CAPÍTULO 141 RENATA NARRANDO: A porta bateu atrás dele e eu fiquei ali, parada no meio da cozinha, com a colher de p*u ainda na mão, ouvindo o silêncio pesado que se espalhou pela casa. Vulcão saiu sem dizer uma palavra pra mim. Nem um “tô indo”, nem um “volto logo”. Só silêncio. Aquilo me doeu mais do que eu queria admitir. Respirei fundo, tentando não deixar a raiva e a tristeza me dominarem, e decidi me ocupar. Se eu ficasse parada, ia acabar chorando de novo. Comecei pela sala, recolhendo brinquedo da Ana Clara que tava jogado no canto, arrumando as almofadas, varrendo o chão. Depois fui pra cozinha, lavei a louça, passei pano no balcão, deixei tudo brilhando. Subi pro quarto dele, abri a janela pra entrar ar, arrumei a cama que ele deixou bagunçada. Peguei a roupa suja que encontre

