Riba Narrando Sexta-feira. O dia já começou com barulho no morro. Moto subindo, rádio chiando, vapor gritando senha nos becos. Era assim, o Alemão nunca dormia de verdade. E eu, como Sub do morro, tinha que tá em cima de cada detalhe. Levantei antes do sol nascer, ainda com o cheiro da Bianca grudado em mim. A mulher dormia pesada, toda largada na cama, cabelo espalhado no travesseiro, boca entreaberta… parecia uma santa, mas eu sabia bem a onça que ela era. Ri sozinho, dei um beijo rápido na testa dela e fui pro corre. No galpão já tinha meia dúzia de moleques esperando. Os vapores novos que eu estava treinando. Não adiantava só dar fuzil na mão se não soubessem segurar, acabava morrendo fácil, e aqui a gente não brincava com vida. — Bora, tropa! — bati palma. — Hoje o bagulho vai ser

