Sinto-me exultante ao sair do quarto, deixando-a ali, vulnerável na cama, sua nudez exposta à penumbra do ambiente. Meu corpo arde com o desejo, mas ao mesmo tempo, uma satisfação sombria permeia minha mente. Finalmente, ela pôde sentir uma fração do que eu estava experimentando enquanto ela se entregava ao prazer, enquanto eu observava, impotente, sem poder intervir. Caminho pelo corredor, a mente ainda repleta das imagens vívidas do que acabara de acontecer. O gosto do controle, da dominação, ainda paira em meus lábios. Por um momento, sinto-me poderoso, no comando da situação. Mas logo a realidade volta a me assombrar, lembrando-me de que o controle é uma ilusão fugaz, que se desfaz diante das vontades e desejos humanos. Preciso me afastar, me afastar dela, me afastar desses pensament

