Playboy Narrando Segunda-feira. Depois de um domingo inteiro na praia, com o pé enfiado na areia quente e o barulho do mar lavando minha mente, eu acordei mais leve. Essa era a minha vantagem. Ninguém sabia meu rosto. Eu podia andar por qualquer canto do Rio, descer pro asfalto, pegar uma onda, dar rolé em shopping, sentar num restaurante caro de frente pra areia de Ipanema e ninguém ia desconfiar que ali, sentado, tava o Playboy braço direito do Leopardo, um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. Esse era o segredo do meu anonimato: Nenhuma tatuagem chamativa, nada que entregasse. Roupa de marca quando queria, mas nada que destoasse. Até a polícia, que vivia com foto de todo mundo estampada nos jornais, não fazia ideia de quem era o verdadeiro Playboy. E eu fazia questão

