Eu não deveria sair. A sensação vem antes mesmo de eu terminar de me arrumar. Não é lógica. Não é medo claro. É… incômodo. Como se algo estivesse fora do lugar e eu ainda não tivesse entendido o quê. — Você ficou pálida de novo — Sofia comenta, encostada na porta, me observando. Eu solto um suspiro leve, terminando de ajeitar o cabelo. — Deve ser só cansaço. Ela não responde de imediato. E isso já diz bastante. Pego a bolsa, tentando ignorar o peso estranho no corpo. Não chega a ser dor. Nem tontura. Mas também não é normal. — Se você quiser, a gente pode ficar — Sofia diz, com calma. Eu n**o com a cabeça. — Não. Eu preciso sair um pouco. Preciso respirar. Preciso parar de pensar. Ou pelo menos tentar. Descemos juntas, o silêncio entre nós confortável… mas atento. Sofia não

