O silêncio não veio devagar. Ele caiu sobre a casa como um apagão. Eu fechei a porta principal atrás de mim e o eco pareceu atravessar todos os corredores, subir as escadas, entrar no quarto que ainda tinha o cheiro dela. Eu parei ali mesmo. Sem me mover. Sem dar ordens. Sem respirar direito. Era estranho como a mansão parecia maior quando Isabella não estava nela. Como se os espaços tivessem se expandido só para me lembrar que agora eu ocupava tudo sozinho. Giulia estava certa. Era o melhor. Era estratégico. Era necessário. Mas necessário não significa suportável. Subi as escadas quase sem perceber. Abri a porta do quarto. A cama estava desarrumada do lado dela. O travesseiro ainda afundado. Um fio de cabelo escuro preso no tecido claro. Pequeno. Insignificante. Suficien

