Capítulo 34

889 Palavras

Leopardo Narrando Segunda-feira. Depois de um domingo inteiro que eu me forcei a chamar de descanso, eu tava de volta à boca logo cedo. Domingo é aquele dia que a gente finge que relaxa, mas na real a cabeça não para nunca. Passei parte do tempo em casa, assistindo, fumando na piscina, parte tentando me desligar daquilo que me corrói por dentro: meu pai. Gavião. O homem que me fez ser quem eu sou, e ao mesmo tempo o inimigo que me obrigou a declarar guerra. Acordei com o sol cortando a janela, vesti um short jeans, camisa básica, kenner no pé, fuzil na bandoleira e desci. O morro já estava vivo, como sempre. Criança correndo, barraco vendendo café, a movimentação dos vapores ajeitando as coisas nos bocas. O som de rádio chiando de longe. A vida nunca para. Na sala de embolação, o ambie

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