CAPÍTULO 130 MORTE NARRANDO Desci as escadas devagar, a Glock pesando na cintura e o pensamento mais pesado ainda. O barulho da moto já tinha parado lá fora, e eu sabia que era ele. Cafu. Não demorou muito e a batida seca veio na porta. — Pode entrar. — falei, firme. A porta abriu e lá estava o filho da putä. Jaqueta preta ainda aberta, capacete na mão, olhar de quem chega sem pedir licença pra nada. Cumprimentou os seguranças na entrada como se já fosse da casa e entrou tranquilo, medindo cada canto do barraco como se procurasse alguma falha. — Tá bem acomodado? — perguntei, o tom frio. Ele riu de canto. — Melhor impossível. Esse barraco aqui é grande, dá pra ficar de boa. — fez questão de olhar em volta outra vez, como se quisesse marcar que agora fazia parte do ambiente. Trinqu

