CAPÍTULO 156 RENATA NARRANDO: Quando a gente entrou na creche, o coração já deu aquele aperto gostoso. A professora sorriu quando viu a gente junto e avisou que a Ana Clara tava terminando o desenho. Eu fiquei ali, parada na porta, observando ela de longe, toda concentrada, a língua entre os dentes e a cabecinha inclinada pro lado. Era impossível não me derreter. Mas quando ela levantou o olhar e viu a gente, soltou um gritinho de felicidade. — MAMÃÃÃE! TIO VULCÃÃÃO! Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, a pequena saiu correndo e pulou direto no colo dele. Vulcão segurou ela com uma risada alta, daquele jeito escandaloso e gostoso de ouvir. Ele girou ela no ar, e a gargalhada da minha filha encheu o lugar. — Olha só essa princesa! — ele disse, todo bobo, ajeitando o cabelinho de

