A festa não se prolongou. Matteo decidiu a hora de sair sem anunciar, sem justificar, e ninguém ousou questionar. Bastou um aceno curto, uma mão firme na minha cintura, e fomos conduzidos de volta ao carro como se aquele tivesse sido sempre o único desfecho possível. Até esse momento, enquanto estive ao lado dele, tudo tinha sido educado. Demasiado educado. Sorrisos contidos, elogios vazios, mulheres que me olhavam de alto a baixo e depois desviavam o olhar com falsa cordialidade, como se a presença dele funcionasse como um aviso silencioso. Ao lado do Don, eu era intocável. Um território marcado. Mas houve instantes, breves demais para chamarem atenção, em que ele se afastou para cumprimentar alguém, em que fiquei sozinha por segundos que pareceram longos. E nesses segundos, as máscara

