Kayra Arslan O fim da tarde cai pesado sobre os fundos da mansão. O céu ainda guarda tons alaranjados, mas já começa a escurecer bem rápido, e o ar fresco da noite vem chegando. Estou sozinha, como gosto nesses momentos. Não há barulhos de vozes, apenas o som ritmado da minha respiração e o impacto dos meus pés contra o chão enquanto treino. Dou um soco no ar, giro o corpo e deslizo o pé para frente, repetindo os movimentos de ataque. Faço isso várias vezes, sem pressa, mas com precisão. Cada golpe que dou carrega a tensão acumulada dos últimos dias. Não falta muito. São apenas poucos dias para o ataque, e eu consigo sentir isso correndo pelas minhas veias. Tanto eu quanto Faruk, Brahan, Baruk e todos os soldados respiramos o ar da guerra como se fosse oxigênio. A intensidade aumentou

