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1428 Palavras
DEVENDO AO PESADELO, [19/07/2023 23:35] Capítulo 58 Pesadelo narrando Entro com a cabeça fervendo dentro da boca e Martin me encara. — Cadê a p***a do vídeo – eu falo — Aqui – Martin fala me mostrando – foi difícil de mais conseguir, mas conseguimos recuperar. — Filho da p**a é ele mesmo – eu falo – foi ele que matou a própria. — Um monstro – Martin fala acendendo um baseado – Mas Marielle estava lá? — Estava, quem mandou entregar a p***a da caixa que foi salva? — Eu – ele fala — Tinha foto deles com o Ricardo, agora ela tá na mente isso. — E você contou a verdade? — Se tá maluco? Marielle é infantil pra p***a, não aguentaria escutar a porcaria da verdade – eu falo – nem mesmo quem era o filho da p**a do pai dela. — Mas é pai dela, ela deveria saber, quem sabe isso faz com que ela der um baque na vida dela. — Ela quer sair do morro, é só isso que ela quer. — Mas para isso ele precisa está morto – Martin FALA e eu o encaro – ou você mesmo assim não quer que ela saia? Vai ficar com essa d eficar cobrando divida que nem é dela? — Cala a p***a da boca Martin. — Tá nervoso porque, você passou a noite com ela, obrigou ela a t*****r com você? — Não – eu respondo – ninguém foi obrigada a nada – ele arqueia a sobrancelha. — E qual é o próximo passo? Vai atrair ele para cá, fazer uma emboscada? Se a gente ficar ai jogando para frente essa história, vai piorar. — Vamos esperar ele atacar, estamos preparado para isso. — Isso pode demorar dias, semanas , meses e até anos – Martin fala – uma hora precisamos dar um fim nisso e viver em paz de novo no morro. Eu olho para Martin vendo que ele tinha razão. — Ele matou Bianca, ela estava grávida – eu falo e ele me encara. — Eu sei disso – ele fala – você era completamente apaixonado por ela, eu me sentiria da mesma forma, mas isso faz alguns anos – eu o encaro – o morro não pode ficar parado no tempo por causa disso. — Eu quero me vingar. — Então vamos bolar um plano e m***r ele – ele fala – mas eu não quero ficar nessa bolha o resto da vida. — Bianca era minha mulher – eu dou um soco na mesa. — Você realmente acha que ela queria te ver assim, totalmente atordoado? – ele pergunta – você fala que Ricardo fazia a vida dela um infenro, a machucava e que ela sofria na mão dele, e o que você fez com Marielle? Você realmente acha que uma noite de amor com ela vai compensar tudo que você fez contra aquela garota? – eu o encaro – se liga na situação e ver a m***a toda que está acontecendo. Martin acende outro baseado e sai para fora da boca me deixando ainda mais irritado e nervoso, eu acendo um baseado e jogo minha cabeça para trás, fecho os olhos e penso em Bianca. Flash black onn — Você está toda machucada – eu falo colocando ela dentro do carro. — Eu não quero voltar para aquela casa – ela fala me olhando – me leva com você, por favor. — Bianca – eu olho para ele — Se você realmente me ama, me leva com você. Olha meu estado – eu passo a mão pelo seu rosto todo machucado – por favor Augusto. Flash black off DEVENDO AO PESADELO, [19/07/2023 23:51] Capítulo 59 Marielle narrando Alguns dias depois... Eu estava na cozinha fazendo um lanche para Isa, quando a mãe de Heloisa entra na cozinha, ela me encara de cima a baixo. — Tia Joana – Isa fala sorrindo para ela — Oi princesa – ela pelo menos respondia bem a Isa. – oi Marielle, resolveu morar por aqui? — Em breve vou embora, não se preocupe – eu respondo – mas que eu saiba é a casa da sua filha e não sua. — Não deveria estar aqui , ainda mais com minha filha recém casada com Martin, sabe como é outra mulher. — Eu jamais roubaria o marido da minha melhor amiga, você está maluca? – eu pergunto — Sei lá – ela fala – vai saber se você não puxou a sua mãe. — O que você quer dizer com isso? – eu questiono — Nada não. — Espera – eu olho para ela – a senhora era intima dos meus pais, você os conhecia, antes ou depois que vieram morar no morro? — Porque quer lembrar disso? Saber disso. Eu deixei de ser intima dos seus pais muitos anos atrás e você sabe muito bem disso. — Mas existia foto sua com eles na adolescência. — Um passado medíocre. — Quem era meu pai? – ela me encara — Como assim, seu pai era quem você conhecia – ela me encara — Não é isso que estou escutando, meu pai, minha mãe, um tal de Ricardo. — Ricardo? – ela pergunta – porque esse nome? — É o que o Pesadelo disse que matou minha mãe. — Como? – ela pergunta — Esse tal de Ricardo foi quem matou a minha mãe – ela me olha — Eu sinto muito Marielle – eu a encaro – eu sinto mesmo, eu preciso ir. — Mas você não me respondeu. — Não quero mexer no meu passado – ela fala saindo de dentro da cozinha e saindo. Isa me encara e eu dou um sorriso para ela e ela sorri e continua comendo, faz cinco dias desde que fiquei com Pesadelo naquele final de semana e depois no outro dia ouve essa conversa e eu não tinha tirado isso da minha cabeça, tinha questionado diversas vezes Martin mas ele era mais calado que Pesadelo, ele não era grosso nem nada, era super educado, mas não abria a boca de forma nenhuma. Eu pensei diversas vezes em William, que talvez ele pudesse me dizer algo, mas então me passa na cabeça a mãe de Martin e Ingrid, a Serena e eu pego a Isa que vai resmungando porque não deixei ela terminar de comer. — Marielle – Serena fala — Posso falar com você? — Claro – ela responde — Você tem o bar a muito tempo? — A vida toda, esse bar era do meu pai. — Então sempre morou aqui? – eu pergunto — Sim. — Então, você conhecia bem meus pais? — Seus pais? Logico – ela fala – sua mãe cresceu aqui, foi minha amiga, estudou comigo, porque? — E depois? Ela foi embora e voltou? — Sim – ela fala – conheceu seu pai quando a gente estudava , saiu do morro, casou com ele e quando seu pai perdeu o emprego, voltaram para morar aqui – ela fala – seu pai começou a trabalhar aqui no morro e acabaram ficando de vez. — E o que o meu pai fazia? — Onde? — No morro – eu falo – com que tipo de coisas ele trabalhava? — Eu não sei dizer – ela fala – o pai de Martin era o sub do morro, mas pouco a gente se metia ou sabia das coisas. — A senhora tem certeza? — Seu pai era formado em economia, ajudava na contabilidade do morro, isso é a única coisa que eu sei e posso te dizer. Mas porque tanta pergunta garota? — Nada não – eu falo – Ricardo? — O que tem? – ela pergunta – fala baixo esse nome, se Pesadelo escuta. — Porque? — Foi ele que matou a mulher dele – ela fala – era marido dela, Bianca largou tudo para ficar com ele, ele batia nela, machucava nela. — Que ela tinha sido morta por um policial, eu sabia. — Pesadelo era completamente apaixonada por essa garota – ela fala – ninguém gostava dela, mas era. — Já me falaram isso – eu respondo — Então, não fale o nome desse cara alto, por favor. Já não basta os surtos normais do Pesadelo todos os dias dentro desse morro. — Eu só queria saber a verdade. — As vezes tem verdades que a gente tem que deixar como está, não vale a pena garota – ela fala – preciso atender aquela mesa. — Posso comer um doce? – Isa pergunta — Pode sim – eu respondo.
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