Lúcio Narrando Hoje acordei com vontade de tomar um café quente na casa da Dona Cida. Aquela mulher tem um dom, rapaz… o café dela parece que cura até pensamento r**m. E além disso, eu sabia que ia encontrar o menino Lucas por lá. Já andava reparando nele e no Joca fazia tempo. Olhar de quem ama não se esconde, não. Cheguei cedo, como quem não quer nada, só com vontade de escutar e observar. — Trouxe pão de coco — ele disse todo humilde, com um brilho no olho que eu conheço de longe. Sentamos à mesa, e Dona Cida já foi servindo o café, como sempre faz: primeiro pros outros, por último pra ela. Mulher de fibra, de coração gigante. O Lucas demorou, mas quando resolveu falar, falou com verdade. Disse que ele e o Joca tão junto. Com aquele jeito direto, sem gaguejar, sem baixar o olho. Fo

