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1454 Palavras

Kayra Arslan Já passa das nove da noite quando fecho o zíper da jaqueta. O quarto está silencioso, apenas o som ritmado da minha respiração se mistura com o farfalhar do tecido enquanto termino de me preparar. O relógio marca cada segundo como um lembrete de que não há mais volta. Dentro de pouco tempo, estaremos em movimento. A mercadoria chegará ao depósito abandonado por volta da meia-noite à uma da manhã, e eu e Brahan precisamos estar lá cedo, vigiando o terreno antes que o caminhão chegue. Respiro fundo diante do espelho e começo o ritual final. Primeiro, coloco a pistola na frente da cintura, ajustando o peso frio contra o meu corpo. Depois, pego mais duas armas e prendo na parte de trás, uma de cada lado. As duas facas vão nas pernas, escondidas por dentro das botas. Elas ficam

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