O silêncio na mansão Del Luca nunca me pareceu tão sufocante. Era uma presença física, algo que eu podia sentir pressionando meus pulmões a cada respiração curta que eu dava. Eu não conseguia ficar sentada. Meus pés descalços afundavam no tapete persa do nosso quarto, mas eu m*l sentia a textura da lã. Meus pensamentos estavam a quilômetros dali, em algum lugar nas sombras da Sicília onde o homem que eu amo estava derramando sangue — ou perdendo o dele. Minha mão subia, incessantemente, para o meu ventre. Ainda estava plano, sem qualquer sinal externo da vida que acabara de se instalar ali, mas para mim, parecia que tudo em meu corpo havia mudado de lugar. O teste de gravidez estava em cima da cômoda, um pequeno bastão de plástico branco e azul que parecia brilhar sob a luz do abajur, com

