Onde Começou

1067 Palavras
Lá estávamos nós, Nik e eu, no parque dentro do terreno da mansão. O sol brilhava suavemente, criando uma atmosfera agradável enquanto Nik corria e brincava despreocupadamente. Seus risos ecoavam pelo ar, enchendo meu coração com uma sensação de leveza. Então, ele me pediu para ir à sorveteria que avistara ali perto. Sem hesitar, segurei sua mãozinha e o acompanhei até lá, sem avisar a ninguém em casa. A sorveteria estava repleta de opções deliciosas, e Nik estava radiante diante de tantas escolhas. Enquanto saboreávamos nossos sorvetes, continuamos conversando e rindo juntos. Eu o ouvia falar sobre suas aventuras no parque, suas brincadeiras favoritas e seus sonhos infantis. Era reconfortante ver como ele conseguia encontrar alegria nas coisas simples da vida, mesmo diante das circunstâncias difíceis que enfrentávamos. Entendi, aqui está o texto iniciando com Luna pagando a conta e saindo do local: --- Paguei a conta na sorveteria e me levantei, tentando controlar a correria dentro de mim. Nik estava ansioso para voltar para casa, e eu precisava levá-lo de volta antes que Viktor percebesse nossa ausência. Segurando sua mão, começamos a caminhar de volta pelo parque em direção à casa. Foi então que, ao virar a esquina, esbarrei em Viktor, parado no meio da rua, nos procurando. Meu coração deu um salto no peito ao vê-lo ali, com uma expressão furiosa estampada no rosto. — Viktor, eu sinto muito. Perdemos a hora... — Comecei, tentando encontrar as palavras certas para me desculpar. Ele me encarou com intensidade, seus olhos pareciam penetrar fundo na minha alma. — Você precisa entender a gravidade da situação, Luna. Não é seguro sair sem aviso prévio, especialmente com Nik. — Disse ele, sua voz grave ecoando no ar. Baixei os olhos, sentindo o peso das palavras de Viktor. Sabia que tinha cometido um erro ao não comunicar minha saída, colocando não apenas eu mesma, mas também Nik, em risco. — Ele só queria um sorvete, ele é criança e quer ser uma. — Respondi, minha voz tingida de arrependimento por falar aquilo. Entro na casa atrás de Viktor, meu coração batendo forte no peito enquanto sigo seus passos apressados. Ele segura Nik no colo com firmeza, sua expressão endurecida pela raiva que sinto emanar dele. Sigo-o em silêncio, sentindo-me pequena e culpada diante de sua indignação. Assim que entramos, o silêncio se instala no ambiente, pesado e carregado de tensão. Sinto o aperto firme de Viktor em meu braço, como se quisesse me repreender apenas com o contato físico. Seu olhar duro e implacável penetra o meu, como se buscasse ler minha alma em busca de respostas que eu talvez nem saiba dar. O corredor parece estreitar-se ao nosso redor, e cada passo que damos em direção àquela porta fechada ecoa como um eco ensurdecedor em minha mente. Ao adentrarmos o cômodo, o som abafado da porta se fechando atrás de nós é o único indício de que estamos sozinhos, perdidos em meio a um mar de emoções contidas e palavras não ditas. O escritório é um reflexo do próprio Viktor: moderno, mas com um toque de elegância clássica. As paredes são revestidas por um papel de parede escuro, contrastando com móveis de madeira escura e detalhes em metal polido. Uma grande mesa de mogno domina o centro do cômodo, adornada por uma luminária de estilo vitoriano. Quadros finamente emoldurados adornam as paredes, adicionando um toque de sofisticação ao ambiente. Enquanto observo os detalhes do escritório, Viktor se aproxima, e nossos olhares se encontram em um emaranhado de emoções contidas. Ficamos a centímetros de distância, compartilhando o mesmo espaço, mas separados por uma barreira invisível de tensão e expectativa. O silêncio se estende entre nós, até que ele quebra o gelo com palavras carregadas de frustração e desapontamento. — Eu odeio que desobedeçam as minhas ordens. Eu não quero ser rude com você, Luna. — Ele diz, sua voz soando áspera e controlada. Desculpe pela confusão. Aqui está em primeira pessoa: Sinto um arrepio percorrer minha espinha, uma sensação elétrica que me faz estremecer por dentro. Meu corpo reage ao poderoso magnetismo que emana de Viktor, e me vejo inundada por uma mistura vertiginosa de tensão e tentação. Por um instante, me perco nos olhos profundos e intensos dele, cativada por sua presença dominadora e ao mesmo tempo intrigada pelo que se esconde por trás daquele olhar firme. A tensão no ar é palpável, como uma corrente elétrica invisível que nos envolve e nos mantém presos em um jogo silencioso de vontades. Me vejo dividida entre o desejo de recuar diante da intensidade do momento e a curiosidade instigante que me impulsiona a permanecer ali. Encaro-o com determinação, sentindo a adrenalina correr pelas minhas veias enquanto mantenho meu olhar firme no dele. — Eu não sou uma marionete para seguir suas ordens cegamente, Viktor. Tenho minha própria vontade e não vou me curvar a você só porque é o chefe — Respondo, minha voz soando firme e desafiadora, apesar do turbilhão de emoções que me consome por dentro. Sinto um arrepio percorrer minha espinha quando Viktor rosna para mim, sua presença imponente me deixando ainda mais tensa. Ele se aproxima, seu rosto próximo ao meu ouvido, e uma risada sinistra escapa de seus lábios. Meu coração bate descompassado enquanto tento controlar minha respiração, mas é inútil diante da intensidade do momento. — Você é corajosa, Anjo. Gosto disso em você — sussurra ele, sua voz rouca enviando arrepios pela minha pele. Sua proximidade é sufocante, mas ao mesmo tempo irresistível, e eu me sinto dividida entre o medo e uma estranha atração. Nossos olhares se encontram em meio à tensão palpável que paira entre nós. Sinto seu lábio roçar suavemente no meu, enviando uma onda de eletricidade através de mim. Meus sentidos estão em alerta máximo, cada fibra do meu ser reagindo à proximidade dele. Antes que pudéssemos ceder ao impulso, a porta se abre abruptamente, interrompendo nosso momento. Sergei entra, seu olhar sério dando lugar a uma expressão surpresa ao nos encontrar naquele estado de i********e não planejada. — Desculpe interromper, senhor, mas há um assunto urgente que precisa da sua atenção — Anuncia Sergei, que parece não notar a tensão entre nós. Viktor se afasta de mim abruptamente, seu rosto assumindo a máscara de seriedade que é típica dele. Eu engulo em seco, tentando recuperar a compostura enquanto observo Viktor se dirigir até Sergei, deixando-me sozinha no escritório.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR