POV Lauren
Abri os olhos aos poucos, tapando os mesmos com a mão para bloquear a claridade. A primeira coisa que senti foi uma p**a dor na nuca por ter dormido de m*l jeito no sofá e a segunda, um enjôo enorme. Me sentei aos poucos, sentindo o corpo pesado da ressaca.
Eu tinha bebido muito nos últimos dias mas a noite anterior foi, com certeza, a pior de todas. Eu bebi uma garrafa inteira de vodka pura. Olhei pro chão procurando a garrafa vazia mas ela não estava mais ali, o que achei estranho porque lembro de ter dormido logo depois de deixar ela cair no chão. Então escutei um barulho vindo da cozinha e franzi o cenho, já que eu morava sozinha e não tinha levado ninguém pra casa.
Senti o cheiro de café pairando no ar e aquilo embrulhou meu estômago mais ainda. Eu imaginei que fosse a minha mãe que estivesse na cozinha, já que a casa parecia ter sido limpa e já estava me preparando pra escutar um dos sermões dela. Me levantei, sentindo o peso do mundo nos meus ombros e fui me arrastando até o banheiro. Eu estava quase vomitando e só rezava pra chegar lá a tempo.
Assim que eu entrei no banheiro, só tive tempo de abrir a tampa da privada antes de colocar até a alma pra fora. Me ajoelhei enquanto vomitava, segurando o cabelo com uma mão e me apoiando na parede com a outra. Eu já estava até com prática naquilo, depois de dias e dias naquela rotina.
Quando eu terminei, me olhei no espelho e quis quebrar o pedaço de vidro que refletia a imagem de uma mulher acabada. Lavei o rosto e os dentes e logo tirei a roupa pra tomar um banho, um bem demorado.
Depois do banho e depois de me vestir com um casaco e uma calça moletom, eu fui até a cozinha pra encarar a minha mãe. Só que não era a minha mãe quem estava ali e sim a minha ex.
"Sai daqui!"
Foi a primeira coisa que eu disse, eu não queria nem que ela abrisse a boca. Não queria nem saber o que ela estava fazendo ali, o que ela queria. Nada. Eu não queria nem olhar na cara dela.
"Lauren, por favor. Deixa eu te ajudar, olha como você está!"
Eu dei uma risada debochada que fez minha cabeça doer mais ainda, mas a raiva era maior que a dor. Eu olhei pra ela, ali parada do lado da mesa com aquela cara de inocente e cheia de boas intenções e meu ódio só aumentou.
"E por culpa de quem que eu estou assim?!" Gritei, encarando ela. "Me ajudar... Se quer me ajudar, some daqui!"
Eu dei as costas pra ela e sai da cozinha. Era muita cara de p*u daquela garota aparecer aqui depois do que ela fez. Vir me fazer café e "cuidar de mim" sendo que por culpa dela eu estava assim.
Normani era minha namorada desda faculdade. Nos conhecemos no segundo ano de economia em uma aula que tínhamos em comum e eu logo fiquei encantada com ela. Ela era divertida, alegre e cheia de vida e eu não demorei a me apaixonar por ela. Ela era tudo que eu não era e nós nos completavamos perfeitamente.
Depois de dois anos de namoro, quando terminamos a faculdade, nós fomos morar juntas. No começo; como sempre; tudo era perfeito. Um mar de rosas. Mas depois arrumamos trabalhos onde os horários não eram compatíveis e tudo começou a desmoronar. Nós quase não nos viamos e quando nos viamos era pra brigar, pois ambas estávamos cansadas e frustradas com aquela situação.
Embora as coisas estivessem tensas, eu amava Normani e sabia que era com ela que eu queria passar o resto da minha vida. Então um dia, eu decidi inventar uma desculpa para não ir trabalhar e fazer um almoço surpresa pra ela; onde eu planejava pedir ela em casamento.
Mas quem levou a surpresa fui eu.
Eu tinha acabado de arrumar a mesa, quando escutei a porta abrindo e fui até lá com um sorriso nos lábios. Mas meu sorriso logo se desfez com a cena que eu vi. Ela estava se agarrando com um cara qualquer na porta. Eu fiquei em shock olhando como ele segurava as coxas dela e subia ela no colo, encostando o corpo dela na porta. Eles se beijavam com pressa e com desejo e meu coração parecia que ia sair do peito de tão rápido que batia. O ódio subia pelo meu corpo e meus olhos se enchiam de lágrimas mesmo sem eu querer mas eu continuava sem conseguir me mexer. Eu não podia acreditar que ela estava fazendo aquilo comigo e na nossa casa!
Eles pararam de se beijar e o tal homem começou a beijar o pescoço dela, nisso ela gemeu e abriu os olhos. Quando ela fez isso, nossos olhares logo se encontraram e ela empurrou o amante dela como se o cara queimasse. Ela se afastou dele, que olhou pra mim e logo pra Normani, antes de ir embora sem dizer nada.
"Lauren..."
Ela veio andando na minha direção mas eu levantei a mão, fazendo sinal pra ela parar. Se ela chegasse perto de mim, eu com certeza daria um tapa monumental na cara dela.
"Não chega perto de mim." Eu disse com uma voz fria.
Meu corpo tremia de raiva e eu sabia que tinha que sair dali antes que a coisa ficasse feia. Pra ela. Sai dali, andando até o nosso quarto de forma automática, eu m*l via onde eu estava indo. Eu só esperava que ela não falasse nada porque eu sentia que ia explodir em qualquer momento.
Assim que cheguei no quarto, tirei uma mala pra fora e comecei a jogar minhas roupas dentro. Eu não estava conseguindo raciocinar, apenas jogava as roupas que encontrava dentro da mala enquanto a imagem dela se esfregando naquele cara se repetia uma e outra vez na minha mente.
Ela tentou impedir que eu terminasse a mala, tirando as roupas que eu colocava dentro da mesma e chorando, me implorando que eu não fosse embora, dizendo que me amava, pedindo perdão. E eu não conseguia aguentar aquilo, eu tinha que sair dali o quanto antes.
Deixei a mala pra lá e sai do quarto, louca pra sair daquele apartamento. Eu mandaria minha irmã pegar as minhas coisas depois. Quando eu estava quase na porta, ela segurou meu braço, novamente me pedindo que eu não fosse embora. E eu não aguentei mais segurar a minha raiva. Tirei a mão dela do meu braço, olhando pra ela com o melhor olhar de desprezo que eu consegui.
"Não me toca, sua vagabunda! Eu não quero voltar a olhar na sua cara! Pode voltar lá pro seu amantezinho que eu não te quero nem pintada de ouro!"
E depois de dizer aquilo, eu sai pra não voltar mais, sem nem deixar ela ter tempo de responder.
Já fazia duas semanas daquilo e eu fiquei muito pior do que eu imaginava. Pedi os dias de férias que eles estavam me devendo no trabalho e meus dias eram uma sucessão de bebidas, choros e ressaca. Era uma cena lamentável.
"Lauren, por favor. Será que dá pra conversarmos como adultas?"
Eu queria colocar ela pra fora na base de tapa de tanto ódio que eu estava mas tentei me controlar. Eu nunca fui uma pessoa a favor da violência e não ia ser agora que eu ia começar, por muita raiva que eu estivesse sentindo.
"Vai se f***r, Normani! Se eu quisesse conversar com você, eu teria te procurado! E como que você entrou aqui?"
"Sua mãe me emprestou a chave dela. Você sabe que ela me odeia depois do que aconteceu, então imagina a preocupação que ela está sentindo pra ter me procurado e me pedido ajuda. Ela me disse que você está bebendo todos os dias. Você tem que parar com isso, Lauren."
Eu dei uma risada sem humor, enquanto balançava a cabeça e passava a mão pelo meu cabelo. Ela só estava ali porque minha mãe tinha pedido. Se não fosse por isso, ela provavelmente nem me procuraria. Provavelmente estava ocupada dando pra aquele filho da p**a ou algum outro.
"Entendo, veio aqui pra ficar com a conciência um pouco mais leve, não é mesmo? Pois você pode ir embora, porque eu não quero nada que venha de você. Eu tenho ódio de você. Eu tenho nojo de você. Eu não quero voltar a te ver na minha frente."
Ela me olhou com aquela cara de tristeza, talvez achando que aquilo ia me abalar mas muito pelo contrário, só reavivava minha raiva. Eu queria que ela fosse embora logo, eu não sabia quando tempo ia aguentar sem quebrar alguma coisa ou ser obrigada a colocar ela pra fora. Ela parecia não perceber o m*l que a simples presença dela me causava.
"Isso não é verdade. Você não me odeia, você me ama. Por isso está do jeito que está, porque sente a minha falta tanto quanto eu sinto a sua. Porque mesmo que não queira admitir, você me quer de volta e isso está acabando com você. Sua cabeça te diz que deve me odiar mas seu coração diz o contrário. Eu te conheço melhor que ninguém, Lauren. Se quer me colocar pra fora agora, não é porque não suporta me ver e sim porque tem medo de não resistir e me beijar. Tem medo de deixar seu ódio e seu rancor de lado e fazer o que você realmente está com vontade de fazer."
Eu odiava ela e odiava mais ainda o fato dela estar certa.
"Sai da minha casa, me deixa em paz. Você estragou tudo, você me fez de palhaça e eu nunca vou perdoar isso. Pode ir embora e dizer pra minha mãe que tentou e que fez o que pôde, não se sinta na obrigação de querer me ajudar porque nada do que eu faço te diz mais respeito."
Ela suspirou e balançou a cabeça enquanto olhava. "Você acha mesmo que eu só vim aqui porque a sua mãe me pediu, Lauren? Eu vim aqui porque eu me preocupo com você, porque eu amo você! Eu errei, eu sei disso, errei feio. Mas não tem um só dia que eu não me arrependa da merda que eu fiz."
"Se me amasse não teria me chifrado!"
Eu gritei mas tive que parar porque minha cabeça parecia que ia explodir. Me sentei, segurando a cabeça com as mãos e gemendo de dor. Escutei os passos dela se afastando e logo voltando depois de um tempo.
"Toma."
Levantei a vista e peguei o comprimido e a garrafa de água que ela tinha me trazido. Tomei o remédio e logo me encostei no sofá. Eu estava completamente sem forças pra continuar uma discussão.
"Você precisa comer, Lauren. Eu fiz waffles pra você."
"Quer que eu te diga onde você pode enfiar seus waffles?" Disse em voz baixa, pra minha cabeça não doer mais.
Escutei outro suspiro vindo dela mas nem liguei, apenas fechei os olhos mas logo voltei a abrir quando senti o peso dela no meu colo.
"O quê que você está fazendo? Sai de cima de mim!"
Ela não deu ouvidos e encostou o rosto no meu pescoço, me dando vários beijos ali que fizeram minhas pernas ficarem bambas.
"Deixa eu cuidar de você." Ela sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar.
"Eu já te disse que não quero nada de você, sua vadia."
Eu tentava que minha voz saisse fria mas ela saía fraca e ela percebia isso.
"Quer me xingar, Lauren? Tudo bem, me xinga então. Se isso faz você se sentir melhor, então me xinga vai! Xinga que eu mereço!"
"Você é uma v***a!"
Ela assentiu. "Uhum, e que mais?"
"Uma vagabunda, uma nojenta, uma infeliz!"
"Isso, coloca tudo pra fora! Que mais que eu sou?"
"Você é uma i****a porque você perdeu a pessoa que mais te amou nesse mundo. Você é uma i****a porque não soube dar valor pra uma pessoa que só tinha olhos pra você, uma pessoa que jamais sequer sonharia em te trair. Você é uma i****a porque jogou fora um namoro de quase três anos por uma transa qualquer. Mas mais i****a sou eu, que ainda ia te pedir em casamento aquele dia e fiz aquele papelão de otária."
No final eu já estava chorando e ela também. Eu empurrava ela pra que ela saísse do meu colo mas ela se negava, ela segurava minhas mãos e parava meus empurrões.
"Lauren, eu não sabia..."
Eu ia abrir a boca pra responder mas ela tapou a minha boca com a dela. Eu ainda continuava tentando tirar ela do meu colo mas ela parava minhas mãos e insistia no beijo. Eu não queria aquilo, eu queria ser forte. Minha mente gritava pra que eu saísse dali, pra que não cedesse. Mas meu coração dizia todo o contrário e amolecia com cada beijo que ela me dava.
Eu era tão fraca e tão i****a.
Ela chorava enquanto nos beijávamos e eu também chorava. Eu não acreditava nas lágrimas dela, eu continuava com ódio mas mesmo assim eu continuei aquele beijo e quando dei por mim, já estava tirando a blusa dela. Eu precisava daquilo, uma última vez. Depois disso eu tomaria vergonha na cara, esqueceria ela e aprenderia a me amar primeiro. Mas naquele momento, tudo que eu queria era voltar a estar dentro dela.
Eu terminei de tirar a blusa dela com violência e nem perdi tempo tirando o sutiã. Deitei ela no sofá e tirei as calças dela, seguidas pela calcinha. Não tinha nada de romântico ali e era assim que eu queria que fosse. Eu não tirei a minha roupa, simplesmente baixei minha calça e a cueca e entrei nela sem a menor delicadeza.
Ela gemeu e pelo som, era um gemido de prazer misturado com dor. Eu não estava me importando com o prazer dela, uma parte de mim queria mesmo que ela sentisse dor. Não seria um terço da dor que eu senti mas eu me conformaria.
"Me diz uma coisa, ele é melhor que eu na cama? Hm, ele tem o p*u maior? Ele te faz gozar mais rápido? Me diz, o que ele tem que eu não tenho. O que ele tem de melhor que te fez abrir as pernas pra ele, hm?!"
Perguntei com puro veneno na voz, enquanto metia sem parar nela. O ódio não me deixava sentir o prazer que eu sentia sempre que transava com ela mas eu não parava. Eu não conseguia parar, eu queria provar pra ela que eu era melhor que aquele babaca e que ela se lamentasse pelo que perdeu.
"Me responde!"
Eu segurei o maxilar dela, fazendo ela me olhar. O rosto dela agora era de puro prazer e eu sentia a b****a dela ficar cada vez mais molhada à medida que minhas estocadas eram mais rápidas.
"Na-Nada... Ele não é melhor que você em nada."
Isso aumentou minha raiva e também a intensidade das minhas estocadas. Eu queria arrombar ela, queria que ela me sentisse nos dias seguintes, toda vez que ela sentasse. Que quando ela saísse dali, ela tivesse a sensação de que eu ainda estava dentro dela.
"Então por quê p***a você deu pra ele?!"
"Eu não dei pra ele!"
Aquilo me fez parar e ficar olhando o rosto dela. "Você está mentindo."
"Não, eu não estou. Eu nunca transei com ele. Aquele dia que você pegou a gente se beijando, foi a primeira e a última vez."
"Se beijando? Vocês estavam se comendo com roupa! E se eu não estivesse ali, você teria dado pra ele, só parou porque me viu! Portanto, tanto faz."
"Lauren, não-"
Eu não queria mais escutar ela e segurei as pernas dela, afastando mais elas e voltei meter com a mesma intensidade de antes. Ela arqueou as costas e gemeu. Era bom que ela desfrutasse bastante daquela transa, porque ia ser a última.
Eu encostei o rosto no pescoço dela, dando uma chupada e logo uma mordida e isso deixou ela mais excitada, pois ela rebolou no meu p*u. Aquilo me fez relaxar e começar a gostar do que eu estava fazendo. O sexo com Normani sempre foi o melhor. O jeito que ela rebolava no meu p*u, as coisas que ela fazia com os músculos vaginais. Eu estaria mentindo se disesse que não sentiria falta daquilo.
Ela segurou o meu rosto e me beijou enquanto eu entrava e saía de dentro dela e o tempo pareceu parar naquele instante. Foi um beijo calmo e apaixonado, como o nosso primeiro beijo depois do nosso primeiro encontro. Aquilo me trouxe várias lembranças nossas, dos nossos bons momentos juntas, dos planos que nós tínhamos pro futuro...
Tudo aquilo tinha deixado de existir.
Enquanto nos beijávamos, eu senti que a b****a dela se contraiu ao redor do meu p*u e percebi que ela tinha acabado de gozar. E assim que terminamos o beijo, eu gozei também. Não foi nem de longe o melhor orgasmo da minha vida, foi um daqueles que apenas dá pra sentir mas ao mesmo tempo foi tão intenso que me deixou sem fôlego.
Normani ficou beijando meu rosto e alisando minhas costas por um tempo, repetindo o quanto me amava e me pedindo uma segunda chance. Eu estaria mentindo se disesse que não tive vontade de dizer que sim, afinal eu ainda amava aquela mulher mas eu precisava pensar em mim mesma por uma vez.
Eu sai de dentro dela com cuidado e subi minha cueca e minha calça, antes de dar um selinho demorado nos lábios dela.
"Não posso fazer isso. Eu amo você mas eu preciso aprender a amar mais a mim mesma."
Depois de dizer isso, eu sai de cima dela e fui pro meu quarto. Eu sabia que ela não viria atrás de mim e era melhor assim.
Amanhã tudo seria melhor. Era apenas questão de tempo.