." Sua voz fez meu corpo estremecer. Como eu senti falta de escutar aquela voz rouca, linda, gostosa. Bati em mim mesma mentalmente por ser fraca e ficar me derretendo com sua voz quando deveria estar furiosa. Mas oh, eu estava furiosa! "Que merda você tá fazendo aqui, Jauregui? Quem te deixou entrar?" Eu não era mais aquela menininha boba de dezoito anos que m*l conseguiu abrir a boca no dia que ela me deixou. Agora eu era uma mulher feita e estava disposta a dizer poucas e boas pra aquela maldita. Agora ela ia escutar tudo que estava intalado na minha garganta durante os últimos quatro anos! "Responde! O que você veio fazer aqui? Veio desfazer de mim um pouco mais? Me humilhar um pouco mais? Aquele dia não foi suficiente pra você?" Lauren mantinha uma postura calma e isso me irritava mais ainda. Maldita! Uma maldita que, por certo, estava mais linda que nunca mas isso não vem ao caso. "Eu vou falar se você prometer me escutar, Camz." Eu ri alto, alto mesmo. Ri de maneira debochada e muito irônica. "Como é que é? Camz? É isso mesmo? Virei Camila pra você a muito tempo, meu bem! Caso não lembre, você quem quis assim! Portanto não apareça na minha frente depois de quatro anos, no dia da droga do meu casamento, me chamando de 'Camz', sua maldita!" Eu gritei com todas minhas forças, pouco se lixando se alguém estava escutando ou não. Lauren suspirou pesadamente e fez um gesto de afirmação com a cabeça. "Me desculpa. Você tem toda a razão, Camila. E eu entendo sua raiva mas te peço, aliás te imploro, que você escute o que eu tenho pra falar." Eu já chorava, mas eu chorava de raiva não de tristeza como naquele dia. Se tem um choro que não consigo segurar, é o choro de raiva. Já pouco me importava se eu acabava com a maquiagem. "Você quer que eu te escute? Você tem muita falta de vergonha nessa cara pálida mesmo, Jauregui! Você por acaso me escutou aquele dia na estação? Você por acaso escutou meu choro desesperado enquanto você ia embora? Você por acaso escutou meus telefonemas? Minhas mensagens? Escutou alguma dessas coisas, Lauren?!" Fui pra cima dela, parando bem na frente dela e encarando aqueles olhos claros. "Então por quê EU teria que te escutar depois de quatro anos sendo ignorada?!" Esperei a resposta dela mas a resposta não chegou. O que ela fez foi segurar minha cintura com ambas mãos, me puxando pra perto e colando meu corpo no dela, e me beijar de forma urgente. Eu era fraca, muito fraca. Queria empurrar ela e socar aquela cara sonsa dela mas o que eu fiz? É, a otária devolveu o beijo. Os beijos dela continuavam iguais, profundos, apaixonados, doces. Nada a ver com os beijos de Austin, sempre tão monótonos. Ela agarrava na minha cintura como se tivesse medo que eu me afastasse e chupava minha lingua com vontade, mordia meu lábio e chupada, brincava com minha lingua numa dança tão familiar que nem parecia que fazia quatro anos que não faziamos aquilo. Mas ai ela cometeu um erro. Eu poderia ter continuado beijando ela. Eu poderia ter deixado ela arrancar aquele maldito vestido e me comer na cama dos meus pais. Mas então ela teve que sussurrar um "Eu te amo" no beijo e me trazer de volta a realidade. Me afastei com força, empurrando ela pra longe e olhei pra ela com puro nojo. "Me ama? Você me ama, Lauren? Se você me ama onde estava você todas as noites que passei chorando e gritando no meio da noite pra você voltar pra mim? Se me ama onde estava você que não respondia as ligações? Que não respondia as mensagens? Que fingia que a 'namoradinha da escola' nunca existiu? Hein, sua nojenta?! Aposto que estava comendo alguma v***a enquanto a otária aqui se acabava no choro e na depressão! Você tem idéia de como você acabou com a minha vida, Lauren? Você faz a mais minima ideia de como você acabou comigo?!" "Eu sei, Camila!" Ela levantou a voz pela primeira vez. "Eu sei, p***a! Você por acaso acha que minha vida foi um mar de rosas desde aquele dia? Eu sofri tanto quando você sofreu, Camila!" Eu ri debochada de novo mas antes que eu pudesse falar nada ela continuou falando. "Não, não fala nada! Você já me xingou, já deixou claro seu ódio e nojo por mim, agora você vai me escutar!" Eu tive que me segurar pra não voar nela e encher a cara dela de uns tapas bem merecidos mas decidi escutar o que ela tinha pra falar. "Eu fui i****a, Camila. Muito i****a. Eu me deixei influenciar por aqueles que eu pensava que queriam o melhor pra você mas agora eu vejo que só me queriam longe." Eu enruguei a testa, sem entender, e ela continuou. "Sua mãe descobriu que a gente ia fugir aquela manhã, ela escutou a gente falando no celular no dia anterior. Ela apareceu na minha casa de noite e me falou..." A voz de Lauren começou a falhar e seus olhos se encheram de lágrimas. "Ela falou coisas horriveis, Camila. Ela disse que você não merecia uma aberração como eu do seu lado. Disse que você merecia ter uma vida normal, um namorado normal, uma familia normal... e que eu jamáis poderia te dar isso. Que se eu ficasse com você, eu estaria acabando com a sua vida. Que eu separaria você da sua familia, que você seria uma largada no mundo e..."  Ela fez uma pausa e me olhou nos olhos. "Disse que você nunca mais veria a Sofia, que ela ia fazer questão de falar pra Sofi que a irmã tinha morrido." Ela começou a chorar mais forte. "Eu sei que errei, sei que deveria ter falado com você e ter contado a verdade mas eu também sei que sua mãe seria capaz de fazer aquilo. Eu sei que sua irmã é o seu maior amor, como eu podia fazer isso com você? Eu tinha só dezoito anos, Camila! Eu acreditei. Acreditei que eu iria acabar com sua vida, te separando da sua familia, da sua irmã. Eu não podia fazer aquilo, Camz. Eu não podia deixar que você perdesse sua irmã por minha causa! Por favor, tenta me entender, Camila." Aquilo era tudo demais pra mim. Eu m*l podia acreditar no que eu estava escutando. Como minha mãe pôde ser tão baixa? Tão manipuladora e tão sem coração a ponto de ameaçar com contar pra minha irmã que eu tinha morrido? "Vo... Você..." De novo aquele maldito nó na garganta. "Lauren... Por quê não me contou? Por quê nunca me contou isso, por quê nunca voltou?" Ela balançava a cabeça. "Eu tinha medo. No começo não atendia seus telefonemas e mensagens porque não sabia o que dizer, não podia dizer a verdade ou ela realmente faria o que prometeu. E no passar do tempo, você começou a namorar esse seu noivo, eu... Eu via fotos de vocês no f*******: e você parecia feliz então eu simplesmente deixei pra lá. Me convenci de que sua mãe estava certa e eu não era boa o suficiente pra você. Você estava namorando um cara, sua familia amava ele, ia ter a vida que toda mulher sonha." Eu cruzei os braços, encarando ela. "A vida que eu sonhava era a vida que eu teria tido ao seu lado se você tivesse fugido comigo aquele dia! Lauren, pelo amor de Deus, você podia ter me contado isso naquela manhã. Nós teriamos dado um jeito, eu teria arrumado um advogado caso minha mãe tivesse a atitude escrota que não me deixar ver a Sofi. Qualquer coisa teria sido melhor que me deixar e fazer sentir como um nada, Lauren! Você não foi simplesmente embora, você falou coisas que me traumatizaram, c*****o!" "Porque eu tinha que ter certeza que você ia ficar com raiva de mim e não ia me querer mais. Assim era mais fácil. Eu também sofri durante esses quatro anos, Camila. Me arrependi logo que cheguei em Londres, fiz o que achei que era certo e estraguei tudo mas eu fiz por você, Camz. Eu te juro. Eu não deixei de te amar nem por um minuto, nem um minuto sequer!" Ela se aproximou. "Eu sei que não deveria estar aqui, estragando o dia do seu casamento. Mas não conseguir me segurar, Camz. Eu não posso deixar você casar com aquele homem. Me desculpa mas eu não posso." Eu continuava com muita raiva dela, de minha mãe, de toda aquela história. Então respondi: "E vai fazer o que pra me impedir de casar com ele, Lauren?" "Vou te mostrar o porque dele jamáis poder ser eu." E dito isso ela me puxou pra perto de novo e voltou a me beijar com avidez, parecia que queria sugar minha alma de tão profundo que ela me beijava. Eu não lutei mais. Eu queria aquilo, queria sentir seu corpo novamente, queria sentir ela dentro de mim. Ela tirou a roupa as pressas, ficando só de boxer e logo abriu o ziper do meu vestido de noiva. O vestido caiu no chão, revelando uma lingerie n***a muito sexy por baixo. Olhei pro meio das pernas de Lauren e pude ver que ela já estava excitada só de olhar meu corpo. "Pra mim." Ela disse, dando vários beijos molhados pelo meu pescoço. "Isso deveria ser pra mim, não pra ele." Suas mãos fortes porém macias apertaram minha b***a com força, arrancando um gemido de mim. Lauren parecia possuida, seus olhos não paravam quietos e suas mãos muito menos. Ela acariciava todo o meu corpo, decorando cada detalhe, como se estivesse fazendo fotos na sua mente. Ela sentou na cama e me puxou pra sentar no seu colo, eu sentei em cima dela e gemi alto ao seu sentir seu p*u duro roçar minha b****a que já estava encharcada. Lauren continuava beijando e chupando meu pescoço e colo, certamente deixando vários chupões pelo caminho, enquanto tirava meu sutiã. Ajudei ela nessa tarefa, deixando meus s***s descobertos e bem na sua cara. Sem dizer nada ela abriu a boca e colocou um deles na boca, colocando o máximo que podia e chupando feito louca. Eu só segurava o cabelo sedoso dela e fechava os olhos, gemendo de prazer. "Isso, assim..." Eu gemia. Lauren continuou dando atenção aos meus s***s mas eu estava morrendo de t***o, morrendo de vontade de sentir aquele p*u gostoso dentro de mim. Me afastei, ficando de pé e terminei de tirar a calcinha, cinta e etc e Lauren na mesma hora tirou também o boxer preto. Agora estávamos as duas peladas e eu não conseguia tirar a vista daquele mastro. Tão grande, tão bonito, tão duro. "Vem, Camz. Senta nele, senta." Não precisou falar duas vezes. Voltei a sentar no colo dela e segurei seu p*u duro e quente, posicionando a cabeça na minha entrada molhada. Sentei aos poucos pois, depois de quatro anos, eu não estava mais acostumada com um p*u tão grande como aquele. Lauren esperou pacientemente até que sentei completamente no p*u dela que agora estava metido até o talo dentro de mim e então ela segurou na minha b***a e apertou forte. "Cavalga em mim, Camz. Senti tanta saudade dessa sua b****a apertada!" Ela gemia. Eu gemi também, pela sensação daquele p*u gostoso me preenchendo e pelas palavras de Lauren. Comecei a quicar nela, primeiro devagar, ainda me acostumando ao tamanho e logo mais rápido. Em pouco tempo eu já saltava no colo de Lauren, gemendo feito uma p**a e dizendo coisas como "Assim, Lolo... Aah, que delicia! p**a que pariu! Me come!". E Lauren só segurava na minha b***a, deixando eu cavalgar no seu brinquedo e olhando meu rosto o tempo todo. "Você é gostosa demais, Camz. Po... p***a! Tão linda... Te amo!" Aquilo alegrava meu coração e eu quicava mais rápido ainda, rebolando bem gostoso em cima dela. Chegou uma hora que Lauren não aguentou mais e virou a gente na cama, me colocou de bruços e eu entendendo o que ela queria, me apoiei nas mãos e nos joelhos ficando de quatro pra ela. Na mesma hora ela atolou o p*u dentro da minha b****a de novo e eu estava tão molhada que meu liquido baixava pelas minhas pernas, sujando a cama dos meus pais. Escutei uma risada vinda dela e virei o rosto pra olhar pra ela. "Isso é hora de rir, Jauregui?" Perguntei e me segurei com forças nos lençóis pois Lauren metia com muita força. "É que essa sempre foi minha maior fantasia s****l. Te comer de quatro na cama dos seus pais." Senti vontade de bater nela de novo, até porque ainda estava muito brava, mas o t***o falava mais alto e eu só recebia suas estocadas e gemia como não gemi em anos. Depois de várias estocadas longas e fortes, Lauren gozou dentro de mim. Ao sentir sua p***a quente bem fundo em mim, eu não segurei mais e gozei também. Gritei seu nome tão alto que tenho certeza que escutaram até na igreja e ela estava a 5 km dali! Me joguei na cama, suada e exausta e senti o peso de Laren em cima de mim. Não deu um minuto, minha mãe já batia na porta, exigindo uma satisfação. Tanto eu quanto Lauren fingiamos não escutar até que ela cansou de bater e saiu resmungando e maldizendo. Após recuperar o fôlego, Lauren saiu de cima de mim e vestiu seus boxers e sutiã e me deu minha calcinha pra eu vestir. "Quer que eu pegue uma roupa pra você lá no seu quarto?" Ela perguntou, terminando de colocar a roupa. Eu só assenti e ela foi no meu antiguo quarto, voltando dois minutos depois com uma roupa limpa. Vesti a calça e a camisa que ela trouxe, sem nem me importar com sutiã, e olhei pra ela. "Você só fode a minha vida, Jauregui." "Desculpa. Eu só precisava tentar, Camz. Se você me disser que ainda quer casar com ele, eu vou embora agora e não te incomodo mais. Prometo. Mas se você ainda sente algo por mi, como eu sinto por você, então por favor..." Ela segurou meu rosto, olhando fundo nos meus olhos. "Por favor, Camila, vem comigo." Eu quis rir da irônia, mas apenas olhei de volta pra ela e perguntei. "Está me chamando pra fugir com você, Lauren? Não somos um pouco grandinhas pra isso?" Debochei. "Estou te chamando de volta pra minha vida. Estou te pedindo uma segunda chance pra te mostrar que meu amor por você não mudou durante esses anos. Estou te pedindo uma oportunidade pra te fazer feliz. Estou te pedindo uma chance pra concertar a merda que fiz no passado. Eu te amo, Camila. Eu nunca vou amar ninguém como eu te amo e mesmo que você não aceite me dar essa nova chance eu espero que você me perdoe." Eu não aguentei aquilo, eu amava aquela maldita, não podia deixar ela ir embora sem mim de novo. Eu pulei no colo dela, abraçando forte e chorando, voltando a ser naquele momento a adolescente frágil da estação de trem. Eu me aferrava ao seu pescoço, chorando no seu ombro e molhando toda sua camisa. "Não me deixa, Lolo. Por favor, não me deixa nunca mais!" Eu suplicava e ela me abraçava e chorava um rio também. "Nunca! Nunca, meu amor. Nunca mais vou te soltar." Eu chorei por vários minutos no colo daquela mulher, do amor da minha vida. Botei pra fora todo o rancor, toda a raiva, a mâgoa, tudo. E ao terminar de chorar, olhei pra ela e beijei suavemente seus lábios macios. "Vamos embora, Lauren." Ela sorriu com o rosto todo molhado de lágrimas e eu juro que aquela foi a imagem mais linda que eu vi na minha vida. Eu não pensei em mais nada. Nem naquela farsa de casamento, nem na manipuladora da minha mãe, em nada. Nada que não fosse a minha Lauren e a vida que nos esperava ao sair daquela casa, correndo e rindo como duas adolescentes. Eu voltaria, é claro que voltaria pra ver minha irmã e pra confrontar a senhora minha mãe. Jamáis que eu ia deixar ela afastar o meu anjinho, vulgo Sofia, de mim. Mas isso podia esperar. Naquele momento a única coisa na que eu podia pensar era na risada gostosa da Lauren enquanto dirijia pra longe dali, nos afastando de uma vida de mentiras e nos levando pra nossa realidade.
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