Catalena abriu os olhos devagar. A claridade da UTI a fez piscar algumas vezes antes de reconhecer o que via. Alejandro estava ali, deitado na poltrona ao lado da cama, o corpo curvado, a cabeça apoiada perto da dela. Ela ergueu a mão com dificuldade e passou os dedos pelos cabelos dele, o toque leve, como quem ainda confirmava que ele era real. — Ei... meu amor, você acordou — Alejandro disse, erguendo o rosto de repente, a voz tomada por alívio. — Oi... — ela respondeu, a voz fraca, mas doce. — Oi, meu amor... como você está? Ele respirou fundo, como se precisasse soltar todo o medo que segurava havia horas. — Bem. Um pouco tonta, talvez... mas bem. E meu filho, Alejandro? Ele segurou a mão dela entre as suas. — Está bem. Nasceu saudável. Só está na incubadora por precaução. Ikal

