A porta do escritório fecha atrás de mim com um clique seco. Rocco continua falando por mais alguns segundos, direto ao ponto, sem rodeios. Movimento confirmado, contatos ativados, nomes que eu já esperava ouvir. Vittorio não está mais testando território. Ele está avançando. — Ele quer te forçar a sair — Rocco conclui, firme. Eu me encosto na mesa, cruzando os braços devagar. — Ele quer que eu reaja errado. — E você não vai. Não é pergunta. Assinto uma única vez. — Ele já errou quando achou que eu não estava vendo. Rocco segura meu olhar por um segundo, entendendo o que não precisa ser dito. — Então é agora. — Não — respondo, calmo. — Ainda não. Isso faz ele franzir levemente a testa. — Quanto mais a gente espera— — Mais ele se expõe. Corto, sem elevar o tom. Silêncio. R

