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DOIS AMORES, UM DESASTRE

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família
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Sinopse

Tatiana nunca conseguiu escolher entre pizza e hambúrguer, verão ou inverno, salto ou tênis.Então, quando a vida colocou dois homens incríveis no caminho dela, sua solução foi simples:Não escolher nenhum.Nem preciso dizer que foi aí que os problemas começaram.De um lado está Lorenzo, rico, elegante e tão organizado que provavelmente tem uma agenda para organizar a própria agenda. Do outro está Rocco, fotógrafo, motociclista e dono de uma filosofia de vida baseada em "vamos ver no que dá".Agora Tatiana vive uma rotina digna de agente secreta: dois celulares, duas versões da própria personalidade, desculpas inventadas na velocidade da luz e um estoque infinito de mentiras criativas.O plano era perfeito.Até o universo resolver dar risada.Quando Lorenzo e Rocco começam a aparecer nos mesmos lugares, o caos vira atração principal. Entre encontros quase desastrosos, coincidências suspeitas, ciúmes, confusões e uma quantidade alarmante de vergonha alheia, Tatiana percebe que manter dois namorados pode ser mais difícil do que sobreviver a um reality show.Porque amar já é complicado.Amar dois ao mesmo tempo?É praticamente uma profissão de risco.Uma comédia romântica leve, divertida e completamente sem juízo sobre amor, escolhas duvidosas e as consequências hilárias de tentar viver o melhor dos dois mundos.

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PRÓLOGO
EU JURO QUE NÃO FOI DE PROPÓSITO (E OUTRAS MENTIRAS QUE CONTO PARA O MEU TERAPEUTA) Se existe uma pessoa neste planeta que merece um prêmio internacional por tomar as decisões mais questionáveis e desastrosas da história da humanidade, essa pessoa sou eu. E não estou falando de um troféu pequeno, daqueles de plástico pintados de dourado que a gente ganha em gincana de colégio. Estou falando de uma estátua gigante. Uma escultura de bronze maciço. Daquelas que ficam bem no centro da praça principal da cidade, com direito a placa comemorativa e inauguração pelo prefeito, para que absolutamente todo mundo possa apontar o dedo, rir e dizer: "Ali está Tatiana. A mulher que conseguiu transformar a própria vida em um incêndio florestal de proporções catastróficas, e ainda jogou gasolina só para ver as chamas mudarem de cor." Antes que você comece a me julgar com severidade e me rotular como uma ninfomaníaca descontrolada, quero deixar uma coisa muito clara: eu não acordei em uma bela manhã ensolarada, espreguicei-me na cama e pensei: "Sabe de uma coisa? Acho que hoje vou arrumar dois namorados simultâneos, t*****r com ambos em dias alternados e destruir completamente a minha sanidade mental." Não. Eu sou problemática, admito. Mas não chego a esse nível de vilania calculista. E já que estamos colocando todas as cartas na mesa e a minha moralidade está sendo questionada, vamos tirar o elefante da sala. Eu não sou virgem. Pelo amor de Deus, eu tenho vinte e quatro anos de idade. A minha virgindade morreu, foi enterrada e cremada há muito tempo. Mas não pense que foi um evento mágico, com pétalas de rosas na cama e gemidos ensaiados de cinema. Foi uma tragédia grega. Perdi a virgindade aos dezoito anos no banco traseiro de um Fiat Uno, com um garoto chamado Cláudio, que usava meias soquete brancas com sapatênis e tinha o carisma de uma porta de armário. Foi um desastre anatômico. Estava chovendo, os vidros do carro embaçaram, e ele estava tão nervoso que não conseguia encontrar o buraco certo. Quando finalmente conseguiu me penetrar, eu bati a cabeça com tanta força no vidro da janela que fiquei tonta. Durou exatos três minutos e quarenta segundos. Ele gozou, pediu desculpas, teve uma câimbra na panturrilha direita e começou a chorar. Eu tive que massagear a perna dele enquanto vestia a minha calcinha no escuro, questionando se o sexo se resumia àquela miséria. Durante anos da minha vida, o sexo foi medíocre. Eu transava por educação. Fingia orgasmos olhando para o teto e calculando mentalmente a lista de compras do supermercado. Isso explica, em grande parte, o meu problema atual. Porque depois de uma vida inteira comendo pão seco, o universo decidiu me jogar em um banquete com dois pratos principais absurdamente suculentos. E eu, faminta, perdi completamente o controle. Aconteceu aos poucos. De forma insidiosa. Um passo em falso de cada vez. Quando eu finalmente percebi a magnitude da confusão em que estava metida, já era tarde demais. Muito tarde. Tarde do tipo "o Titanic já afundou, os corpos estão boiando e eu ainda estou no convés procurando o meu batom". E quer saber qual é a pior parte? Eu tinha plena consciência de que aquilo terminaria em um mar de merda. O meu instinto de autopreservação gritava todos os dias. Eu só não imaginava que terminaria tão m*l. Talvez eu deva começar pelo começo. Ou, no mínimo, pelo dia em que tudo começou a desmoronar oficialmente. Que foi em uma quinta-feira. Porque colapsos nervosos nunca acontecem em dias convenientes. — Tatiana, você está me ouvindo, c*****o? Pisquei repetidas vezes, forçando minha mente a fazer a viagem de volta para o planeta Terra. Olhei para Bianca, que estava sentada na minha frente. Depois olhei para a minha xícara de café. Depois para a tela do meu celular. Depois para o rosto de Bianca novamente, que exibia uma expressão que misturava exaustão profunda e vontade de cometer um homicídio doloso. — Claro que estou. — O que eu acabei de falar, então? — Muitas palavras. Formando frases complexas. — Eu te odeio. — Também te amo profundamente. Bianca fechou os olhos com força. Respirou fundo, enchendo os pulmões como se precisasse de todo o oxigênio do estabelecimento para manter a calma. Tomou um gole do seu café. Respirou de novo. Minha melhor amiga fazia essa sequência de respiração com uma frequência alarmante quando estava na minha companhia. — Você está olhando para a tela desse celular há exatos vinte minutos. — Estou ocupada. — Fazendo o quê, exatamente? — Gerenciamento de crise. — Qual crise desta vez? — Todas. Um compilado delas. Ela estendeu a mão por cima da mesa, com a palma virada para cima. — Me dá o aparelho. — Não. — Tatiana. — Bianca. — Me dá o celular agora. — Isso é uma ditadura. — Me dá a p***a do celular. Entreguei. Contra a minha vontade. Ela desbloqueou o aparelho, olhou para a tela e, em uma fração de segundo, colocou a mão na própria testa, balançando a cabeça em total descrença. — Meu Deus do céu. — O que foi? — Você tem dois celulares na bolsa. — Sim, eu sei. — Dois. — Eu fui alfabetizada e sei contar até dois, Bianca. — Em um deles, o número está salvo como "Trabalho". — Sim. Organização é tudo. — E no outro aparelho, o número está salvo como "Trabalho Urgente". — Isso se chama estratégia de comunicação. — Isso se chama sociopatia. — Eu diria que é planejamento. — Isso é um crime. Você é uma fraude. — O código penal ainda não me notificou sobre namorar demais. Bianca apontou o dedo indicador na minha direção, com os olhos arregalados. — Você vai acabar na cadeia. — Dramática. — Você está fodendo dois homens ao mesmo tempo! — Tecnicamente... — Não. — O quê? — Não existe "tecnicamente" quando você tem dois pênis diferentes marcados na sua agenda semanal! — Existe sim, se você analisar o contexto... — Não existe contexto para a p*****a deliberada! — Existe. — Não. — Existe. — Você tem quase trinta anos de idade! — E daí? — E ainda discute exatamente igual a uma criança! Cruzei os braços e me afundei na cadeira. Bianca me conhecia desde os nossos quinze anos. Ela sabia de absolutamente tudo. Sabia do trauma do Fiat Uno. Sabia das minhas crises. Minha dignidade já estava morta e enterrada há muito tempo com ela. Mas, mesmo com todo o meu currículo de constrangimentos, até ela parecia genuinamente assustada com o tamanho da situação atual. E, sendo muito sincera? Eu também estaria no lugar dela. Na teoria, tudo era de uma simplicidade reconfortante. Escolha um dos dois. Siga em frente com a sua vida. Fim da história. Na prática... Na prática, existiam Lorenzo e Rocco. E esse era o epicentro do meu problema anatômico e emocional. Lorenzo era o tipo de homem que parecia ter saído diretamente de uma propaganda milionária. Impecavelmente bonito. Elegante ao extremo. Inteligente. E absurdamente rico. Daquele tipo de riqueza obscena. Quando conheci Lorenzo, jurei que ele seria um indivíduo arrogante. A culpa era do terno sob medida que ele vestia. Mas fui surpreendida. Ele era profundamente gentil. Paciente. E de uma responsabilidade que beirava a loucura. Ele lembrava das minhas consultas médicas, dos meus horários, de tudo. Uma vez reclamei de uma leve dor nas costas, e no dia seguinte ele mandou entregar uma almofada ortopédica importada na minha casa. Na cama, Lorenzo era um engenheiro da perfeição. Ele não transava; ele conduzia uma sinfonia. Ele mapeava o meu corpo como se eu fosse um território inexplorado e ele fosse o dono da bússola. Ele sabia exatamente onde tocar, com que força e em qual ritmo. Ele adorava preliminares demoradas, contato visual intenso e me fazia gozar tantas vezes seguidas que eu chegava a esquecer o meu próprio nome. Ele era dedicado, intenso e fazia questão de me ver completamente desfeita nos lençóis de algodão egípcio dele. Com Lorenzo, o sexo era luxuoso. Eu me sentia venerada. E então, para f***r com o resto do meu juízo, apareceu Rocco. Conheci Rocco caindo no asfalto. Eu estava correndo desesperada para atravessar uma rua com sapatos de salto alto, tropecei de forma espetacular e perdi completamente o equilíbrio. Fui salva por um homem gigantesco, que cheirava a couro, tabaco e suor masculino. Ele agarrou a minha cintura antes que eu esmagasse a cara no chão. — Você está viva? — a voz dele era rouca. — Acho que sim. — Tem certeza absoluta? — Nenhuma. — Ótimo. Pessoas confusas costumam ser mais interessantes na cama. Foi a primeira frase que ele me disse. Ele não perguntou o meu nome nem se eu havia me machucado. E eu, feito uma i****a sedenta, ri. Esse foi o meu primeiro erro. O segundo foi aceitar um café com ele. O terceiro foi deixar que ele me prensasse contra a parede do banheiro do café e enfiasse a mão por baixo da minha saia. Depois disso, perdi a conta. Rocco era o caos destilado. Ele acordava sem ter a menor ideia do que faria durante o dia. Não planejava nada. Mudava de rota no meio do caminho. E, na cama... Meu Deus. Rocco era um animal. Se Lorenzo era uma sinfonia, Rocco era um assalto a banco. O sexo com ele era selvagem, apressado, urgente. Ele não pedia licença. Ele me jogava contra paredes, puxava o meu cabelo, rasgava as minhas meias-calças. Nós transamos no banco da moto dele, em becos escuros, em escadas de incêndio. Ele me penetrava com tanta força e fúria que eu ficava com as pernas trêmulas e doloridas por dias. Com Rocco, era atrito, suor e t***o bruto. Ele me fazia gritar palavrões e implorar por mais. Esse era o problema insolúvel. Rocco me fazia sentir um fogo incontrolável e primitivo. Lorenzo me dava a segurança e orgasmos milimetricamente calculados. O meu cérebro defeituoso e a minha libido reprimida decidiram que eu não conseguia viver sem os dois. Eu estava vivendo uma vida dupla de orgasmos extraordinários, mas caminhando diretamente para o precipício. — Você vai tomar uma decisão quando? — Bianca perguntou novamente, cortando as minhas lembranças sexuais. — Em breve. — Você repete essa frase há meses. — Porque eu ainda não estou pronta para escolher qual p*u eu vou cortar da minha vida! — Você nunca estará pronta. Você é gulosa e indecisa. Ela estava certíssima. Eu odiava escolher. Escolher significava perder. E eu não queria abrir mão de nada. Então eu adiava. Até que o universo decidiu parar de me esperar. A verdadeira catástrofe começou oficialmente em uma sexta-feira. Porque as sextas-feiras são dias traiçoeiros. Você acorda feliz, com uma falsa sensação de controle. E, de repente, você se encontra chorando dentro de um banheiro em um shopping center. O cronograma do apocalipse foi o seguinte: Às oito da manhã, Lorenzo me enviou um buquê magnífico de flores para o escritório com um cartão extremamente romântico. Às nove da manhã, Rocco me enviou um áudio descrevendo, em detalhes sujos e perversos, o que ele pretendia fazer com a minha boca mais tarde. Às dez da manhã, em um momento de distração nervosa tentando equilibrar as duas conversas, derrubei café quente na minha blusa de seda. Às onze da manhã, perdi uma reunião importante. Ao meio-dia, esqueci onde havia estacionado o meu carro. Às duas da tarde, o meu coração simplesmente parou de bater. Percebi, com absoluto e puro terror, que eu havia marcado um almoço prolongado com Lorenzo e um encontro clandestino com Rocco exatamente para o mesmo horário e para o mesmo maldito bairro. Às três da tarde, comecei a transpirar frio. Às quatro da tarde, entrei em estado de negação profunda. Às cinco da tarde, eu estava com o computador aberto, pesquisando o preço de passagens aéreas sem volta para a Sibéria. Às seis da tarde, considerei forjar minha própria morte. Às oito da noite, a bomba-relógio explodiu. O universo me cobrou a conta. Mas isso... Isso é uma história para ser contada depois. Porque, antes da grande explosão que devastou a minha dignidade, existiu o silêncio. A ilusão de que eu era capaz de ser a mestra das marionetes, controlando dois homens sem que nenhum descobrisse o outro. Mal sabia eu que o destino já estava rindo da minha cara. Porque não existe absolutamente nada neste vasto universo mais perigoso do que uma mulher insaciável e indecisa tentando administrar duas mentiras gigantescas ao mesmo tempo. Especialmente quando essa mulher sou eu. Tatiana Almeida. Profissional qualificada em fazer escolhas estúpidas. Especialista em arruinar a própria vida. E protagonista involuntária do maior e mais escandaloso desastre romântico que a história já presenciou. NOTA DA AUTORA E aí, meninas! Chegamos ao fim desse prólogo absolutamente caótico, e eu preciso muito saber de vocês: o que acharam dessa confusão monumental que a nossa protagonista arrumou? Confessem para mim, a Tatiana tem ou não tem um dom especial, quase um talento natural, para transformar a própria vida amorosa em um verdadeiro incêndio? 😂 Agora, eu quero propor um desafio e colocar as cartas na mesa para vocês. Vamos imaginar que vocês caíram de paraquedas exatamente no lugar da Tatiana, no meio desse fogo cruzado maravilhoso e desesperador. Se vocês tivessem que tomar essa decisão impossível hoje, quem vocês levariam para casa? Pensem bem, porque a disputa é pesada! De um lado do ringue, nós temos a tentação em forma de terno italiano sob medida: LORENZO. O nosso empresário implacável de 32 anos. Ele é a própria personificação do controle, da elegância e da segurança. Aquele homem estrategista, protetor, dominador e inabalável. Frio por fora, mas de uma intensidade absurda por dentro. Ele garante o seu futuro, resolve todos os seus problemas num estalar de dedos e já avisou que não perde e não abre mão do que é dele. É para quem ama um CEO possessivo que te trata como uma verdadeira rainha e planeja cada segundo da sua vida. Mas, do outro lado do ringue, a gente tem o furacão em forma de adrenalina pura: ROCCO. O nosso fotógrafo de rua e criador de conteúdo de 29 anos que vive o hoje como se não houvesse amanhã. Ele é o caos perfeito, intenso, provocador e imprevisível. Aquele homem todo tatuado, que vive sobre duas rodas, odeia regras e tem aquele sorriso cafajeste capaz de destruir o restinho de bom senso que ainda sobrou na sua mente. Ele te oferece liberdade, aventura e aquele tipo de beijo urgente que faz qualquer mulher perder completamente o juízo e esquecer até o próprio nome. A pergunta de um milhão de dólares é: E você? Ficaria com a segurança, o luxo e a proteção do Lorenzo, ou jogaria tudo para o alto para viver a adrenalina, o perigo e a intensidade do Rocco? Conta aí para mim nos comentários! Qual dos dois já roubou o seu coração logo de cara? Quero ver as torcidas divididas! Vocês são #TeamLorenzo 👔 ou são #TeamRocco 🏍️? Não perde tempo! Já ADICIONA NA BIBLIOTECA agora mesmo para não perder nenhuma atualização e receber as notificações no Dreame! Vem aí uma comédia romântica recheada de muito humor, muita paixão, cenas de tirar o fôlego e, claro, um desastre totalmente anunciado. Em breve, os primeiros capítulos oficiais estarão disponíveis para vocês. Preparem-se para rir até a barriga doer, suspirar pelos cantos e se apaixonar em dobro! Nos vemos no capítulo 1! ❤️🔥

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