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1318 Palavras

Faruk Arslan O sol já nasceu, mas o ar ainda guarda aquele frescor da madrugada. Eu e Kayra estamos no pátio, lutando como sempre. Nada me desperta tanto quanto sentir o corpo dela em combate contra o meu. Kayra tem um jeito único de lutar. Parece que nasceu para isso, que cada golpe e cada esquiva fazem parte do corpo dela do mesmo modo que respirar. Ela avança com velocidade e, num movimento ágil, me derruba no chão. O impacto ressoa no meu corpo, mas nem dá tempo de reagir. O punho dela atinge o meu rosto e, antes que eu recupere o ar, ela me paralisa na cintura com a perna e acerta outro soco. — Boa! — Ela diz, o olhar firme, o peitö subindo e descendo com a respiração acelerada. Eu sorrio, mesmo com a dor pulsando. Não vou deixar barato. Seguro a perna dela e, com uma rotação br

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