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4153 Palavras
Dia 1 - por Davi. Finalmente eu estava em casa, entrei no prédio, subi até o andar do meu apartamento e comecei a tocar a maldita campainha, como ninguém vinha atender eu continuei a apertar insistentemente, então finalmente a porta se abriu e eu me vi do outro lado da mesma. - Me devolve meu corpo! - gritei socando com tudo minha cara, ou minha ex cara, estava tudo tão confuso ainda para mim. Para piorar o soco não saiu como planejado e eu senti uma dor enorme da mão. - Ai! - a pessoa a minha frente choramingou levando a mão ao rosto. - isso dói! - ela se abaixou ainda chorando. - porque você fez isso? - Porque você tomou meu corpo? - Eu não tomei seu corpo seu i****a. - ele ou ela gritou. - você acha que é divertido estar nesse estado? Eu estou toda peluda e nojenta? - ela parou de choramingar, tirou a mão do rosto e me encarou seria. - que m***a é essa que você fez com meu cabelo? - Então quer dizer que você é a dona desse corpo? - Parece obvio né Einstein! - Você não parece surpresa. - Eu já esperava te encontrar. - respondeu. - Posso entrar? - A casa é sua. - ela deu de ombros e se afastou para que eu passasse. - Dá para me explicar agora o que está acontecendo? E porque eu acordei hoje com dois pares de p****s? - me joguei em meu sofá, eu estava morrendo de saudades daqui. - Eu adoraria te responder mas também não sei o que aconteceu. - a garota falou se sentando no outro sofá e cruzando as pernas, foi a imagem mais gay que já vi na vida. - Dá para você parar com isso? - Isso o que? - Vê se senta como homem p***a, descruza essas pernas. - falei bravo. - eu preciso beber. - me levantei e segui para a cozinha, abri a geladeira e peguei uma latinha de cerveja. - Não com o meu corpo. - a garota surgiu do nada e tomou a bebida das minhas mãos. - Para de ser mimizenta garota. - Eu não vou permitir que você intoxique meu corpo. - fez careta, virei o rosto no mesmo instante, eu não tinha estômago para ver isso, meu próprio eu parecendo um veado. - me diz ai, cadê o Eduardo? - Saiu com uns amigos de vocês. - Será que ele vai demorar? - ela arqueou os ombros em resposta. - preciso conversar com ele sobre essa situação. - Duvido que ele acredite na verdade. - Porque não? - perguntei em dúvida. - Eu tentei contar mas ele achou que eu estava drogado. - ela explicou. - digamos que sua credibilidade não anda muito boa. - d***a! - resmunguei baixo. - alguém sabe que você é uma garota? - Só minhas amigas, eu as convenci. - Talvez funcione com o Eduardo. - Talvez. - concordou. - mas enquanto isso, me conta como você chegou aqui e porque meus pais estão me dando como desaparecida. - Esse foi um longo dia. - sorri leve e voltei a me jogar no sofá. - Senta direito. - ela me repreendeu sentando-se no outro sofá a minha frente. - sua calcinha está aparecendo, na verdade a minha calcinha. - mesmo a contragosto eu fechei as pernas. - conta logo o que aconteceu. - Foi assim ... - comecei o relato. Início flashback - noite sexta-feira. Eu já estava de saco cheio da Ingrid pegando no meu pé, detesto mulher pegajosa e acho que já deixei bem mais do que claro que detesto qualquer tipo de relacionamento, me dá até calafrios só de pensar em ser obrigado a ficar com uma garota só, principalmente quando eu posso ter várias aos meus pés. Sai do serviço naquela tarde, passei em casa só para jogar uma agua no corpo e partiu barzinho, por sorte eu terminaria a noite com uma morena gostosa na minha cama. - Vai sair em plena sexta-feira? - Eduardo perguntou com aquele jeito "paizão" dele, nos conhecemos desde a faculdade, estudamos administração juntos e apesar de sermos bem diferentes nos tornarmos amigos, depois que ele e a frigida da Felícia terminaram ele veio morar aqui comigo. - Ta querendo mandar em mim agora? Até onde eu sei não sou sua mulher não. - Vira essa boca pra lá. - ele falou rindo. - só a Ingrid mesmo para te aguentar. - Nem fala daquela louca. - ergui a mão para cima. - ela já está me mandando mensagem aqui me cobrando uma DR. - Ela te ama cara. - Ela ama meu p*u assim como todas as outras. - falei antes de sair do apartamento. Mais cedo meus antigos parceiros de bairro me mandaram uma mensagem para que eu colasse lá na quebrada deles, o barzinho que escolheram para nos encontrarmos era do tipo que rola d***a a vontade, confesso que exagerei um pouquinho, mas estava bom demais aquilo, logo uma mulata gostosa colou na minha e é claro que eu não perdi a chance de traçar a mina, fomos até um motelzinho fuleiro na entrada ali do bairro mesmo, m*l entramos no quarto e já começamos a nos atracar, tratei logo de meter a mão no rabão dela, a mina nem ligou, estava doidinha para sentar gostoso. Quando desgrudamos nossos lábios, a morena se abaixou sensualmente em minha frente, desabotoou minha calça e abaixou a mesma, em seguida apertou meu pênis por cima da cueca, suspirei já sentindo o mesmo virar pedra, em seguida ela puxou a cueca para baixo, envolveu meu m****o com os dedos e massageou de cima para baixo, logo depois abocanhou com vontade, ela chupava gostoso, alternando a velocidade, agarrei seus cabelos e sequei ainda mais meu pênis em sua boca, quase gozei ali mesmo. Depois do b*****e eu arranquei com maestria o vestido minúsculo da garota, a posicionei de quatro na beirada da cama, afastei sua calcinha e massageei seu c******s já todo molhado. Não demorou muito para a morena começar a gemer feito uma c****a no cio, tratei logo de colocar uma c*******a e enfiar meu pênis todo nela, aquilo só a fez gritar mais alto. Eu entremeava meus movimentos, hora mais rápido, hora mais devagar e quanto mais eu me movimentava mais molhada ela ficava. - Vou gozar! - ela anunciou depois de um tempo, aumentei a velocidade e logo a vi estremecer de prazer, continuei bombeando até chegar minha vez. Em instantes senti meu pênis empedrar e uma corrente elétrica percorrer meu corpo até a ponta do mesmo, os jatos quentes de esperma saíram dando lugar a uma sensação de êxtase e cansaço, essa é definitivamente a melhor d***a de todas. Depois do s**o tomamos banho e a tal garota insistiu em me passar seu celular, era pouco provável eu ligar para ela, mas um contatinho a mais não vai fazer m*l nenhum. Depois da f**a eu paguei o motel e o taxi para a garota, resolvi andar um pouco pois eu ainda estava na adrenalina do troço que usei, ao passar próximo a um ponto de ônibus avistei um pingente jogado no chão, de longe parecia bonitinho mas quando peguei percebi que era um desses artesanatos m*l acabados, mesmo assim pus no bolso e segui a pé mesmo para casa, o vento gelado da noite estava delicioso. Assim que cheguei ao apartamento fui logo para o quarto, larguei minha carteira e meu celular sobre a escrivaninha, tirei toda a roupa ficando só de cueca, em seguida me joguei na cama e adormeci em questão de segundo. Acordei algum tempo depois com uma música chata para c*****o tocando, impossível que o veado do Eduardo esteja ouvindo música de mulherzinha agora, me levantei da cama puto, ainda estava escuro e eu tropecei em um maldito móvel, xinguei baixo enquanto amaldiçoava quem tinha posto aquela m***a ali, apesar da única claridade do quarto ser a luz de um aparelho celular e eu ainda estar bem chapado, deu para notar que eu não estava no meu quarto, peguei o aparelho e comecei a lumiar em volta até achar o interruptor, assim que consegui acender a luz quase fiquei sego de tanto rosa que vi em minha frente, será que eu fui parar na casa de alguma mina e não percebi? Da Ingrid não era, eu conhecia bem o quarto daquela entojada e sabia que ela não gostava nem um pouco de rosa. Resolvi dar uma olhada pelo quarto para tentar descobrir onde eu estava, passei por uma suíte enorme, entao senti vontade de fazer xixi, nada melhor do que dar uma aliviada, me posicionei em frente ao vaso e quando fui puxar o bilau para fora levei o maior susto da minha vida. - Cadê meu p***o! - gritei enquanto procurava o mesmo, encontrei no lugar um b****a, subi as mãos por minha barriga e dei alcancei dois pares de peito.- que m***a é essa!- minha voz sumiu, olhei em volta e avistei um espelho sobre a pia, corri até lá e tive a visão do inferno, meus cabelos estavam grandes e meio ruivos ou sei lá que m***a de cor é essa, fora a minha barba maravilhosa que tinha sumido e eu estava com cara de garota, na verdade eu era a m***a de uma garota, isso só pode ser maldição, macumba ou um pesadelo h******l, dei um t**a na minha cara para ver se acordava mas só senti uma dor e tanto. - Filha! Ta tudo bem ai! - foi entao que ouvi a voz de uma mulher gritando do outro lado da porta, eu não podia atender, eu não podia falar com ninguém assim, avistei um chinelo ao lado do box, calcei o mesmo e voltei para o quarto. - Milena! - ouvi novamente gritar, fui até a janela, abri a mesma, eu estava no segundo andar, vai ter que dar, pensei comigo mesmo enquanto subi na mesma e pulava, ao bater no chão senti um dor h******l no tornozelo. - p**a que pariu! - xinguei enquanto engolia a dor e sai o mais rápido possível dali, a questão agora era saber onde eu estava e arrumar um jeito de voltar para casa. Fim flashback - Depois disso eu passei o dia todo andando enquanto imaginava um jeito de aparecer aqui. - terminei o relato. - E gastava quebrar meu nariz? - perguntava indignada. - Esse soquinho atoa não quebra um nariz. - falei balançando a cabeça negativamente. - eu já levei coisa muito pior. - Mas eu não. - falou emburrada. - Qual o teu nome mesmo? - Milena. - responde, balancei a cabeça assentindo, foi realmente isso que ouvi a mulher gritar enquanto eu ainda estava naquela casa. - você falou que achou um pingente? Onde tá? - Pelo que me lembro eu coloquei no bolso da calça. - a garota se levantou e seguiu rumo ao meu quarto, me levantei e fui atrás dela, ela pegou minha calça jogada no chão. - Essa aqui? - É.- em seguida começou a mexer nos bolsos. - Não tem nada aqui. - Mas eu deixei ai. - tomei a calça da mão dela e comecei a procurar, realmente não tinha nada ali. - o que importa também? Era só um cordão velho. - Pode até ser só um cordão velho, mas se eu estiver certa, é por culpa dele que estamos nessa situação. - falou estressada. - Ta brincando? - Eu pareço estar brincando? - ela não parecia estar brincando. - Dá para explicar essa história direito? - Ontem de manhã uma cigana me parou, disse algumas coisas estranhas e me deu um cordão artesanal com uma pedra, a noite eu tive uns problemas e acabei indo a um bar beber, na volta, eu estava com raiva, achei o cordão na bolsa e o joguei fora pela janela do taxi. - explicou. - Não pode ser o mesmo cordão. - E qual a sua teoria então? - Tu deve ter feito alguma macumba para mim.- falei e ele me encarou abismada.- já sei, eu devo não ter transado com tu e você quis me dar uma lição.- ela continuou me encarando por um instante e depois caiu na gargalhada. - Isso é sério? Eu nem te conheço e não transaria com você nem que eu fosse o último homem da face da terra. - fez uma carta em seguida. - você é repugnante. - Conta outra, vai dizer que não ta gostando de ficar ai no meu corpão? - Talvez eu comece a gostar depois de depilar as pernas. - falou pensativa, fiquei lhe encarando procurando um ar de ironia, mas não encontrei nenhuma. - Nem ousa tocar no meu corpo. - eu disse bravo e só então reparei que minha barba tinha sumido. - o que você fez com a minha barba? - Raspei, gostou? - Sua ... sua...- meu sangue ferveu de raiva e eu comecei a andar em círculos. - como você teve coragem de raspar a minha barba. - Não foi só a barba querido. - um sorriso surgiu em seus lábios, em seguida ele ergueu o braço mostrando o sovaco completamente pelado. - v*******a! - gritei. - Olha o palavreado benzinho. - Tu ta achando engraçado? - eu estava espumando de raiva. - vai achar mais ainda quando eu começar a me divertir não esse corpinho. - apertei os s***s, ela me olhou com os lábios entreabertos e os olhos semicerrados. - Nem ousa... - Se não o que? - ela ficou calada. - eu quero meu corpo de volta. - E você acha que eu não quero o meu? Acha mesmo que eu quero ficar no corpo de um nojento feito você? - E esse Eduardo que não chega logo? - sai do quarto e voltei para a sala. - Se eu fosse você não teria muita esperança dele acreditar. - ela veio atrás de mim. - Olha só, ele pode até não ter acreditado em você, mas comigo vai ser diferente. - garanti - Se você diz. - ela arqueou os ombros e se sentou num dos sofás, resolvi fazer o mesmo, vez ou outra nos olhávamos, era estranho, como se eu tivesse vendo meu reflexo no espelho. Já passava de uma hora quando ouvimos a porta do apartamento ser destrancada, Milena que estava cochilando no sofá despertou no susto, fiquei de pé no mesmo instante que Eduardo entrava. - Cara até que enfim você chegou. - ele olhou para mim e depois para a Milena que continuava sentada. - Quantas vezes eu já te falei para não ficar trazendo mulher aqui para casa? - Eduardo falou encarando a Milena. - Ela não é minha mulher. - respondi e ele me olhou em dúvida. - preciso falar com você, uma coisa muito louca aconteceu comigo. - A Ingrid sabe dela? - É sério que tá pensando nisso? Eu to tentando te contar algo importante. - Não quero nem ver a m***a que vai dar no churrasco amanhã. - ao ouvir o Eduardo falar eu percebi que tinha me esquecido completamente do churrasco do Yuri. - Você não ta me escutando cara, eu sou o Davi. - ele me encarou por um instante depois tombou a cabeça para trás e respirou fundo. - De novo essa história? - Eu não to brincando, preciso da sua ajuda. - É claro que precisa. - Eduardo disse descrente. - quanto ele te pagou para fazer esse teatrinho aqui? - Isso não é teatro. - quase gritei apontando para mim e em seguida para meu antigo corpo. - eu to no corpo dessa garota e ela tá no meu corpo. - dei uma pequena pausa e me virei para a Milena. - fala para ele. - É verdade, meu nome é Milena. - E eu sou o papai Noel. - Eduardo continuava levando na brincadeira. - O que eu tenho que fazer para você acreditar? - novamente quase gritei. - me pergunta qualquer coisa, sobre você, a Felícia ou o Artur. - Não põe meu filho no meio dessa piada.- ele falou levemente irritado.- você acha realmente que tem graça essas brincadeiras?- novamente ele se virou para a Milena.- lembra quando você me ligou dizendo que estava no hospital, que tinha sofrido um acidente de carro, eu sai feito um louco para lá e você estava no bar rindo da minha cara com os seus parceiros.- Eduardo realmente estava chateado, pois seu tom de voz se alterou.- ou aquela vez que você ligou dizendo que era da delegacia, ou quando você foi dar um passeio com meu filho, deixou ele com o Yuri e falou que ele tinha sido sequestrado.- Milena ouvia tudo visivelmente assustada.- eu vou dormir que ganho mais lucro, já to cheio dessas suas brincadeirinhas de m*l gosto.- falou e em seguida saiu para o seu quarto. - Uau! - ela comentou quando voltamos a ficar sozinhos. - eu achei que sua credibilidade estava baixa, mas realmente me surpreendi agora. - Amanhã eu converso com ele de novo. - falei. - agora só quero cama. - Nem pensar. - eu já ia para meu quarto quando Milena se pôs em minha frente. - você vai voltar agora para a minha casa e acalmar meus pais. - ela disse seria. - eles acham que eu fui sequestrada. - E o que eu tenho a ver com isso? O problema é teu. - Não, já que você está no meu corpo o problema é seu também. - E se eu não quiser? - falei desafiador, ela cruzou os braços, ergueu uma das sobrancelhas e sorriu de canto. - Então todo mundo vai conhecer um outro lado do Davi. - respondeu. - um lado rosa choque. - Você não... - Eu sim. - Milena me interrompeu. - agora vê se engole essa marra e volta para minha casa. - E o que eu vou fazer ao chegar lá? Contar a verdade? - É claro que não. - ela falou. - você vai ser eu. - Nem morto. - me neguei prontamente. - Ai amiga para de ser chata! - Milena disse afinando a voz enquanto enrolava uma pequena mexa de cabelo com os dedos e fazia cara de manha, senti uma ânsia de vomito tomar conta do meu corpo no mesmo instante. - Tudo bem você venceu. - falei por fim e bufei em seguida, a garota bateu palmas e deu uns pulinhos. - para com isso! Se controla. - tive que me segurar para não gritar ou socar a cara dela. - Tem algumas coisinhas que você precisa saber. - ela começou a dizer. - primeiro meus pais se chamam Afonso e Elsa, eu também tenho um irmão mais novo chamado Micael, em segundo se o Cauã te procurar você se livra dele. - Quem é Cauã? - Meu ex.- ela explicou num tom meio triste. - a terceira coisa é você se comportar direito, nada de ser rude, usar palavreados chulos, se vestir feito um mendigo e principalmente não dar em cima de garotas. - d***a! - falei. - já estava gostando da ideia de experimentar um s**o lésbico. - Milena me encarou entediada. - Se tiver alguma dúvida é só procurar a Alinne ou a Sara, o número delas está na agenda do meu celular, elas são minhas melhores amigas e acreditam em mim. - ela falou a última parte em tom provocativo, provavelmente pelo fato do Eduardo não ter acreditado em mim. - você entendeu? - Claro! - É melhor desistirmos, isso é uma péssima ideia. - ela começou a andar de um lado para o outro - Calma, confia em mim. - Isso é uma piada? - perguntou seria, em seguida deu um passo em minha direção. - olha só Davi, se você fizer qualquer coisa que possa sujar a minha imagem, eu juro que acabo com você. - não queria admitir mas senti um pouquinho de medo daquela maluca. - Não vou fazer nada. - comecei a caminhar até a porta. - E não ouse usar drogas com meu corpo. - Ai já é demais. - falei indignado. - nem um baseado para relaxar? - ela tombou a cabeça para o lado novamente entediada. - tudo bem, tudo bem. - concordei só para não ter que continuar com essa conversa. - amanhã eu volto. - Porquê? - ela perguntou. - Você acha que eu vou deixar você sozinha no churrasco do Yuri? - E a Ingrid? - um sorrisinho surgiu no seu rosto. - Eu to pouco me lixando para aquela garota. - respondi e sai, ao passar pela porta me lembrei que não tinha dinheiro para voltar para casa, então voltei, Milena ainda estava parada no mesmo lugar. - me arruma um dinheiro para o taxi? - ela revirou os olhos e foi até o quarto, voltou tempo depois trazendo uma nota de cinquenta reais, sorri ao pegar o dinheiro. - sabe o que eu reparei? Que você mora em uma bela casa, deve ter muito dinheiro. - Fala logo o que você quer? - O número do seu cartão de credito. - novamente ela respirou fundo, pegou um bloquinho de notas ao lado do porta chaves e anotou algo, em seguida me entregou, era um número, com toda certeza do cartão de credito. - assim tão fácil? - Eu tenho a senha do seu cartão, também estou no seu corpo e segunda sou obrigada a ir para o seu serviço. - falou pensativa. - então eu tenho certeza que você não vai abusar do meu dinheiro, até porque você tem mais a perder do que eu. - sorriu por fim. - É por isso que eu sempre digo: mulher não presta. - bufei irritado. - Para provar que você está errado, eu vou ser boazinha e ligar para o taxi. - Eu não vou suportar isso. - segui para o elevador. - Espera. - ela me chamou de volta. - não vai querer meu endereço? - fechei os olhos e deixei a cabeça pender para frente, logo ela voltou trazendo outro papel com o endereço anotado. - se comporta. - avisou antes de me entregar o mesmo. - Você também. - falei. - nada de ficar agindo feito um baitola. Uma meia hora depois eu estava chegando na casa dela, fiquei um tempo parado na calçada tomando coragem de entrar, por fim segui até a porta e toquei a campainha, logo um moleque veio me atender. - Olha quem apareceu. - ele falou surpreso. - MÃE, A SUA FILHA PRÓDIGA VOLTOU. - gritou em seguida. - Milena! - logo a senhora apareceu e já correu para me abraçar, fiquei totalmente estático e sem reação. - onde você estava? Achamos que tinha sido sequestrada. - a única coisa que eu conseguia pensar enquanto ela falava era: que mulherão é esse? Uma coroa enxuta dessas eu traçava sem pensar duas vezes. - fala alguma coisa Milena. - Eu to bem. - E porque sumiu o dia todo? - Pelo estado dela parece até que estava dormindo numa lixeira. - o garoto falou. - Micael! - Cala a boca moleque. - falei e os dois me encararam confusos, é sério que a chatinha não mandava ninguém calar a boca de vez em quando? Isso vai ser legal! Só que não. - Isso é por causa do Cauã não é? - É ... É sim. - concordei. - A minha filhinha. - ela acariciou meu rosto. - isso vai passar, prometo que seu pai vai dar uma dura naquele irresponsável. - apenas balancei a cabeça concordando, a menina ainda precisava que o papai a defendesse? Quantos anos ela tem? Cinco? Me segurei ao máximo para não cair na risada. - Acho que vou subir. - eu disse afim de sair daquela conversa. - preciso de um banho. - Ô se precisa! - Micael se meteu. - Vai lá querida. - a senhora concordou. - eu vou preparar um lanchinho para você e já levo lá no seu quarto. - Tudo bem. - concordei, achar a escada que dava para o segundo andar foi fácil, o difícil no caso era descobrir qual das várias portas era o quarto da Milena, comecei a abrir uma por uma. - Ta procurando o que? - levei um susto ao ouvir a voz do Micael. - Nada! - Tu ta muito estranha. - E você ta se metendo muito na minha vida. - falei irritado, o garoto não disse nada mas pareceu intrigado com o meu jeito, eu teria que tomar mais cuidado com aquele pivete, em seguida ele abriu uma das portas e entrou, continuei a procurar o quarto, era o último do corretor, assim que abri a porta minha visão já doeu de tanto rosa que tinha na minha frente, minha cabeça latejou, até quando eu teria que viver nessa tortura senhor?
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