Aurora Bianchi A ansiedade me corroía por dentro. O relógio marcava dez da noite, e Guilhermo ainda não havia voltado. Cada minuto que passava sem notícias aumentava o aperto no meu peito. Por um instante, um pensamento aterrorizante cruzou minha mente: E se ele não voltasse? O medo me atingiu como um soco no estômago. O mundo de Guilhermo era imprevisível, perigoso. Eu sabia disso, mas só agora entendia de verdade o que significava esperar alguém sem ter certeza de que voltaria. Então, ouvi passos atrás de mim. Meu coração disparou, e me virei às pressas. O ar escapou dos meus pulmões ao vê-lo. Guilhermo estava um completo caos. Seu corpo estava coberto de sangue seco, respingos escuros manchavam seus braços, sua camisa estava aberta, desalinhada, e seus pés descalços denunciavam um

