“ Números para contas, palavras para senhoras, mãos para os amigos e balas para os inimigos.!
O poderoso chefão
DOIS ANOS ATRÁS.
✲ ✲ ✲
Tóquio-Japão
Kabukicho - Sede da Yakuza
[20:35 p.m]
— Gosta de provocar, não é, minha princesa? - A mão grande segurou o meu pescoço pela frente e o rosto dele ficou na lateral do meu, o hálito quente cheirando a Whisky resvalou na minha pele.
— O senhor pode fazer o favor de me soltar? - Me mantive imóvel e com as mãos erguidas, sem tocá-lo. Estava assustada, mas não cederia. E a não ser que ele me pegasse à força, não aceitaria.
— Vai dizer que se eu colocar os dedos no meio das suas pernas agora, não vou encontrar você pingando? - me senti suja, e tive medo do que ele pudesse fazer comigo.
— Eu tenho nojo de você. – cuspi na sua cara com toda a força que eu ainda possuía. Não iria me entregar, não sem lutar antes. Yuzuru me olhou friamente, sorriu ladino e limpou o rosto, lambendo os dedos em seguida. Aquilo me deixou apavorada. Se aproximou de mim e segurando em meu queixo com força disse olhando nos meus olhos:
— Agora vou ensinar como uma v***a da sua laia deve se comportar quando um cara como eu resolve lhe dar a honra de ser bem fodida! - Ele me jogou contra a parede e eu gemi. Senti o sangue escorrer da minha testa. Ele bateu forte, me fazendo gritar. Minha cabeça doeu com a força da pancada contra a superfície dura.
— Me solte, seu filho da p**a! - Espalmei as mãos na parede e empurrei, ganhando um pouco de espaço.
Ele me virou e deu o primeiro soco no meu rosto, me fazendo gritar novamente.
— Grite o quanto quiser, vagabunda. Não tem ninguém para salvar o seu r**o. O filho da p**a do seu pai, te vendeu para mim, e você agora é meu brinquedinho particular.
Ele deu um soco no meu estômago e segurou meus cabelos, os puxando para trás e fazendo a minha cabeça bater na parede novamente. A pancada me deixou zonza e desnorteada, fazendo minha visão ficar turva.
— Por favor. Pare! Não me machuque. - O bastardo riu.
Ele agarrou os meus cabelos e me jogou no chão. Senti os meus joelhos e mãos machucados quando ele me arrastou pelo chão do quarto, me jogando contra a parede do quarto.
— Agora você me deixou irritado, v***a. Tinha planos de deixar você viva depois de f***r cada buraco desse corpinho. Ia te fazer minha única concubina. A mulher que ia governar o meu império e ser a mãe dos meus filhos. Mas, agora, vou acabar com a sua vida também.
Ele me deu um tapa no rosto que fez a minha cabeça virar muito rápido, batendo a lateral na parede novamente. Gritei o mais alto que meus pulmões aguentaram e gritei de novo quando ele usou uma faca para cortar minha blusa.
Meus s***s pularam livres e ele riu, lambendo os lábios, com um olhar faminto. O estapeei e esperneei tanto quanto pude, tentando me livrar, mas pareceu que o deixei mais instigado e determinado a me possuir.
Minha calça jeans foi cortada na parte da frente e ele estava próximo de cortar de cortar a minha calcinha, quando ouvi um estrondo alto. Ergui o rosto e vi os olhos dele arregalados, olhando para mim antes de começar a engasgar com o próprio sangue.
O i****a me soltou e deu alguns passos para trás com as duas mãos apertando o ferimento no ombro, tentando estancar o sangramento.
— Seu filho da p**a! – ele gritou.
Cobri a boca com as mãos e escorreguei pela parede, caindo sentada no chão sujo, completamente esquecida da minha nudez e dos machucados que Yuzuru provocou com sua violência. Olhei para o lado e vi meu irmão. Yosuke segurava uma arma nas mãos e gritava palavras que eu não compreendia. Senti um braço puxando o meu corpo e vi que era a minha cunhada. Foi quando eu voltei a si entendendo o que de fato, tinha acabado de acontecer. Yosuke e Akira foram me buscar. Saímos os três e Yuzuru apenas analisava nossos movimentos. Um sorriso macabro surgiu em seus lábios e apenas escutei a última palavra que ele proferiu antes de sair de sua visão.
— Nos veremos em breve!
Uma semana depois, fugi do Japão. Peguei um voo para a Rússia, onde começaria uma nova vida. Descobri depois de quinze dias, que Yuzuru tinha matado o meu irmão e a minha cunhada. Até hoje, convivo com a dor de carregar as mortes dele nas costas. Se eu tivesse cedido, será que eles hoje estariam ainda vivos? Meu pai morreu de overdose. São lembranças tão dolorosas que por mais que eu tente esquecer, elas sempre me perseguem . Olho novamente para o meu relógio, e vejo que já está quase na hora do meu voo. Não vejo a hora de chegar em casa. Tem noites, que acordo de um pesadelo. Um pesadelo em que Yuzuru me encontra e faz cumprir o que ele me disse naquele dia. Acho que nunca conseguirei viver uma vida normal.
"Última chamada para o voo de Paris para Moscou. Embarque em cinco minutos no portão F. " – Me levanto e vou até o local.
Hora de voltar para casa.