POV Ally
"Dinah, você está atra-"
Parei a frase em seco quando vi que ela estava com uma parte do braço enfaixado.
"Eu sei, desculpa. Tive um pequeno contra-tempo pelo caminho."
Eu segurei a mão dela, trazendo ela pra dentro de casa e logo fechei a porta.
Eu estava bem familiarizada com aqueles contra-tempos, aliás foram eles que causaram a nossa separação. Dinah era policial e perdi a conta das vezes que ela chegou em casa com algum machucado ou ferimento. Eu passava os dias com o coração na mão, com medo de que alguma coisa grave acontecesse com ela. Com medo que ela morresse.
No começo eu ainda conseguia levar porque ela trabalhava numa parte tranquila da cidade onde o que mais tinha eram brigas domésticas ou pequenos roubos mas quando mandaram ela pro outro lado da cidade, a coisa mudou. Ela passou a lidar com bandidos de verdade, assassinos, traficantes e etc. Cada dia era uma tortura, desda hora que eu chegava em casa do trabalho até a hora que ela chegava, eu não conseguia ter paz.
Com o tempo, aquela situação se tornou demais pra aguentar. Ainda mais quando eu fiquei grávida, foi ai que meu medo aumentou mais ainda. Todos os dias, eu tinha que enfrentar a possibilidade de ter que criar aquela criança sozinha porque toda vez que ela saia por aquela porta podia ser a última. Dai vieram as brigas e o estresse que era tanto que começou a afetar minha gravidez e eu fiquei com medo de perder o bebê.
Tive que pensar no melhor pro nosso filho e fui embora. Eu amava Dinah; demais; e era incapaz de deixar ela olhando nos olhos. Por isso, tive uma atitude covarde e fui embora enquanto ela estava trabalhando, deixando só um bilhete avisando que estava na casa da minha mãe. Claro que ela foi atrás de mim e tentou me convencer a voltar, dizendo que me amava e que eu não podia fazer aquilo com ela. Eu chorei muito e ela também mas nem ela ia sair da policia e nem eu ia continuar vivendo daquele jeito.
Foi difícil. Foi horrivel. Mas foi o melhor. Claro que eu ainda me preocupava demais com ela, porque eu continuava amando ela, mas estar fora daquela casa ajudava. Assim o tempo foi passando, nosso filho nasceu e ela não estava lá pra ver. Do mesmo jeito que não esteve no primeiro aniversário. Ela continuava arriscando a vida todos os dias, nós continuávamos brigando embora não estivessemos mais juntas e eu continuava temendo o pior cada dia.
Agora já tinham passado quatro anos. Nós dividiamos a custódia de Tyler; nosso filho; e quase não tínhamos contato. Só nos falavamos quando ela vinha pegar ele e trazer de volta mas mesmo assim, eu continuava morrendo de preocupação por ela. Tyler era louco por ela e isso me fazia temer mais ainda que acontecesse alguma coisa.
"O que aconteceu dessa vez?"
"Um assalto. Foi só de raspão."
Ela dizia 'só' como se não fosse nada. Ela parecia não entender o risco que ela corria. Ou então ela simplesmente não se importava. Eu pensei que quando Tyler nascesse ela decidiria pelo menos pedir translado para alguma zona mais segura da cidade mas me enganei. As poucas vezes que falamos sobre isso depois do divórcio, ela me disse que lá era onde eles faziam a diferença. Que lá ela ajudava a sociedade, prendendo bandidos e não passando multas nas zonas tranquilas. Até que um dia eu disse que passando multas talvez ela visse o filho dela crescer e ela disse que não ia mais discutir isso comigo.
Por isso eu nem perguntei mais nada depois da resposta dela. Eu estava cansada daquela velha briga.
"Ele está lá em cima no quarto. Vou chamar ele."
Domingo no final da tarde, ela trouxe ele de volta como sempre e como era habitual, ele vinha dormindo. Dinah deixou ele na cama mas depois em vez de ir embora como sempre fazia, ela me pediu pra conversar. Eu estranhei porque fazia muito tempo que nós não conversavamos, até porque sempre terminava em briga. Ela parecia nervosa e eu fiz um chá de camomila pra ela e embora ela não gostasse, ela bebeu.
"Você está bem?"
Ela balançou a cabeça ao escutar a minha pergunta, deixando a taça de chá em cima da mesa. Depois ela levantou a vista, me olhando nos olhos e seus olhos estavam cheios de lágrimas. Só de ver isso, os meus logo ficaram do mesmo jeito, era incrivel como mesmo depois de todos aqueles anos eu ainda tinha uma empatia tão grande com aquela mulher.
"Não, eu não estou bem. Eu errei tanto e tantas vezes. Eu antepus o trabalho à minha família, mesmo sabendo que ia te perder e que ia perder nosso filho. Você eu já perdi e agora eu estou perdendo ele. Ele já está crescendo e começando a entender as coisas. Hoje ele me perguntou porque eu só ficava com ele dois dias, se eu não amava ele."
Ela começou a chorar depois de dizer isso e por impulso, eu me levantei e fui abraçá-la. Eu não suportava ver ninguém chorar e menos ainda alguém que era importante pra mim. Eu fazia carinho nas costas dela enquanto ela chorava no meu ombro. Era estranho ver Dinah assim, tão frágil, ela sempre foi tão forte emocionalmente. Era a primeira vez que eu via ela chorando daquele jeito, nem mesmo quando nós nos separamos ela chorou assim, e aquilo partia meu coração.
"Eu amo tanto ele, tanto." Ela sussurrou entre soluços.
"E ele também te ama demais, Dinah. Ele é louco por você."
Ela se afastou um pouco, para poder me olhar e disse: "Agora que ainda é pequeno mas e quando ele crescer? Ele vai me odiar e com razão. Eu fiz tudo errado. Eu nunca deveria ter deixado você ir. Eu te amo tanto, Ally. Eu ainda te amo tanto. Se eu pudesse voltar atrás, eu faria tudo diferente. Eu não posso voltar atrás e mudar o passado mas eu posso mudar o presente, eu posso fazer tudo diferente a partir de agora. Eu posso te provar isso, se você me der uma chance."
Meu coração acelerou instantaneamente ao escutar aquilo. Ela não sabia quanto tempo eu esperei pra escutar ela dizer isso. Quanto tempo passei imaginando esse momento. Eu não podia negar que ainda amava ela e muito, que sempre tive essa esperança de que ela tivesse essa atitude. Só não imaginava que ela fosse demorar tanto. Uma parte de mim não queria aceitar ela de volta, uma parte orgulhosa que achava que quatro anos e meio era tempo demais para arrependimentos. Mas outra parte de mim só queria dizer um "Sim, eu te dou uma chance!" bem alto e voltar pro calor do abraço dela.
Era a eterna e dificil luta entre a razão e o coração. Eu amava Dinah e queria recuperar o que nós tínhamos, aquele amor pleno e avassalador mas eu também era muito orgulhosa e não podia ignorar aqueles quatro anos. Não tão fácil assim.
"Demorou bastante pra chegar a essa conclusão, Dinah."
"Eu sei, eu sei disso. Mas você sabe que eu nunca deixei de te amar, Ally. E eu sei que você também nunca deixou de me amar. Eu sinto isso. Não precisa me responder agora, pode ter seu tempo pra pensar. Eu vou largar a policia e vou trabalhar na empresa do meu pai, fazer valer os anos que perdi estudando direito. Vou te provar que estou falando sério e que eu realmente quero que dê certo dessa vez."
Eu sorri, limpando as lágrimas dela. "Você odeia a empresa do seu pai."
"Odeio muito mais ficar sem você. Odeio muito mais sentir que estou perdendo o meu filho. E também... Eu comecei a sentir medo. Esse medo que você sentia de que cada dia poderia ser o último. Eu comecei a sentir também, medo de não ver o Tyler crescer."
Ela falou aquilo me olhando nos olhos e eu realmente podia ver o medo neles. Eu sabia que Dinah amava ser policial mas eu estava feliz com aquela decisão dela e não só por Tyler, nem por mim, mas por ela mesma. Era a vida dela que estava em jogo, todo santo dia. Eu não poderia suportar que um dia aqueles tiros de raspão se transformassem em tiros fatais. Eu esperava realmente que ela estivesse falando sério.
"Você vai ver ele crescer sim, é claro que vai. E nunca vai perder ele porque ele te ama. Eeu também te amo."
O sorriso que ela deu ao escutar isso, foi um daqueles sorrisos que eu não via a anos em seus lábios. Um sorriso feliz. E isso me fez sorrir também. Foi nesse instante que eu percebi que mesmo depois de tudo, eu continuava sendo aquela boba apaixonada que se derretia com um simples sorriso dela.
Ela foi se aproximando aos poucos e eu fui fechando os olhos, antecipando o beijo. No começo foi apenas um leve toque de lábios mas que foi suficiente para acelerar minhas pulsações. E assim que ela profundizou o beijo e senti a lingua dela tocar a minha, minhas pernas ficaram bambas.
É claro que durante aqueles anos, eu tinha me envolvido com outras pessoas; embora nunca fosse nada sério; mas nenhuma delas conseguiu ter esse efeito em mim. E como eu senti falta de me sentir assim! Como eu senti falta dela.
Aquele beijo rapidamente se transformou em uma busca desesperada pelo toque uma da outra. As mãos grandes e frias de Dinah buscavam o calor da minha pele por dentro da blusa e causava arrepios por todo o meu corpo. Eu sentia a necessidade de estar perto dela; de estar colada nela; e logo me encontrei sentada em seu colo, beijando ela como se não houvesse amanhã.
Não demorou muito até que senti aquele volume tão grande e tão familiar tocando na minha b****a que já latejava de desejo por ela. Agora o t***o me dominava e a ela também, pois logo ela levantou da cadeira comigo no colo e me levou pro quarto. Assim que entramos no quarto, ela trancou a porta pra não correr o risco do nosso filho acordar e nos pegar no flaga e depois me deitou na cama, ficando por cima de mim.
Voltamos a nos beijar com vontade, enquanto nossas mãos se ocupavam tirando cada peça de roupa que tocavam. Logo, ambas estávamos nuas e prontas mas mesmo no meio da excitação, Dinah tirou tempo para fazer um carinho em meu rosto. Eu sorri com o gesto e beijei a palma da mão dela, como agradecendo o carinho.
"Você é tão linda. Eu te amo tanto."
E aquilo me fez sorrir mais ainda. Não respondi aquilo com palavras mas com um beijo intenso, onde demonstrei tudo que sentia por ela. Enquanto nos beijávamos, eu senti o p*u dela entrando em mim aos poucos e gemi no beijo. Aquilo era tão maravilhoso que me custava acreditar que consegui passar mais de quatro anos sem tê-la dentro de mim.
Dinah parou o beijo pouco depois, e enquanto dava estocadas lentas porém fortes, enchia meu pescoço de beijos, chupadas e leves mordidas. Cada beijo e cada carícia dela, só serviam para deixar meu corpo mais quente ainda. Eu me sentia em chamas e amava aquela sensação. Comecei a arranhar as costas dela de leve, quando ela aumentou a velocidade das estocadas e levou a boca até um dos meus s***s. Senti o bico do meu seio; duro de t***o; sendo envolvido pelos lábios quentes de Dinah e tive que morder o lábio para não dar um grito de prazer.
Ela chupava meu seio; primeiro apenas o bico e logo o máximo que conseguia meter na boca; e eu gemia o mais baixo que podia. Sua boca passava de um seio para o outro e seu p*u abria caminho cada vez mais fundo dentro de mim. Eu não estava aguentando mais e pedi pra ela para trocarmos de posição. Assim, eu fiquei por cima dela e comecei a cavalgar em seu p*u o mais rápido possivel. Dinah passava as mãos pelo meu corpo, massageava meus s***s, logo apertava minha b***a e acabava segurando na minha cintura e deixando que eu controlasse a velocidade da nossa transa.
Nessa nova posição, eu podia sentir o p*u dela ainda mais fundo e podia rebolar no mesmo, aumentando mais ainda o prazer das duas. Dinah falava o tempo todo coisas como: "Como você é gostosa" e isso aumentava meu ego e me fazia montar ela mais rápido e com mais vontade ainda.
Resultou que eu gozei pouco depois, fazia um bom tempo que eu não transava e Dinah sabia me satisfazer como ninguém. Senti meus músculos internos se contrairem ao máximo e apertarem o p*u de Dinah, prolongando o meu orgasmo. E não precisou nenhuma outra estocada para eu sentir a p***a quente dela me enchendo por dentro. Aquela sensação de calor extremo, causou que eu tivesse um pequeno segundo orgasmo e caisse rendida em cima dela.
Dinah me abraçou, enquanto ambas tentávamos recuperar o fôlego e ainda tremiamos um pouco. Ficamos um bom tempo abraçadas, trocando carinhos e caricias e ela continuava dentro de mim. Eu senti que ela ia sair mas pedi pra que ela continuasse ali um pouco. Ela fez a minha vontade e eu sorri, sentindo o p*u dela amolecer aos poucos dentro de mim.
Deitei a cabeça no peito dela e pude escutar seus batimentos acelerados, enquanto ela brincava com o meu cabelo. Aquilo era perfeiro, era simplesmente o que eu queria pro resto da minha vida. Eu não tinha dúvidas de que lhe daria aquela segunda chance que ela tanto queria. Eu aceitaria ela de volta e começariamos do zero, tendo em conta os erros do passado para não voltar a cometê-los no futuro.
Dessa vez daria tudo certo. Dessa vez não haveria necessidade de uma terceira chance.