Cap 14

658 Palavras
“ Você pode mudar o que faz, mas não pode mudar o que quer.” O homem empurrou Hana contra a parede a colocando de costas para si. Mordiscou a sua orelha e sussurrou em seu ouvido: — Gostosa… Apalpou o seu corpo sem pudor e esfregou a sua ereção sobre ela. Hana se virou e disse: — Me solte seu filho da p**a e… O homem a empurrou novamente contra a parede. Hana sentiu o supercílio se abrir e começar a sangrar. Por um momento, lembrou do que tinha acontecido há dois anos e ficou com medo. Sentindo que ela ficou quieta, o homem sorriu. Lambeu o seu pescoço e sussurrou: — O Oyabun não vai se importar se eu comer a sua b*******a antes… Hana fechou os olhos. Ele era muito maior do que ela, e já tinha a imobilizado. Se entregou ao seu destino, talvez fosse melhor a fazer, só orava para que ele a matasse depois. — Boa garota, eu gosto assim e… mas antes que ele pudesse terminar de falar, um barulho tomou conta do lugar. Bang O barulho de tiro ecoou pelo local. Hana virou assustada e apenas conseguiu ver as costas do homem que atirou no outro. Sentiu todo o seu corpo estremecer e a adrenalina tomou conta de si. A vista escureceu e acabou desfalecendo devagar, mas antes de seu corpo encontrar o chão, sentiu braços fortes a envolverem, e um perfume familiar adentrar suas narinas. Sorriu, talvez o seu anjo tivesse enfim a encontrado. Alexandrovich se aproximou de Nikolai e perguntou: — Esta tudo bem? — E a outra? – perguntou Nikolai olhando seriamente para o amigo. — Está com Maksin. – respondeu Alexandrovich apenas analisando a cena do seu Pakhan com a garota nos braços. Nikolai olhou para o amigo e falou: — Traga o carro. O moreno não disse nada, e fez exatamente o que o loiro pediu. Nikolai segurou Hana nos seus braços. Olhou o pequeno corte no supercílio e ficou furioso. A franja delicada cobria os seus olhos, o loiro acariciou o local com delicadeza, apenas para poder olhar melhor para ela. O carro se aproximou e ele retirou a mão abruptamente, mas não passou despercebido por Alexandrovich, que permaneceu calado. Os dois entraram no carro e Alexandrovich perguntou: — Para onde? — Minha casa! Alexandrovich apenas sorriu ladino e obedeceu o comando do seu Pakhan. ✲ ✲ ✲ Dentro do carro, Nikolai apenas observava Hana adormecida em seus braços. Sentir o calor e o perfume da mulher tão próximo de si, era como uma droga para um viciado: Excitante. Durante esses oitos dias, ele não conseguiu tirar a mulher de seus pensamentos. Buscava por ela em outras mulheres, mas não encontrava. Ele procurava entender como um gesto simples foi capaz de fazer com que todas as barreiras que ele construiu fossem derrubadas de uma hora para outra. Nunca permitiu que uma mulher lhe olhasse nos olhos. Com ela, ele não apenas permitiu, como também a olhou com intensidade. Nunca beijou na boca de uma mulher, nem nunca havia sentido vontade antes, mas com ela, não teve um momento sequer que ele não desejou beijar os lábios carnudos da garota, inclusive agora mesmo. Ficou tão desnorteado, fascinado, enlouquecido, que pediu para Alexandrovich descobrir tudo sobre ela. E as coisas que descobriu, o deixaram ainda mais furioso. Ver aquele homem tocando nela, foi demais para ele. Sentiu vontade de o matar de maneira lenta. Queria ver ele implorando por sua vida, mas não podia fazer isso, pelo menos não no local onde estavam. Então, um tiro no meio da testa, teve que bastar. Fechou os olhos e levou o rosto até a curvatura do pescoço dela. Seu perfume era demasiadamente viciante, sua pele era quente e macia. Sentiu seu corpo se ascender. O seu p*u endureceu…ele precisava dela. Ela seria dele e de mais ninguém, e se fosse preciso matar o líder da Yakuza, ele faria.
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