O carro parou diante da entrada iluminada. Música suave escapava pelas portas abertas, misturada com o som de vozes, risos, taças a tilintar. Um evento grande. Importante. A fachada estava decorada com flores brancas e douradas, luzes quentes projetadas com cuidado para impressionar. Festa. Foi isso que pensei. O motorista desceu primeiro, abriu a porta, e Matteo saiu sem pressa, postura impecável, presença dominante. Estendeu-me a mão sem olhar, um gesto automático, como se já soubesse que eu a aceitaria. Aceitei. Só quando pisei o chão é que vi o letreiro. Parabéns aos noivos. O ar pareceu desaparecer dos meus pulmões. O sorriso congelou-me no rosto por reflexo, aprendido, automático, enquanto os olhos percorriam o espaço à frente, tentando compreender o que o corpo já tinha ent

