capítulo 95 Regina

1024 Palavras

📍 NARRADO POR REGINA O mundo não era mais mundo. Era um cubo úmido, escuro e frio. Parede de pedra. Chão duro. Ar que cheirava a ferrugem e esquecimento. E eu ali — jogada como bicho ferido, com o rosto grudado no concreto gelado, o sangue secando na testa e a alma tremendo. Os dois brutamontes me arrastaram pelos braços como se eu fosse saco de lixo. Jogaram meu corpo sem cerimônia, como quem despeja entulho, e fecharam a grade com o estrondo de sentença. Não teve palavra. Só o tranco da porta e a voz do Ney cuspindo por cima: — “O Terk mandou um recado… ‘a coleira tem dono’.” Depois disso, silêncio. Nem o som de passos indo embora. Nem voz de consolo. Nem o eco da minha própria raiva. Só o escuro. Só o peso do que ia começar. Me arrastei devagar até o canto. Cada múscul

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