DEVENDO AO PESADELO, [20/07/2023 00:27]
Capítulo 60
Pesadelo narrando
Eu entro dentro de casa e encontro Marielle de braços cruzados no sofá.
— É assombração agora? – ele pergunta
— Eu quero respostas.
— O google tá ai para isso. – ele fala – pergunta o que quer, a hora que quer e ele te dar todas as respostas que você procura.
Ela me encara em silêncio e o silêncio toma conta da boca.
— Eu queria entender o porque você tem tanta raiva de mim sabe – ela fala suspirando – como se quer me culpar por algo dos outros, por atitude dos outros. Dos meus pais.
— Não Marielle, não começa. Eu sou esperto e não vou cair no seu jogo de palavras.
— Estou todos esses dias pensando em tudo sabe, em tudo que eu escutei, ninguém quer me falar nada. Nem a mãe da Heloisa que parece que ficou bem nervosa ao escutar a história, nem a sua tia, ninguém. Poxa, são meus pais, é a morte da minha mãe, o assassino dela.
— Eu vou fazer vingança contra a morte da sua mãe – eu falo para ela me levantando – isso eu te prometo.
— Porque eu não sou digna de saber a verdade? – ela me olha e eu me aproximo dela – por não ser do movimento? Porque pode prejudicar o morro e todo essa seita que vocês tem?
— Seita,? – eu questiono
— É , isso é uma seita sabe, ninguém ouve, fala nada – ela questiona.
— Não somos uma seita – eu respondo sério para ela – agora vai embora.
— Não – ela fala cruzando os braços – até agora tudo acontece da forma que você quer e quando você quer, não vai ser bem assim.
— Aé e por acaso você com 1,50 vai começar a mandar em mim?
— Eu não vou mais seguir as suas ordens.
— Como é?
— Eu já entendi Augusto – ela fala meu nome – de alguma forma, por causa dos meus pais, eu me tornei importante para você.
— Saia do morro e vai acabar com o mesmo fim que a sua mãe – eu falo olhando para ela.
— Você não vai deixar, porque você me quer viva e não morta. – ela fala – você vai se arrepender por me esconder a verdade.
— E o que você vai fazer? – eu pergunto rindo.
— Te enlouquecer – ela fala me olhando – até você resolver falar a verdade.
Ela sai toda nervosa de dentro do morro e eu começo a rir, até parece que Marielle iria me colocar medo ou até mesmo me desafiar, ela acha que é quem?
Eu fico mais um tempo no morro e depois resolvo ir até o bar da minha tia, eu sento na mesa e ela se aproxima.
— Marielle veio aqui – ela fala
— Veio? – eu pergunto
— Querer saber sobre os pais, o passado dos pais , sobre o que o pai dela fazia no morro.
— Agora ela está com essa ideia.
— Porque?
— Ela ficou sabendo que foi Ricardo que matou a mãe dela.
— E foi aquele filho da p**a que fez aquilo com a Margarida? – ela fala
— Es´ta com pena dela.
— Vocês abe o que levou a Margarida a ser daquela forma – ela fala. – Coitada da Marielle, ela amava tanto aquele pai dela.
— Por isso mesmo acho que ela não deveria saber quem ele era de verdade.
— Talvez ela precise – Serena fala
— Até você tia.
— É a história dela, o pai dela – ela fala.
— Já não basta Ricardo querendo a cabeça dela – eu falo
— Por isso mesmo e se ela dar na louca, e sai embora, foge do morro? Ela está morta – ela fala – o mesmo fim que a mãe dela teve.
Minha tia vai servir uma outra mesa e logo chega meu rango, Martin senta na mesa.
— Ei, gostei do que tu fez e mandou a Marielle fazer – eu o encaro
— Como assim?
— Cara, ela chegou lá dizendo que tu deixou, chamou os vapores, limpou a venda do Dantes, colocou na tua conta e tá espalhando comida, produto de higiene e limpeza para tudo que é morador lá de baixo.
— E quem vai pagar tudo isso?
— Ela disse que é você – ele fala e eu o encaro.
DEVENDO AO PESADELO, [20/07/2023 00:41]
Capítulo 62
Marielle narrando
Eu estava cansada de ter quje aceitar as ordens dele, Pesadelo já estava me deixando completamente irritada, eu não iria bancar apaixonada por ele não, eu iria enlouquecer a cabeça dele.
Porque todo mundo me tira para otaria, como se eu fosse infantil? Sendo que tive que criar minha irmã sozinha, engolir o luto da morte do meu pai, aguentar a minha mãe que caiu no vicio e ainda por cima passar pela sua morte e ser torturada por aquele homem. Eu não iria mais baixar a minha cabeça para ninguém.
— Marielle você é um anjo – uma senhora fala e eu apenas sorrio.
Ele só fazia coisa ruins para as pessoas, então já que me colocou ao seu lado e fazia as pessoas me olharem torto, a partir de agora eu iria mudar isso, pelo menos a visão que as pessoas teriam de mim.
Após doar todo o estoque daquele velho nojento e fazer o Pesadelo pagar por tudo, que é bem capaz dele surtar e não pagar por nada, eu vou até o salão onde eu estava trabalhando e aprendendo com a cabelereira Ana.
Eu chego no salão e vou para parte de trás arrumar os meus intens, que ainda eram poucos, mas que tinha deixado ali.
— Karina – escuto a voz da Ana.
— Eu sei que não tenho hora marcada, mas preciso está linda para o baile de hoje a noite. Pesadelo precisa largar de vez aquela garota.
— Que garota? – Ana pergunta
— Aquela sonsa da Marielle, aquela v*******a – eu respiro fundo.
Eu fico espiando e Ana coloca ela no lavatório e coloca um pano branco em seu rosto tampando os seus olhos, eu saio de dentro da sala e Ana me encara, eu faço ela fazer silêncio e tomo lugar dela.
— Ela está vindo aqui ainda? – Karina pergunta
— Faz tempo que Marielle não aparece.
— Ainda bem, não que seu trabalho seja bom,mas ela trabalhando aqui seria pior ainda.
— Se meu trabalho não é bom, porque vem aqui? – ana questiona
— Porque é a única.
— Claro – ela fala pegando uma tesoura. – eu vou fazer um tratamento novo no seu cabelo, vamos ver se você não vai gostar de mim depois,.
— Vamos ver – ela fala
Eu seguro os cabelos e Ana aumenta o fluxo da agua e vai passando a tesoura nos cabelos dela e eu vou ajudando, a gente picoteia o cabelo todo da Karina, depois eu me afasto.
— Vem vamos secar – Ana fala – acho que nem vai precisar muito.
— Como assim?
— Talvez Pesadelo goste do seu novo modelito – eu falo e ela tira o pano do rosto e me encara e depois se encara no espelho, ela dar um grito tão alto. – eu vou te m***r sua v*******a.
— Olha que eu te furo com essa tesoura – eu falo segurando a tesoura.
— Eu vou te m***r – ela fala – você estragou o meu cabelo, eu vou contar tudo para Pesadelo.
— Boa sorte – eu falo.
Karina sai nervosa, gritando pelas ruas e eu e Ana começamos a rir.
— Vem, deixa eu terminar de te ensinar as unhas – ela fala – não aguentava mais essa garota, toda vez que vem aqui é para humilhar.
— Ela é insuportável mesmo – eu falo
— Acha que Pesadelo vai fazer algo? – ela pergunta
— Não vai não, acho que nem ele suporta ela direito – eu respondo.
DEVENDO AO PESADELO, [20/07/2023 01:31]
Capítulo 62
Pesadelo narrando
Minha cabeça estava rodando completamente, estava começando a dar razão para as coisas que Martin estava me falando.
Será que realmente valeria a pena continuar procurando vingança pela Bianca? Não que ela não seja importante na minha vida, ela foi e sempre será importante, eu amei ela de mais, mas a minha vida gira em torno disso todos esses anos.
— Olha o que aquela v*******a fez comigo – Karina fala entrando e eu a encaro vendo que ela estava toda esquisita, os cabelos todo repicado – ela cortou todo o meu cabelo, olha o que aquela v*******a fez.
— Ela fez isso? – eu pergunto com um tom de voz bem calmo que deixa ela ainda mais nervosa.
— Eu era a sua fiel, eu era a principal, mas você pegou aquela v***a e ai a minha vida vieou um infenro, ela enche a minha paciência, ela debocha quando passa por mim, ela se acha – ela gritava.
— Cala boca Karina – eu falo me levantando
— Calo a boca p***a nenhuma, estou cansado daquela garota, daquela i****a, ela está fazendo a minha vida um inferno.
— Não, ela não está fazendo nada. Quem está implicando com a Marielle desde o começo é você.
— Ela roubou o meu homem.
— Eu não sou homem de ninguém, muito menos de você – ela encara com os olhos arregalados – é isso mesmo que você está escutando, eu não sou seu homem e nem nada seu, então cala p***a da tua boca sua v***a louca.
— Você vai se arrepender por me tratar dessa forma e por me trocar por essa garota. – ela fala pegnado em seus cabelos – ela acabou comigo, olha como ela acabou comigo.
— Tu tem sorte que eu não mando você para uma vala – eu falo para ela – se encostar um dedo na Marielle, voltar a provocar ela, eu mesmo te deixo careca.
Karina sai com muita raiva de dentro da boca, eu respiro fundo e vejo que Realmente Marielle quer me deixar maluco.
Eu saio de dentro da boca e encontro Marielle na rua, ela me encara mas ao contrário do que antes ela faria, ela não arregalou seus olhos e nem mesmo paralisou de medo me encarando, ela sabia muito bem o que eu iria falar com ela e parecia não es´ta se importando.
— Karina acabou de sair da boca.
— Veio defender a sua p**a? – ela pergunta
— Abaixa o tom Marielle.
— Ué, eu não fiz de nada, nada que uma outra fiel não faria – eu a encaro.
— Você está brincando com fogo.
— Eu preciso me arrumar, tem baile hoje a noite.
— Você não vai – eu afirmo
— Eu vou – ela fala – eu me diverti tanto no final de semana passado, quem sabe eu quero repetir a dose – ela me olha e eu a encaro.
— Baile não é lugar para você, - eu falo
— Então, o convento é meu lugar? – ela pergunta – e você seria quem?
— Para de besteira e ficar tirando com a minha cara – eu olho para ela – eu estou falando sério com você.
— Eu também estou – ela fala me encarando – eu já disse que até agora quem deu ordens na minha vida foi você, mas que a partir de agora eu naõ te obedeço mais, sabe porque? Porque nenhuma ameaça que você fizer contra mim, vai ter importância, porque eu sei que estou valendo mais viva para você do que morta.
— E como pode ter certeza disso?
— Você quer vingança contra Ricardo – ela me encara – sabe que ele matou minha mãe, e você mesmo disse que eu corro perigo por causa dele, se quisesse meu m*l, se tivesse cansado de mim, já teria me usado a favor da sua vingança, me usado para trazer ele até aqui e se vingar, ou me dar como moeda de troca por algo.
— E porque você acha que eu ainda não vou fazer isso?
— Está na sua cara, que você não vai fazer – ela sorri – a gente se encontra no baile.
Ela passa por mim e eu fico encarando ela subir, ela realmente queria jogar o meu jogo e confesso que estava se saindo uma ótima jogadora.
(...)
Eu chego no baile e procuro por Marielle com os meus olhos mas não a encontro, mas vejo Martin e Heloisa.
— Cadê a sua amiga? – eu pergunto para ela
— Ficou em casa, Isa não es´ta bem – ela fala – eu queria ficar, mas ela disse para eu vir.
— O que Isa tem?
— Não sei, estava com dor de ouvido, algo parecido. – ela fala
— Eu vou lá.
— Onde? – Heloisa pergunta
— Ver a isa – eu respondo saindo do baile.
DEVENDO AO PESADELO, [25/07/2023 00:43]
Capítulo 63
Marielle narrando
Isa está dormindo e eu vou medir a febre dela e vejo que ainda estava com febre, Isa nunca foi de ficar doente com tanta facilidade que nem agora, era bem difícil na verdade ela ficar doente.
Eu olho para a porta vendo Pesadelo, a sua presença não me assustava mais, ele entra lentamente e se aproxima da cama onde eu estava sentada e Isa estava dormindo, ele se senta do outro lado e encosta suas mãos enormes na testa de Isa.
— Como ela está? Eu vim o mais rápido possível quando eu soube – as suas palavras soaram meio que estranho, eu olho para ele tentando entender o que ele tinha falado.
— Como soube?
— Heloisa contou, eu vim rápido. Ela ainda está com febre, vamos levar no médico.
— Eu dei remédio, já baixou um pouco, parece está controlando.
— Mas, porque a febre?
— Eu acredito que seja por causa de nossa mãe – ele me encara – ela anda chamando muito por ela.
— Mas você contou a ela? – ele pergunta
— Contei, disse que a nossa mãe tinha virado uma estrelinha que nem o nosso pai, mas ela ficou com medo que eu virasse também e abandonasse ela, é tudo tão confuso para a cabeça dela.
— Ela é apenas uma criança e já teve que passar port anta coisa – ele fala fazendo carinho em Isa e seu olhar para ela, era bem diferente. – é difícil para ela entender.
— E – eu respondo suspirando e ele me encara – você tem um baile rolando, não precisa estar aqui.
— Não, jamais deixaria Isa doente aqui, olha, podemos levar ela a um hospital.
— A febre vai ficar controlada, vai baixar, se não a gente leva. Obrigada – eu olho para ele e ele me encara – eu sempre fico meio apavorada quando ela fica doente que são poucas vezes.
— Você cuida muito bem dela, você é a melhor pessoa que Isa poderia ter ao lado dela.
Eu olho para Pesadelo ainda mais em pânico com suas palavras, eu fico imaginando o que ele pode ter tomado ou fumado nesse baile antes de vir para cá, para ter chegado todo preocupado com a minha irmã, com a voz mansa e as palavras leves e doces.
— Tio tio – Isa fala abrindo os olhos e vendo eel.
— Oi – ele fala
— Me dar colo.
— Isa, você quer comer algo? – eu pergunto
— Não, quero dormir no colo do tio – ela fala se encolhendo em seu colo.
Isa tinha três anos, mas assim como eu, ela tinha a estatura pequena, ela era bem pequenininha e acredite, ela ficava ainda menor quando se colocou no peito de Pesadelo, seus braços enormes , seu peito musculoso, fez com que a minha irmã virasse uma boneca em seu colo, ele se arruma se deitando para trás e ajeitando ela em seu colo, Isa abraça os seus braços.
— Eu gosto quando você vem me ver. Estou doente – ela fala para ele com a voz mais dengosa do mundo.
— Logo você vai ficar bem – ele fala dando um beijo em sua testa.
— Eu gosto quando você está com a minha irmã – ela fala sorrindo – vocês poderiam casar e ai você virava meu irmão – eu começo a rir da sua inocência e n**o com a cabeça.
Foram poucas vezes que eu vi esse ogro rir e uma delas foi essa e normalmente foi sempre com a Isa, logo ela adormece em seu colo e ele fica ali fazendo carinho em sua cabeça, parecia que eu estava na frente de outro homem, não era o Pesadelo, parecia ser apenas o Augusto, apenas um homem qualquer, simples e sem maldade em seu coração e que o tamanho era apenas um detalhe.
— Está baixando a febre dela – ele fala depois de um tempo.
— Ela se sentiu protegida no seu colo. – ele me encara
— Ela não merecia ser filha daquele homem – Pesadelo fala
— Que homem? – eu pergunto para ele – o meu pai você está falando? Meu pai era o melhor pai do mundo.
— Daquela mulher – ele corrige e eu encaro ele – daquela mulher, era isso que eu quis falar, mas acabei errando, foi m*l.
Ele disfarça olhando para ela mas sinto algo estranho, parece que fiquei com uma pulga enorme atrás da orelha.