Pré-visualização gratuita Prologo
Essa história faz parte da série "Bastardos de Martín", espero que você goste e possa compartilhar com os seus amigos.
Essa obra é da minha autoria, vedada toda a publicação fora dessa plataforma sem prévia autorização se configura como plágio.
Leona Rodriguez
Não sei o porquê dela não me amar, sempre procuro fazer tudo para deixá-la orgulhosa e satisfeita comigo, ela me olha como se eu não importasse, como se tudo que eu faça ainda fosse pouco. Hoje ganhei um prêmio, fiquei em primeiro lugar num concurso de matemática, ela não me deu os parabéns e mais uma vez me olhou com desprezo, saiu arrastando a mala sem olhar para trás e me responder, é sempre assim, ela viaja e some por meses.
- Por que ela não gosta de mim vovó? _ perguntei triste olhando para o caminho que ela acabou de fazer.
- Ela gosta, minha pequena, mas do jeito dela._ diz vovó Dakota, sei que é por causa dela que estou aqui, viva, minha mãe já deixou isso bem claro uma vez.
- Mas do jeito dela, me deixa triste, ela só briga… cadê o meu pai vovó, ele também não me quer como ela? _ perguntei chorando, será que sou rejeitada pelo meu pai também.
- Não minha querida, pelo que sei o seu pai é pior que sua mãe, é alguém que com certeza você não vai querer por perto. _ diz parecendo pensar em algo.
Então por causa dele que ela quis me abortar, vovó? Ela me disse que não era para eu ter nascido e a senhora não deixou ela “dá um fim nessa maldição”. _ digo triste repetindo as suas palavras.
- Ela te disse isso? Não se importe com as coisas que ela fala, meu amor, pois você é importante, é minha preciosidade, o meu orgulho, a menina da vovó. _ diz vovó me dando todo o amor que preciso.
A partir desse dia resolvi não mais querer agradar a minha mãe desvairada que tudo que sempre quis e fez foi agir como uma mulher sem compromissos pelo mundo, o seu trabalho de fotógrafa custeava a suas viagens era a única coisa que realmente tinha responsabilidade, tinha doze anos quando ganhei aquele prêmio e dali em diante só quis saber do amor do meu avô Albert e da minha avó.
- A senhora não podia ter feito isso, minha filha é produção independente, mãe, ele vai envolvê-la com eles, no meio daquela sujeira. _ diz a minha mãe, Carol indignada, para minha avó, assim que chegou de umas das suas viagens, ela viu meu avô me deixando em casa com seu motorista e ela a indagou, meu avô e minha avó não vivem juntos, mas eles são o motivo de eu ainda existir.
- Você está louca, que produção independente? Você some e nem liga para menina, faz três anos Carol, três anos que você saiu para trabalhar dizendo que voltava em um mês. _ diz a minha avó indignada com a atitude da minha mãe.
- Mas eu dava notícias sempre, mandei dinheiro para as contas todo o mês, a senhora deveria pelo menos ter me comunicado, ela é minha filha, roxa! _ diz parecendo que se importa, ouço tudo no meu quarto.
- Você é mãe dela e nem age como tal, você acha que ela só precisa do seu dinheiro, Carol? ela precisa de amor de mãe também e você pensa só no dinheiro. Sempre te dei muito mais que isso e olha só para você, agindo como se fosse uma pessoa sem coração, você já disse que amava alguma vez, que sente saudades? Você chegou nem abraçou a menina e já começou a briga por ela estar com o avô.
- Eu… eu… não queria ele perto dela, já disse que eles não a merecem saber que tem uma filha minha, mãe, eu dou a ela o que eu posso, lembre-se que foi a senhora que insistiu que eu levasse essa gravidez até o fim. _ ela responde e entra para seu quarto batendo a porta.
- Quando essa menina vai tomar jeito, não sei onde errei, meu Deus. _ diz a minha avó se sentando no sofá, sair do quarto e fui para seu lado
- Não liga vovó, faz como eu aproveita o amor de quem te ama. Vamos assistir à novela, aposto que hoje o Mateo encontra a Juliana. _ digo tentando animá-la, sei que ela sofre como eu por minha mãe ter se tornado uma pessoa tão fria. Ela me disse uma vez essa frase e nunca esqueci sempre que estou triste lembro e me agarro a minha avó.
- Me diz ai garota como aquela, loira emplumada te trata, ela te fez alguma coisa? _ perguntou a minha mãe assim que saiu do quarto e me encontrou sentada no sofá.
- Não, ela nem me dirige a palavra, só me olha torto. _ respondi dando de ombros, ela perguntou sobre a mulher do meu tio, filho da nova família do meu avô.
- Não abaixa a cabeça para aquela mimada, você é tão dona de tudo aquilo lá quanto ela... já que gosta de estudar vê se dedica para quando chegar a hora de herdar aquilo lá, ela não dá um jeito de te passar para trás, aquela lá é uma cobra. _ diz andando de um lado para o outro.
- Tudo bem, eu sei disse, o vovô disse que vai me preparar.
- Tudo bem, o velho ser gente boa e gostar de você, estou indo para um trabalho na Austrália com um cara que conheci a gente já está junto faz um tempo, não sei quando volto. _ disse ela saindo arrastando a sua mala, deixado eu e vovó sem saber o que dizer, nos abraçamos e assistimos à novela.
- Vamos aproveitar o amor uma da outra, a vida vai ensinar a ela. _ disse vovó.
- É claro vovó, eu tenho tudo que preciso aqui, quer sorvete? _ disse abraçando-a.
- Menina inteligente! Não se deixe abalar pelas loucuras delas, ela só pode ter puxado ao destrambelhado do pai, traz o de chocolate. _ diz se referindo a meu avô Roberto que abandonou elas, quando minha mãe tinha apenas três anos, acho que o ciclo se tornou vicioso nessa família.
- Claro aprendi com a melhor. _ digo por fim dando o beijo no seu rosto e ela relaxou parecendo está aliviada.