Patrícia Narrando Continuação Quando a BMW parou em frente ao prédio imenso de frente pra praia de Copacabana, eu achei que Martelo estava brincando comigo. Não fazia sentido. Eu, que até poucas semanas atrás não tinha pra onde ir, fugindo de um louco, agora estava parada ali, com um homem que comandava um dos morros mais temidos do Rio, abrindo a porta do carro pra mim como se fosse cena de filme. O porteiro me cumprimentou de cabeça baixa, como se soubesse muito bem quem era Martelo ou melhor, quem ele representava. Subimos no elevador panorâmico, e eu via as luzes da orla ficando menores, o mar refletindo como um espelho. Meu coração batia forte, não de medo, mas de expectativa. Quando as portas se abriram, um cheiro delicioso me envolveu. O perfume de comida caseira, misturado co

