A primeira coisa que eu sinto quando acordo não é o silêncio. É a ausência. Minha mão se move automaticamente pelo colchão, ainda presa entre o sono e o costume, procurando por ele — pelo calor, pelo peso, por qualquer sinal de que Matteo ainda está ali. Mas não encontra nada. O lençol está frio. Abro os olhos devagar, encarando o teto por alguns segundos antes de virar o rosto. A cama está vazia. Arrumada demais. Como se ele tivesse saído há muito tempo. Um incômodo leve se instala no meu peito. Não é algo grande. Mas também não é fácil de ignorar. Matteo não costuma sair assim. Não sem me acordar. Não sem dizer alguma coisa. Eu me sento devagar, passando a mão pelo rosto, tentando afastar a sensação estranha que insiste em ficar. Talvez ele só não quis me incomodar. Talv

