147- RENATA

996 Palavras

CAPÍTULO 147 RENATA NARRANDO: Eu entrei em casa com o peito apertado, ainda sentindo a vibração da voz do Vulcão ecoando do lado de fora. A rua já estava em silêncio, só o som distante de uns cachorros latindo, e eu fechei o portão com a mão trêmula, tentando não pensar que a Ana Clara poderia ter acordado com aquela confusão. Mas era impossível me desligar do que tinha acabado de acontecer. As lágrimas desciam sem pedir permissão, quentes, pesadas, como se cada uma carregasse um pedaço do peso que eu trazia dentro de mim. Me encostei na porta, desabei ali mesmo, sem força pra dar mais nenhum passo. Eu sabia que ele tava com raiva, que não ia aceitar de boa eu ter saído daquela casa. Mas eu também sabia que era o certo. Eu precisava, de alguma forma, mostrar que eu ainda tinha controle

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