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1473 Palavras

Kayra Arslan Faruk me deixa sozinha no closet enquanto termino de me vestir. Ele já está pronto, sai pisando firme no chão, e eu aproveito o silêncio para respirar fundo. Ainda sinto o peso da conversa que tivemos no banheiro, sobre os homens do Sul rondando o Leste, observando, já sabendo que as armas chegaram. Isso não é um bom sinal. Eu entendo ele! A minha cabeça não para. Eu sei que a situação pode ter apenas duas explicações: ou temos um informante dentro das nossas próprias terras, alguém que se vendeu, como tantos já fizeram… ou a Síria deixou escapar alguma informação. Nada disso me surpreende. Informantes sempre se disfarçam, sempre se vendem para quem paga mais. Eles fingem fidelidade, mas basta um bolo gordo de dinheiro ou uma promessa maior que tudo muda. Eu já vi isso acon

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