Acordei antes dela, como quase sempre acontecia. Isabella continuava aninhada contra mim, a respiração lenta, o corpo quente encaixado ao meu como se tivesse sido feito para aquele lugar. Por alguns segundos, permaneci imóvel, apenas sentindo. A noite anterior ainda estava viva na minha pele, nos meus músculos, na memória que insistia em voltar em flashes perigosamente agradáveis. Afastei uma mecha do cabelo que caía sobre o rosto dela. Dormia profundamente, os lábios entreabertos, vulnerável de um jeito que quase ninguém tinha o privilégio de ver. Levantei com cuidado para não acordá-la. O roupão estava jogado na ponta da cama, amarrotado, testemunha silenciosa da tempestade que já tinha passado — mas que, para mim, ainda rugia por dentro. Na cozinha, preparei o café. O som da água f

