Cap 13

555 Palavras
Rebateu a garota de olhos perolados, fechando o registro e se secando rapidamente. Pensar no homem misterioso estava se tornando um vício e ela não queria se viciar no desconhecido. Não, ela jamais poderia se aventurar por esse caminho e em nenhum momento da sua vida, se permitiria amar alguém. No fundo, Hana sempre desejou viver um grande amor, amar um homem honesto, gentil que a amasse imensamente. Entretanto, o único homem digno de admiração era o seu falecido irmão, que ao lado da esposa teve sua vida ceifada por resgatá-la das mãos do demônio da Yakuza. O primogênito que ceifou a vida de seus irmãos e seu pai para assumir a posição de Oyabun, Yuzuru Kobayashi. Yuzuru tinha muitos planos depois que avistou Hana Yokoyama, ele a cortejou de maneira galanteadora e após algumas rejeições ele resolveu comprá-la de seu pai, que sem esforço ou relutância a vendeu por uma pequena fortuna. Toshiro Yokoyama entregou sua filha, nas mãos do demônio de olhos acinzentados e fios platinados. Deixando tais pensamentos com os olhos marejados, a garota de olhos azuis quase perolados, se vestiu e penteou seus fios rapidamente. Ao abrir a porta do teatro observou a cena diante dos seus olhos, Anastacia dentro do carro lutando contra um homem alto de roupas pretas. A garota não hesitou dando um passo adiante de seus olhos, mas infelizmente a jovem foi interceptada por um homem alto, braços fortes e fios marrons. — Ano yakuza no baishunpu o mitsukeru no wa taihendatta. [Foi difícil de te encontrar p*****a da Yakuza.] – O homem disse fitando Hana que estremeceu, os olhos saltaram de medo e pavor. O cheiro característico fez a mente de Hana relembrar dias que queria apagar eternamente de sua mente, ele possuía o mesmo perfume do local onde ficou trancafiada no Japão. — Demo shinpaishinaidekudasai, mōsugu ie ni modorimasu. Watashitachi ga issho ni sugoshita jikan wa anata no kioku ni eien ni kizama remasu, soshite watashi wa anata o oyabun ni hikiwatashimasu. [Mas não se preocupe, agora você voltará para a sua casa. O tempo que passaremos juntos ficará impregnado eternamente na sua memória e depois, eu te entregarei ao Oyabun.] — AHHHHHHHHHHH! – Anastácia gritou e o grito fez Hana recobrar os movimentos de seu corpo que tremia de pavor internamente. A garota correu na direção do carro da amiga, mas infelizmente o homem empurrou Hana contra a parede a colocando de costas para si. Mordiscou a sua orelha e sussurrou em seu ouvido: — Oishī… [Gostosa…] Apalpou o seu corpo sem pudor e esfregou a sua ereção sobre ela. Hana se virou e disse: — Watashi o tebanashite kudasai, kono kuso yarō, soshite... [Me solte seu filho da p**a e…] – Grunhiu Hana. O homem a empurrou novamente contra a parede. Hana sentiu o supercílio se abrir e começar a sangrar. Por um momento, lembrou do que tinha acontecido há dois anos e ficou com medo. Sentindo que ela ficou quieta, o homem sorriu. Lambeu o seu pescoço e sussurrou: — Oyabun wa sakini omanko tabetemo kamawanai yo! [O Oyabun não vai se importar se eu comer a sua b*******a antes!] – Hana fechou os olhos. Ele era muito maior do que ela, e já tinha a imobilizado. Se entregou ao seu destino, talvez fosse melhor aceitar de uma vez por todas.
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