📍 NARRADO POR AMARA A porta bateu atrás dele com aquele estalo seco de realidade voltando. Fiquei parada no meio da sala, ainda com a pele quente, o cheiro dele grudado no meu pescoço, e os músculos lembrando de cada toque como se fossem cicatriz de prazer. A casa tava silenciosa. Silêncio de ninho recém-habitado, silêncio de lar que ainda tá aprendendo a ser nosso. Do lado da geladeira, Ragnar já mastigava a ração com aquele barulho ritmado de bicho feliz. Abanei a cabeça e sorri de canto, ainda tentando digerir o tanto de coisa que tinha vivido nas últimas horas. Fui até a cozinha, abri a torneira, enchi um copo d’água e bebi em silêncio. O corpo ainda meio zonzo, meio alerta. O tipo de exaustão boa, aquela que vem depois de uma guerra vencida na carne. Subi pro banheiro. Tirei a r

