Enquanto Viktor me levava para casa, pude sentir sua raiva pairando no ar. Seu rosto estava fechado, os músculos da mandíbula tensos, e eu sabia que ele estava profundamente irritado com a situação. No entanto, estranhamente, sua expressão de raiva não me assustou. Talvez eu estivesse anestesiada pelas emoções da noite. Ao entrarmos em casa ele me conduziu até o sofá e se afastou, claramente precisando de um momento para se acalmar. Sentei-me no sofá, observando Viktor enquanto ele caminhava de um lado para o outro na sala. Seus passos eram rápidos e pesados, sua expressão sombria. — Viktor, eu... — comecei a dizer, mas ele ergueu a mão, interrompendo-me. — Não agora, Luna. Precisamos conversar, mas não agora. — Sua voz era áspera e cortante. Com uma expressão séria e fria, Viktor fi

