ANELISE A casinha que o Roxo arrumou pra gente é pequena, mas bem ajeitadinha. Toda pintadinha de branco por fora e imobiliáda. Não é a Lagoa, óbvio. Mas depois de tudo, qualquer lugar que tenha paz já é luxo. Agora eu só tenho que buscar minhas coisas que ficaram na casa do meu pai. Tô na cozinha lavando umas canecas quando escuto a voz dela. Cecília: Lisaaa… Lise: Oi — respondo, enxaguando a mão e secando no pano. Cecília: Vem cá rapidinho. Chego na sala e me encosto no batente da porta. Ela tá toda encolhida no sofá e com a colcha no nariz. Lise: Que foi? Cecília: Tô com febre, eu acho… Lise: Ah não, sério? Cecília: Sim. Tô toda mole, quente... tá dando até calafrio. Vou direto na sacolinha dos remédios que tá perto da estante. Remexo, puxo uma caixa e vejo um antibiótico e

