A informação chegou às 01:12. Movimentação discreta. Reunião estratégica. Galpão 14 no setor abandonado do porto. Nome associado: Mancini. Eu não precisei ler duas vezes. — É armadilha — disse Rocco, parado na porta do escritório. Rocco observava a tela com atenção. — Obviamente — respondi. O problema não era a armadilha. Era o motivo. Se alguém marca um encontro tão exposto… quer testar sua reação. Ou quer te provocar. — Quer que eu desminta a fonte? — ele perguntou. Eu peguei o paletó. — Não. Quero que você prepare os homens. — Você vai sozinho? Eu coloquei a arma na cintura sem responder. — Ninguém entra até eu dar o sinal. Ele ficou em silêncio. Porque ele sabia. Quando eu dizia isso… era porque eu já tinha decidido entrar. O porto à noite tem cheiro de metal, sal

