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2402 Palavras
DEVENDO AO PESADELO, [25/07/2023 22:19] Capítulo 64 Marielle narrando Eu não tnha conseguido dormir direito, fiquei pensando a noite inteira no que Pesadelo soltou sem querer, sobre que Isa não merecia ser filha de quem ela era. Eu olho para cama e vejo Pesadelo dormindo com ela bem tranquilos, a febre dela tinha baixado totalmente, eu pego meu celular, coloco um tenis e saio de casa, o baile estava acabando e o dia amanhecendo , muita gente saindo do morro, eu tinha colocado um moletom com um capuz e resolvo sair do morro para ir até Buzios na casa da minha tia ou talvez conseguir falar com William. Os vapores meio que encaravam quem descia mas entro no meio de um grupinho e passo despercebida por eles, eu sei que Pesadelo iria querer me m***r por isso, mas estava cansada de suas respostas pela metade e não ter resposta concreta de nada, ele sempre soltava as coisas no ar e me deixava ainda mais confusa. E eu tinha o direito de saber de toda a verdade, de toda a verdade sobre a minha vida e a minha família, minha mãe morreu da pior forma que um ser humano pode morrer e tudo que eu sei é que foi um policial chamado Ricardo que matou ela, esse mesmo nome estava presente em uma foto na caixa que meu pai guardava suas lembranças. — Eu conheço você – a voz de um homem soa e eu olho para trás vendo o cara do baile. — Quem é você? – eu me faço de desentendida — Thiago – ele responde – quer uma carona? — Obrigada. — Calma aí – ele fala – eu te dou uma carona, te levo para onde você quer ir. — Eu não preciso da sua carona – um ônibus vem e eu aceno para ele parar junto de outras pessoas. — Vai, é Marielle né? – ele pergunta – eu te dou uma carona anda. — Eu disse que não – eu afirmo. O ônibus para e ele tenta me segurar mas eu o empurro, eu entro no ônibus e fico de pé, o ônibus tinha enchido com todas aquelas pessoas, eu desço alguns pontos depois e pego outro ônibus para se aquele homem tentasse me seguir, pelo menos eu tentava despistar ele, aparentemente não parecia ter ninguém me seguindo, eu tinha pego dinheiro nos bolsos da jaqueta do Pesadelo e pego um táxi em direção a búzios. — O dia já amanhece quente – o taxista fala. — Sim – eu respondo. — É por aqui? – ele pergunta — É – eu falo – espera, para aqui. — O taxímetro vai cobrar. — Deixa tocando. O táxi para um pouco distante da casa da minha tia e vejo aquele mesmo homem na frente, então vejo que não iria conseguir ir até ela, aquele Thiago estava na frente da casa da minha tia, então ele provavelmente esta atrás de mim. — Dar a volta por aqui mesmo, vamos voltar para o Rio. — Tem certeza? – ele pergunta — Tenho. Ele faz isso, ele dar a volta com o táxi e volta para o Rio, não era muito longe, era uma distancia tranquila e um tempo normal de viagem, mas quando estamos nos aproximando de uma localização mais perto do morro tinha uma blitiz h******l. — Eses policiais, fazem blitiz essas horas – ele fala Eu fico olhando para os policiais e vejo que eles estão parando todos os carros e olhando para dentro, a gente estava uma distancia boa deles. — Quanto deu? — Você vai descer aqui? — Estou atrasada, vai demorar muito. — Deu 400 – ele fala — Aqui – eu entrego as notas de cem -m até mais. Eu desço do táxi e vou caminhando em direção ao contrário da Blitiz fico de longe vendo os policiais, vendo se reconhecia algum ou ate mesmo o cara da foto que tinha na caixa do meu pai, mas nada. Então eu resolvo voltar caminhando para o morro, coloco o capuz novamente e vou caminhando, até que quando vou caminhando entre as vias, encontro um policial parado com uma viatura no telefone. — Ela não foi até ai? – ele pergunta – precisamos pegar aquela garota. Eu paraliso olhando de canto de olho e ele estava de costa. — Estamos com blitiz em volta do morro, ela saiu de táxi, estamos parando todos. Ele estava falando de mim, ele se vira em minha direção e consigo espiar ele, ele tinha uma tatuagem na mão com a letra r, e logo fui reconhecendo seu rosto um pouco mais velho apenas. — Eu quero essa garota viva – ele fala – não quero saber o que vai fazer Thiago, me traga a Marielle viva. DEVENDO AO PESADELO, [25/07/2023 22:19] A sua voz sai ríspida e grossa, ele pega e entra na viatura saindo com ela dali, eu fico ali paralisada sem entender muito o que está acontecendo e porque ele estava atrás de mim, eu apenas saio andando o mais rápido possível em direção ao morro. Quando eu chego na entrada, Martin me encara. — Onde você estava? — Pesadelo acordou? – eu pergunto para ele. — Se acordou, ainda não deu a sua falta. — Então não fala nada para ele. — Vai sobe de uma vez – ele fala e eu saio correndo pelas escadarias em direção a casa de Heloisa e dele. Eu passo na padaria compro algumas coisas e disfarço para entrar dentro da casa, mas já era umas 11h da manhã, quando eu entro dentro de casa e vejo Pesadelo brincando com Isa, seu olhar vem em minha direção em forma de reprovação. — Como você está Isa? – eu pergunto não dando muita bola para ele. — Melhor – ela fala sorrindo — Onde você estava ? – a voz dele sai grossa e eu o encaro. — Estava dando uma volta no morro. — Tem certeza? – ele pergunta me mostrando o celular onde mostra fotos minhas entrando dentro do táxi – onde você foi? — Você mandou alguém me seguir? — Você realmente acha que eu sou i****a? – ele pergunta — Então porque – Isa nos interrompe — Por favor, não vão brigar – ela fala e a gente se encara. — Claro que não – Pesadelo fala. Eu olho para ele e ele me encara, eu queria era avançar nele e fazer ele me falar toda a verdade, mas a única coisa que eu faço é sentar ao lado da minha irmã e brincar com ela. DEVENDO AO PESADELO, [25/07/2023 22:35] Capítulo 65 Pesadelo narrando Eu encaro Marielle brincando com a Isa, Heloisa acorda e me encara. — VocÊ não tem casa não? Aqui é minha e você não é bem vindo. — Cala boca botijão de gás – eu falo para ela — Vai a m***a – ela fala passando – como está Isa? — Melhor, Pesadelo me ajudou a noite – Marielle responde. — Vou comer algo, já comeram? — Já – Marielle responde — Vou lá – Heloisa fala – na minha sogra. — Ok. – Marielle fala. Heloisa sai da casa e Marielle continua com Isa em seu colo, já tinha passado da 13h da tarde e a gente estava aqui do mesmo jeito, Marielle me olha de canto de olho e eu olhava para ela de canto de olho. Ela saiu do morro, só esperou o melhor horário para isso, ela acha que sou i****a e que não colocaria alguém aqui dentro 24h dee olho nela, ela é esperta mas eu era muito mais, aquele filho da p**a do Thiago aquele policial de meia tigela, estava esperando pela sua saída, como se alguém aqui dentro tivesse falado para ele que ela estava saindo do morro. Ele estava cercando Marielle, Ricardo queria ela a todo custo, para que? Se ele já matou a mãe dela, quer o que? Terminar o circulo de mortes e m***r todos da família. Isa dormiu e ela se levanta com a irmã no colo. — Quer que eu leve ela? – eu pergunto — Eu consigo levar – ela responde — Ok. — Você vai ficar aqui parado para sempre? – ela pergunta – não tem um morro para cuidar? — Não – ele fala – Eu estou esperando você levar sua irmã para você me explicar o que foi fazer fora do morro. — Quem tem que me explicar muita coisa é você – ela fala nervosa. Ela passa por mim com Isa no colo e sobe para cima, eu me sento no sofá e respondo Martin. — Você acha que tem x9 aqui dentro? Willian já vasou. – Martin fala — Puxa o nome de todos os vapores da ronda dessa madrugada. — Vou fazer isso. Marielle desce , ela tinha trocado de roupa e a gente se encara. — É melhor você começar abrir a p***a da sua boca – eu falo para ela – anda, o que você foi fazer fora do morro Marielle? Eu não dei uma ordem, que você não sairia daqui de dentro. – ela me olha com os braços cruzados – estou falando com você, você está s***a? Ela se aproxima de mim e para na minha frente me encarando. — VocÊ deveria tomar um chá de vez enquanto para se acalmar – ela fala me olhando – você anda muito nervoso, você sabia que pode ter um ataque do coração? – eu olho para ela e vejo que ela estava testando a minha paciência. – Se você quer conversar comigo, baixa a sua bola e para de grosseria, quer gritar e ser grosso dessa forma vai atrás da tua p**a lá a sem cabelos, porque comigo você não grita mais e nem me trata dessa forma. Ela sai andando em direção a cozinha bem calma e tranquila como se nada tivesse acontecido. DEVENDO AO PESADELO, [25/07/2023 22:49] Capítulo 66 Marielle narrando Eu tinha baixado de mais a cabeça para o Pesadelo e ele fez a minha vida um inferno, eu não iria mais admitir ser pisada por ele da forma que eu fui, estava cansada de ser fantoche na mão dele e de qualquer outra pessoa, eu queria saber a verdade e nem que eu tivesse que infernizar a vida dele, ele iria me contar. Eu vou até a geladeira pego a caixa de suco e sirvo um copo, ele vem atrás de mim na cozinha que nem um furacão, olho para a porta, aquele homem enorme parado nela, musculoso, com a barba grande e os cabelos em forma de coque, sua presença dava medo em qualquer pessoa e no começo eu sentia medo dele, hoje eu não sinto mais, posso ser pequena de tamanho mas não me via mais pequena quando estava na sua frente. — Eu encontrei Ricardo . — Você o que? – ele pergunta — Mas ele não me viu – eu olho para ele e coloco o copo em cima do balcão – ermas eu ouvi ele falando que ele me queria viva, que era para me levarem viva para ele. — Onde você escutou isso? — Ele fez uma blitiz, fechou tudo perto do morro , porque sabia que entrei em um táxi. Agora me diz, porque Pesadelo, aquele policial está atrás de mim, porque sou importante para ele a ponto dele colocar pessoas atrás de mim? — Ele matou a sua mãe – ele repete a mesma coisa de sempre e eu reviro os olhos. — Eu já sei disso. — Ele quer m***r você também, queima de arquivo, eu te assumi como minha fiel, ele acha que você sabe de mais. — Ele não quer isso – eu falo para ele – tem mais coisa nessa história e você não quer abrir a boca, porque? Eu fui até a casa da minha tia vi Thiago com outros homens na frente, minha tia corre perigo. — Sua tia não mora mais lá. — Como? — Ela está em um lugar seguro, quando eu soube como sua mãe morreu, eu tirei sua tia de lá. — E onde ela está? – eu questiono — Em um lugar seguro. — Você tirou da minha visão a única pessoa que poderia abrir a boca e me contar a verdade. — Que verdade? – ele pergunta se fazendo de sonso. — Você não vai me enlouquecer Pesadelo, não mesmo. — Então não procura coisas que você não quer descobrir. — E quem disse que eu não quero? – eu questiono — Eu estou dizendo, e o que eu digo aqui dentro desse morro é uma ordem. — Você quer mandar na vida de todo mundo mas não consegue nem estabelecer a sua própria vida – ele me olha – vive ai tratando todo mundo na grosseria, sendo rude e ignorante com as pessoas que estão perto de você, e agora vem querer falar de ordem? — Você está completamente maluca – ele fala me olhando – você não sabe como funciona as coisas dentro do morro, não sabe como funciona as coisas com os inimigos, o que você fez hoje, colocou a sua vida em risco e provavelmente a da sua irmã. Você só sabe pensar em você mesmo e não pensa nas consequencias dos seus atos. — Fala o homem que me estuprou na sala da minha casa com a minha irmã dormindo! – eu grito e ele me encara – que me fez t*****r com você, que me humilhou e me machucou, fala o homem que agora se acha santo só porque a minha irmã gosta de você ou por ter me mandado embora da sua casa, mas não, não me chama de maluca, não me chama de inconsequente, eu quero que você fale a porcaria de verdade para que eu saiba tudo, agora você ficar me escondendo as coisas vai ser muito pior. Fala Augusto, Fala – eu grito e ele me encara. — Não se meta onde ninguém te chamou – ele fala me olhando – isso não é problema seu. — É problema meu sim – eu falo indo para cima dele e tentando bater nele – seu cretino, filho da p**a – ele me segura e me chacoalha. — Chega Marielle! – ele grita e eu passo m*l com as chacoalhas que ele deu em mim e vomito em sua camisa.
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