Capítulo 06

3705 Palavras
Ela virou-se na cama puxando o lençol pelo vento frio da manhã, esticou os braços e as pernas contornado o travesseiro duro, que a sacudiu. Elisie abriu os olhos assim que percebeu que não estava agarrada a um grande travesseiro e sim a ele. Dixon a estava olhando como se ela fosse um incomodo. Ela sentou-se puxando o lençol para si. Ele afastou-se também. ― O que eu faço aqui? ― disse ela, confusa, pois tinha certeza de que fora para seu antigo quarto na noite passada. ― Dormindo no seu quarto? E na cama errada? ― Por que você não me acordou? Eu teria ido para a minha cama. ― ele esfregou o rosto com as mãos sujas de sangue seco e respondeu afastando-as assim que sentiu o cheiro: ― Eu não vi você, ele... ― Eu sei, não precisa explicar... ― o som de asas batendo na varanda dissipou o silêncio que começava a se esgueirar entre eles. Sorrindo de orelha a orelha Elisie correu até a varanda, onde um enorme falcão descansava cutucando a própria asa. Ele carregava uma cesta pequena como uma gaiola pendurada na sua barriga. Elisie a tirou dele que balançou a cabeça irritado tentando machucá-la, abriu a portinhola e tirou as suas cartas, ao todo nove cartas. Duas da sua prima Kalena Allen, uma do seu pai, outra da sua mãe e irmão, três do seu professor e quando o desanimo se aproximava, ela encontrou a carta dele. Escrita com a familiar caligrafia arrastada e firme. ― Suas cartas? ― perguntou Dixon, surgindo na varanda, à mão no cabelo revoltado, as roupas folgadas amassadas; fechou os olhos sensíveis à claridade. Elisie escondeu as cartas atrás das costas e se colou ao parapeito, recebendo uma bicada do falcão m*l humorado. Gritou. Dixon se aproximou puxando a sua mão para examinar o pequeno corte. ― Você é tão desastrada. ― Não é nada ― disse tentando puxar a mão, mas ele manteve-a firme entre a sua. ― Você ainda tem medo de mim Elisie? ― Não! ― Então por que sempre tenta se soltar quando eu a toco? ― É desconfortável, eu... eu a poucos dias era uma moça solteira, ainda não me acostumei ao toque... masculino. ― um vinco formou-se entre as sobrancelhas dele, mas não disse nada, apenas a soltou e virou-se para a paisagem, respirando o ar fresco. ― Desculpe, como você sabe, fui criado isolado dos demais nobres, tenho muito conhecimento sobre política, agricultura e história, mas nenhum conhecimento de relação social. Sou brusco em algumas coisas, perdoe-me. ― ela corou assentindo e encarou as suas cartas. Ele espiou-a por entre as mechas loiras. ― Vá ler as suas cartas, vejo que está se contendo por minha causa. Após o seu banho rápido, as servas a vestiram com um vestido simples, e sorrindo para o espelho Elisie pegou as cartas e correu para a mesa de chá debaixo das roseiras e sentou-se olhando em volta, pediu para que as acompanhantes ficassem de vigia, para o caso de seu marido aparecer. E abriu a carta dele: Querida Lize Confesso que fiquei surpreso, jamais imaginei que algo tão assustador viesse acontecer com a senhorita, rezo para que isso não aconteça novamente. Por favor, tenha cuidado. Recebi a sua última carta, e confesso que fiquei imensamente triste ao saber do seu casamento arranjado. Não pretendia contar-lhe que a amo por cartas, mas o desespero fez-me fazê-lo. Eu a amo, e Desejava todas as noites que quando eu terminasse a minha missão aqui em Nasany e voltasse para Vrisan, pudesse pedir a sua mão e até o último dia das nossas vidas vivêssemos juntos construindo uma família feliz. Lize, você já o viu? Você o ama? Ou pode chegar a amá-lo? Seja sincera comigo para eu tentar arrancá-la do meu coração, ou não, e cravar-lhe mais fundo e juntando a minha pouca coragem roubar-lhe dele e fugir para outro continente. Aguardo as suas respostas, do seu sempre fiel amigo que lhe ama de todas as formas existentes Cássio L. A. R. Antes que a última linha fosse lida ela já soluçava, como podia ser possível se sentir atraída por alguém que nunca nem sequer vira? Mas estava, e se aquele bruxo infeliz não tivesse se colocado no seu destino, ela poderia quem sabe se casar com ele, com Cássio. O seu querido Cássio. Abraçou a carta ao peito, e enquanto tentava parar as lágrimas lembrou-se de quando tudo começou. Franco, seu professor, havia-lhe pedido para organizar a sua caixa de correspondências espalhadas sobre a mesa e em uma delas ela viu uma de aparência gasta, com uma letra bonita, não como as letras femininas cheias de curvas e frescuras. A letra era firme e bem escrita. Ela por curiosidade a abriu encontrando um relato de um dos alunos de Franco Marran, as palavras até hoje não se apagaram da sua memória: Professor, eu venho novamente pedir que me recomende algum médico curandeiro, não um médico para feridas e machucados comuns, e sim um curandeiro, que conheça magia e saiba fazer com que eu me cure dessa doença chamada amor. Eu vi-a apenas algumas vezes quando éramos crianças, observe o problema. Eu vi-a há tanto tempo e a imagem do seu rosto e sorriso não me desgruda da cabeça. O meu pai disse que tenho que me casar. E em quem eu lembrei? Dela, a moça dos meus mais lindos sonhos. Eu disse-lhe que eu a tinha em mente, mas conhece-o melhor do que eu, ele é arrogante, e sem nenhuma delicadeza, queria que eu fizesse um acordo de casamento. Não, eu jamais faria isso, não a forçaria a amar-me desse jeito. Quero que ela me ame lentamente, sem obrigações e deveres. Quero ganhar um lugar no seu coração por meus esforços. Não por um papel insignificante que só vai garantir-me o seu corpo, e eu não quero o seu corpo, quero primeiro o coração e a mente, depois o corpo. Professor, diga-me um médico curandeiro que me faça esquecer-se dela pelo menos um pouco e eu esqueça a ideia de obrigá-la a um acordo. Do seu aluno rebelde. Ela ficou tão fascinada pela forma enlouquecida e, ao mesmo tempo contida da sua forma de amar, que sem pensar pegou a pena e escreveu um conselho dizendo que se ela fizesse parte do seu destino de uma forma ou outra eles iriam ficar juntos no final. Após isso, ele agradeceu-a e pediu que continuassem a trocar cartas. Após anos, Elisie ainda tinha a curiosidade ciumenta de saber quem era a moça que ele amava tanto e perguntar também se ele conseguira esquecê-la. Mas nunca teve coragem suficiente de perguntar. Limpou o rosto molhado com a manga cumprida e larga do vestido bordado com desenhos de pétalas e inclinou-se para iniciar a leitura das outras cartas. ― Alteza. Muita emoção nas cartas?― com um sobressalto Elisie ergueu a cabeça, dando de cara com aquele olhar penetrante. Seu sorriso congelou, estava imensamente constrangida por machucá-lo noite passada. ― Alteza, não havia notado a sua presença. Sente-se. ― ele demorou alguns segundos, fitando-a, antes de sorrir sem graça e se sentar ao lado dela. ― Des... ― Esqueça, eu apaguei aquela memória já que vossa alteza se sente constrangida. Então... não me recordo de ter visto vossa alteza antes de seu casamento. ― Penso que nunca nos vimos antes. ―... Não, presumo que não. Raramente participo dos bailes reais, e a senhorita tampouco frequenta as festas de oficiais, não é? ― Correto, não seria apropriado uma dama frequentar essas festas. Mas... não posso mentir que sempre desejei participar. ― Vá algum dia. ― Eu adoraria, no entanto, sou mulher, serei barrada e ao amanhecer meu nome estaria na boca de todo o reino e pior, em toda a Vrisan. ― Quem se importa com o que os outros falam. Devia aproveitar a sua juventude. ― Gostaria muito de ignorar os julgamentos, mas sou uma nobre e no futuro estarei ao lado do meu marido no trono, preciso mostrar-me como uma mulher virtuosa e recatada. ― Princesa, devia seguir meus passos. Eu sempre me afasto do que me deixa infeliz... Bem, quase tudo. ― uma serva aproximou-se colocando sobre a mesa uma bandeja com chá e frutas. Elisie o serviu. ― Por isso vossa alteza, pouco fica no seu reino? ― Como sabe disso? ― Seu pai, o rei Alexander nos contou. ― Ah! Sim, Vossa alteza deve ter percebido o motivo. ― ela assentiu assoprando o seu chá. ― Ele é controlador, e deseja que você governe com firmeza. E pode chamar-me Elisie, Alex. Ele balançou a cabeça assentindo e um pouco constrangido comeu uma uva, Elisie notando, coçou a garganta e tentou mudar de assunto: ― Desculpe pela pergunta indelicada, mas... Por que se veste assim? Quando o vi demorei a acreditar ser um príncipe. ― apontou para suas roupas, uma calça marrom surrada e com alguns remendos que aparentavam não ver sabão há anos. ― Se assemelha a um caçador que acabou de chegar do deserto. ― Eu sou um caçador para o desgosto dos meus pais, não consigo viver tranquilamente naquele imenso castelo sendo servido e bebendo chá. Eu quero correr o mundo, m***r os ladrões e perversos que ameaçam a paz. ― Elisie riu admirada. ― Admirável! Nunca conheci um príncipe tão interessante. ― De fato, quase todos os que eu conheço preferem uma vida mais calma e outros plantam flores. ― Elisie não notou o sarcasmo, e sorriu organizando as cartas. Alex puxou a que ela tentou esconder e a leu com um sorriso cínico. ― Nossa! Bem que eu desconfiei sobre o casamento relâmpago de vocês. ― Alex, não diga a ninguém. Se outros reinos descobrirem que o rei que lutou para se casar com uma plebeia, deu a mão da sua filha por um acordo, o meu pai será caçoado, e perderá o respeito que lutou para conseguir dos outros reis. ― Alex pousou a carta de Cássio sobre a mesa e tocou na mão de Elisie, o frisson dessa vez foi mais forte, mas ele não a soltou. ― Eu jamais faria isso, não se preocupe. E o seu marido sabe sobre esse homem da carta? ― Não, e nunca saberá. ― Vai parar de mandar cartas para ele?― Elisie mordeu o lábio inferior, era o certo não era? Cortar o contato entre eles, jamais teriam possibilidades de ficarem juntos. Ela suspirou. ― É o certo a se fazer. Ela não gostava do toque dele, mas de Alex ela não se afastava, estúpida. Olhando de longe parecia o verdadeiro casal, e não ela e Dixon. Bufou, e mostrou os dentes como um cachorro raivoso. ― Ela parece estar muito a vontade, não acha Perverso? ― o cachorro latiu em resposta. Dixon olhou o animal quieto ao seu lado, e acariciou a sua cabeça branca. Enquanto segurava o outro, pequenino, que observava os seus movimentos com curiosidade. ― E depois disse que não pode amar-me, nada a impede. Essa tola está a um passo da morte. ― Alteza ― chamou Ramon aproximando-se em passos rápidos. Os cães latiram. ― O procurei por quase uma hora, o que faz aqui? ― parou, olhando para além da enorme janela, e viu Elisie e Alex com as mãos juntas sorrindo como amantes. Ramon fechou os punhos. ― Ah! Temo que a ideia de deixar Alexyan no castelo tenha sido um erro. ― Sim, o pior dos nossos erros, contudo, não podemos expulsá-lo, ainda vou precisar dele para o caso do nosso plano não funcionar e eu permaneça com o meu destino miserável. Enfim, o que queria? ― disse colocando Tirano no chão e virou-se para o servo ― O orfanato, seria bom se vossa alteza fosse ao invés de só mandar a quantia do mês. Use essa chance para continuar a seduzir a sua mulher, antes que outro a seduza. ― Ramon lançou um olhar para além da janela, o príncipe assentiu trincando os dentes. ― Ramon, diga-me o que eu preciso fazer, quero fazê-la amar-me o mais rápido possível. Caso contrário eu a matarei. Não estou blefando, ela é inseduzível. ― Não acredito que o grande Cordial que não desiste de uma batalha, mataria a esposa só por não conseguir seduzi-la. Estou decepcionado. ― Tente você então. Aquela mulher é como um cacto das ilhas de Antarin. ― as sobrancelhas malévolas do servo ergueram-se em confusão, o príncipe continuou: ― Aqueles que por mais que eu tentasse fazê-los nascerem eles nunca nasceram. ― Oh! Lembro-me deles, vossa alteza matou o vendedor por enganar-lhe quando no lugar dos cactos nasceu capim. Enfim, voltando ao que importa: a sedução da sua esposa. ― Sim, qual é a sua ideia espetacular dessa vez? ― Pergunte a pessoa que conquista qualquer uma com o sorriso. ― Ramon apontou para Alex que examinava a mão ferida de Elisie. ― Use os artifícios que Alex usa, é melhor conhecer as táticas inimigas, assim fica mais difícil perder. *** Assim que o príncipe regente foi anunciado, ele entrou no quarto, encontrando um Alex empunhando uma pequena adaga. ― Alteza ― curvou-se guardando a adaga. ― A que devo a honra da sua visita? ― Para um príncipe m*l vestido, você tem um vocabulário bem polido. ― Minha mãe, a rainha não é um amor como todos pensam. ― Dixon deu de ombros, observando os pertences de Alex, havia quase um arsenal inteiro no quarto. ― Porque tantas armas? ― parou, encarando uma arma monstruosa― Isso é uma estrela da manhã? O senhor está se preparando para alguma guerra que eu desconheço? ― Dixon tentou segurar a arma de cabo de madeira longo com a ponta esférica cheia de espinhos reluzentes. Alex sorriu descontraído. ― Apenas preciso estar protegido, como pode notar, viajo sempre sozinho. Então, tinha algo para me dizer? ― Sim, preciso dos seus conselhos... eu e a minha esposa ainda não... consumamos o nosso casamento, antes eu quero...― Alex o cortou: ― Quer que ela o ame? Que o casamento por contrato se transforme num casamento por amor? ― Dixon não desfigurou o seu rosto calmo, apenas assentiu passando as mãos lentamente nos cabelos, Ramon sempre o alertava para não bagunçar os cabelos, isso faria com que os outros vissem aflição, quem sabe temor em um ato tão insignificante. ― Vejo que percebeu. ― Muitos anos vagando pelo deserto fez-me desconfiar de tudo e todos, no deserto as pessoas são ásperas, não pelo sol, mas pela pobreza que as transformam em pessoas astutas e dissimuladas. ― Sendo assim não vou mais prolongar a minha visita, quero que você me dê conselhos de como eu posso conquistar a minha esposa. Começando de como eu devo agir na consumação. ― Alteza, isso não é algo que eu possa apenas contar, você precisa ver, praticar e aprender. ― com muito esforço Alex conseguiu abrir as mãos que estavam fechadas em punhos, e aproximou-se da cama, apanhando o seu casaco de capuz. ― Creio que vossa alteza não teria mais trabalho a fazer, vamos. Observando ao redor Dixon parou o seu cavalo assim que Alex o fez, usando as roupas surras e o enorme capuz Dixon estava irreconhecível, embora, seria irreconhecível de uma forma ou outra vez que retirara a pequena coroa. Os seus súditos reconheciam a coroa, não quem a usava. ― Um bordel? ― perguntou ele lendo o nome pintado com tinta vermelha em uma placa de madeira em cima da porta do lugar. De dentro saia uma música de flauta e tambor que seria agradável se não estivesse acompanhada por gargalhadas. ― Bem-vindo, meu primo ao paraíso das beldades, elas possuem pernas magníficas e dançam como deusas. Já viu uma perna antes? Creio que não. Mas não fique encabulado por isso, hoje verá a anatomia completa. Vamos. ― a empolgação de Alex não causou um mísero sentimento no olhar desinteressado do Cordial. Eles seguiram para dentro, onde foram recebidos por uma mulher de lábios vermelhos, e rosto assustadoramente branco, usava um vestido colorido indecente, que deixava os s***s quase expostos, e as saias iam até o joelho deixando as pernas à mostra. Dixon encarou as pernas dela e das demais naquele lugar, não pareciam nem um pouco ofendidas ou envergonhadas pelo olhar dele, que parecia queimar de desejo, o seu peito doeu e a sua boca recebeu o gosto ferroso do sangue. ― Eu chamo-me Sandry, Como o homem bonito se chama? Nunca havia visto um loiro tão belo, de pele tão clara e macia. ― disse a mulher colocando cerveja nos copos deles, e em seguida escorregou para as pernas de Dixon, que incapaz de se mover daquela hipnose manteve-se em silêncio, engolindo desejo e dor. ― E eu? Sinto-me excluído hoje. ― resmungou Alex fazendo um biquinho. Sandry envolveu os braços ao redor do pescoço de Dixon antes de sorrir para Alex e dizer: ― Meu querido, você nunca brinca comigo e as meninas, sempre fica quieto tomando copos e mais copos de conhaque. ― Oh! Sandry, não seja má. Chame as meninas, hoje irei brincar com todas elas até o sol chegar. ― Alex ergueu a mão e logo duas mulheres usando um vestido igual ao de Sandry se sentaram no colo dele rindo e o acariciando. Ele forçou um sorriso afundando o rosto na curva do pescoço de uma delas, inalando a contra gosto o perfume enjoativo e barato. Horas passaram-se, eles continuavam atracados com as mulheres do bordel, até que Alex percebendo que Dixon não tomaria a atitude resolveu incentivar. ― Mel, leve o meu primo ao quarto e cuide bem dele, ok?― a mulher levantou-se do colo dele e se aproximou de Dixon, que confuso foi arrastado pela mulher ruiva de lábios vermelhos. Sandry se ajeitou na cadeira, e disse cruzando os braços para Alex que mandou as outras garotas para longe assim que Dixon e Mel sumiram de vista. ― O que você está a tramar? ― Absolutamente nada. ― Eu conheço-o Alex. O senhor nunca deixa as minhas meninas tocarem-te, suponho que não deixe nenhuma mulher tocá-lo, então por que deixou hoje? ― Preciso ensinar os mais novos os prazeres da vida. ― sorriu, enchendo o seu copo com mais cerveja, Sandry enrugou a testa e levantou-se assim que mais clientes adentraram o recinto. Ela jogou-o na cama com cheiro de roupa velha, e com um sorriso indecente se despia enquanto se movia como uma serpente para cima de Dixon, que prendia o fôlego, ele iria aguentar, precisava aguentar. A dor no peito estava selvagem, e as batidas do coração iam contras as correntes que o envolviam, Gomon rugia cada vez que o coração inerte dava um pulso o rasgando por inteiro. Ela tinha s***s róseos e pequenos como o corpo franzino, soltou o cabelo que caiu até os seus joelhos dobrados. Ela mordeu o lábio inferior e esperou, percebendo que ele não tomaria a iniciativa aproximou-se ainda mais dele, beijando-o nos lábios, enquanto pegava as mãos dele e as levava até os seus s***s. Ele gemeu ao apalpá-los, a dor no peito o tirou o ar por segundos, ele ignorou cobrindo a língua da mulher com a sua. Aconteceu muito rápido, ele deixou-a por baixo, os olhos começaram a mudar do verde ao branco fantasmagórico ao azul reluzente, e quando as mãos prenderam as dela acima da cabeça, as garras surgiram ao mesmo tempo que os dentes pontudos. Ela gritou ao sentir gosto de sangue, o sangue dele, e iria gritar ainda mais ao ver as enormes garras e a escuridão que começava a subir das mãos até os ombros como riscos de tinta. Mas ele tapou-lhe a boca com a enorme garra e disse com a voz duplicada: ― Não grite, não vou fazer m*l a você, eu sou o Cordial, te transformarei na minha concubina, você terá tudo do bom e do melhor se guardar esse segredo. Eu não quero matá-la. Os olhos arregalados dela piscaram para afastar as lágrimas. Ele repetiu, controlando as emoções e quando já estava normal a soltou calmamente. Ela engoliu em seco, tremendo como as folhas de um salgueiro. Lembrou-se da sua mãe doente em casa, do seu pai vivendo em outra cidade para fugir dos credores. Dissipando o medo ela disse: ― Eu irei com você, serei o que quiser que eu seja, e guardarei o seu segredo para toda a vida se é assim que deseja, mas com a condição de que vossa alteza cuide da minha família. Dixon assentiu se levantando e abotoando a camisa. As mãos tremiam de exaustão e dor. ― Darei uma casa, emprego e quitarei todas as dívidas deles, mas você jamais deve dizer a ninguém, absolutamente ninguém sobre isso, se o fizer eu matarei todos os teus parentes diante dos seus olhos e depois matarei você e... ― deixou as palavras morrerem ali e saiu do quarto, ela logo em seguida. Alex jogava com alguns homens quando viu Dixon descer as escadas segurando nos ombros de Mel, que parecia estranhamente tímida. Ela olhou-lhe. Alex pegou todo o dinheiro que ganhara e aproximou-se deles, o sorriso falso novamente no seu belo rosto. ― Vocês foram rápidos. ― Vamos embora! ― Sandry que conversava com um homem levantou-se e se aproximou deles. ― Oh! Já vão? Fiquem mais um pouquinho. Posso mostrar outras meninas e... ― Desculpe, eu e o meu primo temos uma viagem amanhã. ― explicou Dixon conduzindo Mel até a saída, alguns guardas o pararam. ― Onde pensa que vai com a nossa garota?― um homem particularmente musculoso e com cicatrizes profundas na bochecha disse sério. ― Vamos embora, não percebe?― o grandalhão gargalhou e lançou o punho para socar o rosto do príncipe, mas Alex foi mais rápido e o parou. ― Nurd amigão, perdoe o meu primo, ele nunca foi a um bordel, tão pouco conhece as regras. Sandry traga o contrato da Mel, ele ira paga-lo. No fim, pagaram a liberdade de Melinda e antes que os guardas m*l-humorados os barrassem por qualquer desculpa seguiram o seu caminho de volta para o castelo. Melinda foi junto de Alex que no caminho sussurrou entre dentes: ― Você enlouqueceu.
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